O rapaz que foi espancado na UERJ por usar uma camiseta da banda Death in June - com a infame Totenkopf nela - também estava usando esse broche. É visível no vídeo e quero falar um pouco disso - ignoro questões jurídicas e morais do caso.
Por mais moralmente enojado que você esteja com a ideologia e as ações do Nacional-Socialismo alemão, você não precisa ostentar sua ojeriza a ele em público dessa forma... porque simplesmente a maioria das pessoas já assume que você não gosta do Nacional-Socialismo. É o normal e o esperado de qualquer forma. E se você sair na rua com símbolos gritando que é antinacional-socialista, as pessoas, numa inversão psicológica compreensível, começarão a questionar a sua necessidade de ostentar algo que já é óbvio e esperado: está forçando porque quer esconder alguma coisa? Sente-se inseguro quanto a isso e precisa se autoafirmar? Etc.
E mais ainda: você não precisa se sentir forçado a sinalizar essa virtude, porque fazer isso é cair no jogo ideológico dos antifas. Esse pessoal comuno-antifa é histérico e inverte o ônus da prova em relação ao nacional-socialismo para rotular de “nazifascista” quem quiser e, desse modo, jogar o ônus da prova sobre a vítima. Mas isso é besteira: você não tem de provar que não é nacional-socialista; eles é que têm de provar que você é. Como não conseguem - porque você não é nacional-socialista -, precisam dessa inversão para que a acusação tenha qualquer chance de sucesso.
Se você quer ardentemente deixar claro para todo mundo na rua que detesta o nacional-socialismo, vá em frente - embora seja meio inútil, porque é uma ideologia morta, sem força militar nem representação política na nossa sociedade. Há ideologias e grupos bem piores com os quais se preocupar.