Vamos lá. Sentei na mesma cadeira que o Jeffrey Chiquini, o advogado que me bloqueou. Sempre evitei criticar publicamente uma defesa que considerei patética e inoportuna. Mas chega de silêncio. Compartilho o @kimpaim, sou um cara de impossível manipulação e operador do Direito há mais de 30 anos em sala de aula. Vou demonstrar, com fatos e com o rito processual na mão, como esse advogado despreparado transformou a sustentação de Filipe G. Martins em espetáculo e fodeu com a vida do cliente.
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No julgamento da AP 2693 (núcleo 2 – Filipe G. Martins), Chiquini transformou a sustentação oral em espetáculo desnecessário. Insistiu em exibir slides já indeferidos por Moraes como “impertinentes” e, após questões de ordem rejeitadas por Flávio Dino, permaneceu na tribuna. Dino teve de ordenar o retorno ao lugar e acionar a Polícia Judicial.
Teatro puro em ambiente que exige liturgia. Gostemos dos membros do STF ou não
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Chiquini vem da “escola do Tribunal do Júri” (ele mesmo reconhece o perfil combativo). Lá, o CPP permite debates extensos e persuasivos para jurados leigos: acusação e defesa têm 1h30min cada (art. 477), com réplica e tréplica de 1h (se houver), acrescidos em caso de múltiplos réus. Oralidade ampla, exibição de provas e confrontação direta são a regra.
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No STF, o rito é outro. Pelo RISTF art. 131, após o relatório, o Presidente dá a palavra sucessivamente às partes. O art. 132 limita a 15 minutos por parte (1 hora prorrogável pelo Presidente em ação penal originária, como era o caso). Materiais visuais devem ser pré-analisados. Insistir em “rebater” decisão já proferida, sem previsão regimental clara, viola a ordem e a isonomia. Errou deveria atacar por outro flanco, e não usar a tribuna do Supremo como um tablado e se promover politicamente.
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Resultado prático: constrangimento institucional, imagem de descontrole e cliente condenado a 21 anos e 6 meses. Em vez de focar em teses jurídicas técnicas (nulidades, ausência de provas periciadas, etc.), priorizou o confronto performático.
Isso cheira a oportunismo político: visibilidade em círculos críticos ao STF, ganho de projeção pessoal em detrimento da defesa técnica do cliente. Usar Filipe G. Martins como “escada” não é advocacia de alto nível.
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Goste ou não dos membros do STF, o rito deve ser respeitado. O RISTF existe exatamente para garantir ordem em colegiado de togados. Importar o “teatro do júri” (CPP) sem adaptação prejudica o cliente e expõe despreparo técnico para o foro.
Defesa séria exige estratégia, não espetáculo. Filipe merecia uma defesa técnica.
A gente não pode esquecer nunca quem é Valdemar da Costa Neto. Um mensaleiro. Ele, portanto, tem que ser usado por nós da mesma forma que ele usa o Bolsonarismo: pra se manter vivo na política.
Agora, ser ALIADO de alguém com um background desse… já diz bastante quem você é.
Passada a raiva, eu só tenho a agradecer a Deus por passar pelas provações. Em 1o, porque sim, Ele me protegeu: eu não estava no local no momento. Em 2o pq não houve recompensa ao ladrão. Ele levou apenas uma mochila vazia.
De folga, deitado sob um grande e macio edredom, envolto por duas das minhas três gatas e ladeado pelo amor da minha vida. Completam o cenário o frio e a chuva cantando na janela. Deus é bom demais da conta!
(Imagem criada no Gemini)
Narcoditadura: Por que um dos maiores inimigos dos EUA e um dos traficantes mais procurados do mundo escolheu o Brasil para se esconder?
Chefe de um dos cartéis mais poderosos da Colômbia, responsável por mais de 300 assassinatos, Juan Carlos Ramírez Abadía - poderia ter se escondido em qualquer canto do planeta. Mas escolheu o Brasil. Por quê? Segundo autoridades da época, o megatraficante sabia que as “condições por aqui eram muito boas”.
Na reportagem 👇, o então delegado da PF Fernando Francischini já alertava: Abadia mantinha vários laranjas por aqui e usava o país como base para movimentar fortunas.
O EUA consideravam um dos criminosos mais perigosos do mundo — atrás apenas de Osama Bin Laden em prioridade.
A investigação durou cerca de três anos e foi liderada pelo delegado Fernando Francischini, que coordenou a equipe a partir de Curitiba. Trabalhando em condições precárias (um pequeno porão na capital paranaense), Francischini e sua equipe rastrearam Abadia por meio de grampos telefônicos, cooperação com a DEA americana e inteligência sobre seus movimentos.
Anos depois de prender um dos maiores criminosos do mundo, Francischini entrou na política. Eleito deputado federal e depois estadual pelo Paraná com votação recorde, ele se posicionou como uma das vozes mais duras contra o crime organizado e o tráfico de drogas. Era dele o PL que alterava a Lei de Drogas para aumentar significativamente as penas em caso de reincidência no tráfico. Mas....em 2021, Francischini teve seu mandato cassado por Alexandre de Moraes por suposta propagação de Fakenews. O embasamento usado pelo ministro partiu de uma reportagem de Patrícia Campos Mello da Folha(fontes nos comentários).
Fontes americanas, como documentos do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e da DEA, revelam mais sobre a rede que sustentou Abadia no Brasil. O cartel mantinha “Escritórios de Corrupção” dedicados especificamente a subornar policiais e funcionários públicos para obter informações sobre operações e proteção.
E o gol não era o travessão.
Em 2010, Joachim Löw, técnico da Alemanha, mostrou que tinha fome de bola. Ou de bolota! Catou de um de seus nasenlöcher um montinho de catota fresquinha, amaciou, arredondou com maestria… e, sem cerimônia alguma, mandou pra dentro!
Qual foi o seu lance inesquecível em uma Copa do Mundo?
Pra mim não foi um gol, uma defesa ou uma driblada. Foi um movimento executado não por um jogador, mas por um técnico. Uma jogada instintiva, sutil e corajosa. Não era uma bola de couro, era uma bolotinha. ++