queria saber o que se passa na cabeça desse pessoal da p0ccon de fazer o evento no ANHEMBI
puta calor do caralho, longe de tudo, e comida uma fortuna. gente, o Centro Cultural dava de 10 a 0 sem zoeira
when i read or watch something and can't interpret it correctly i feel like the ogre dumb ogre stupid at this rate ogre will never understand finnegans wake
Eu vi esse post beeeeem mais cedo desse cara e eu pensei: quer saber? Não vou me pronunciar. Mas não dá pra ler uma chuva de estupidez e não falar nada.
Vocês precisam - principalmente se forem da área da saúde - estudar sobre os determinantes sociais em saúde.
De forma resumida:
"Os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) são as condições sociais, econômicas, culturais e ambientais em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem. Eles incluem fatores como renda, educação, moradia e acesso a serviços de saúde, influenciando diretamente a qualidade de vida e o risco de adoecer. Bem como acesso a tratamentos e melhores prognósticos."
Ter acesso a terapias na infância ajuda a aumentar a adaptação da pessoa ao transtorno (não só o TEA como qualquer condição crônica), a contornar e prever crises, a se entender melhor e criar comportamentos adaptativos. Isso não diminui o sofrimento nas situações gatilho, mas aumenta a percepção de funcionalidade.
Tem escola tão boa que até a pedagoga consegue identificar e manejar essas dificuldades sem precisar/poder dar um diagnóstico.
Não à toa têm-se a percepção errada de que autismo em meninas é mais brando. O nível do autismo em si não muda.
O que muda é ter acessos a educação e tratamentos que possibilitam a construção de comportamentos adaptativos tornando os sintomas mais sutis ou "internos" do que visíveis e incapacitantes.
Não é porque a pessoa TEA N1 não tem um colapso nervoso e se joga no chão em prantos que ela tá DE BOA com barulhos, filas, multidões.
Ela apenas aprendeu a controlar a própria reação, criou mecanismos de distração etc mas o sofrimento é o mesmo.
E, PASME, pessoas que poderiam ter desenvolvido em TEA N2, ao ter acesso cedo a tratamentos podem passar a ser identificadas como TEA N1.
Não é que tenha mais ou menos autistas dependendo de camada socioeconômica. É que o dinheiro possibilita acessos tanto a diagnóstico quanto a tratamentos quanto a uma educação melhor e todos esses fatores propiciam maior qualidade de vida à pessoa autista.
Aproveitando alguns dados que o @emoadulto reuniu pra nós de toda boa vontade do coração dele:
"Estudos de coorte longos, como o publicado na PNAS em Boston/Califórnia, provam que a ideia de que o autismo prefere a classe média é um erro de amostragem.
Quando o Estado dá o mesmo acesso de saúde para o pobre e para o rico, o número de diagnósticos na periferia empata ou supera o da classe alta. O dinheiro não muda a genética, muda apenas quem consegue pagar o preço de um laudo particular."
E eu acrescento ainda: muda quem pode ter tratamento top de linha e quem não pode, muda a qualidade de vida como tudo nesse mundo.
O dia que o pobre tiver mais qualidade de vida que o rico é porque o capitalismo ruiu de vez (e eu estarei enchendo minha cara em comemoração).
Aqui o link do fio onde o @emoadulto deixou as referências de cada um dos estudos: https://t.co/MW78ziVxSf
rosnando de ódio vai se fuder if00d bando de filha da puta
o maluco em TABOÃO e eles tentando meter um "desculpa o atraso 🥺 você topa esperar mais 30min por um cupão de R$8" ah vá se FUDE
impossível esquecer o trauma que foi eu de um lado, querendo cabelo curto, minha mãe do outro, querendo que eu fizesse luzes, e a cabeleireira fazendo uma invocação do mal pra eu sair daquele salão parecendo a Ana Maria Braga.
[looking at people younger than me] you have your whole life ahead of you, [looking at people older than me] you have your whole life ahead of you, [looking at myself] it's over.