A PF deflagrou nesta quinta-feira, 18 de junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e favorecimento político ligados ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. O principal fato político da operação foi a inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, entre os alvos de busca e apreensão autorizada pelo STF.
A operação atingiu o PT e o governo Lula, com suas origens na Bahia. Os investigadores tentam entender se a ascensão meteórica de um dos maiores negócios de crédito consignado do país teve como ponto de partida uma relação que vai muito além da política.
A história remonta ao período em que Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico no governo Rui Costa. Foi nessa gestão que ocorreu a privatização da EBAL (Empresa Baiana de Alimentos). Por cerca de R$ 15 milhões, Augusto Lima, conhecido como “Guga”, assumiu ativos que dariam origem ao CredCesta, cartão consignado voltado a servidores públicos.
Na época, o grupo não possuía experiência relevante no setor. Pouco depois, Augusto Lima se associou a Daniel Vorcaro e o CredCesta transformou-se na plataforma que impulsionou a expansão nacional do Banco Master, garantindo acesso a folhas de pagamento de servidores estaduais e municipais em todo o país.
A investigação também alcança cerca de R$ 11 milhões pagos pelo Banco Master à BK Financeira, empresa ligada à nora de Jaques Wagner.
Oficialmente, os contratos envolviam prospecção de negócios e convênios de crédito consignado. A PF busca determinar se os pagamentos correspondiam a serviços efetivamente prestados ou se possuíam outra finalidade.
Além disso, os investigadores analisam operações imobiliárias, movimentações patrimoniais e transferências financeiras envolvendo integrantes do grupo Master e pessoas ligadas ao senador.
Jaques Wagner e os demais investigados negam irregularidades. O problema é que, quanto mais a investigação avança, mais o passado parece desmentir o presente.
🇺🇸🇧🇷 Lula is demanding that Trump “stay out” of Brazil’s elections.
The same Lula whose political movement spent years begging international actors, from the EU to U.S. Dems and global NGOs to pressure and isolate Bolsonaro while he was president.
Now that the roles are reversed and someone from the opposition tried to seek support from the U.S, Lula and his allies suddenly discovered the importance of “sovereignty” and are crying foreign interference.
Eduardo Bolsonaro just got sentenced to over 4 years in prison for exactly that.
This is pure hypocrisy.
When Lula sought international help to weaken opponents, he called it “a defense of democracy.”
When the right does the same thing, it’s suddenly “treason.”
Source: Reuters / Writer: Claudio