Gente, o mundo continua girando. As pessoas seguem suas vidas. Os lugares permanecem funcionando. Novas histórias surgem. Novos vínculos são criados. Essa percepção pode parecer cruel. Mas, foi ela que começou a me libertar. Porque se sou substituível, os outros também são.
Lembro-me de uma vez em que houve mais de 100 cancelamentos de todas as companhias aéreas no aeroporto onde eu trabalhava, devido a chuvas torrenciais. Todos os aeroportos de São Paulo fecharam. Os passageiros começaram a fazer barraco e a partir para cima dos funcionários, como se fosse culpa nossa que "São Pedro" resolveu desabar o mundo em SP. Culpavam as empresas, sendo que os cancelamentos aconteceram simplesmente porque nenhum avião conseguia pousar ou decolar. Parece que o compromisso daquelas pessoas era muito mais importante do que a própria vida: elas não pensavam na própria segurança.
Trabalhei em aeroportos antes e depois da pandemia e notei que as pessoas retornaram muito menos tolerantes a absolutamente tudo. O ambiente aeroportuário já é naturalmente estressante: os passageiros chegam sobrecarregados com o acúmulo do pré-viagem e, diante de qualquer imprevisto corriqueiro da aviação, acabam descontando tudo nos atendentes.
As pessoas precisam entender duas coisas: primeiro, nem tudo o que se vê no TikTok é verdade principalmente em relação a perfis de advogados que buscam engajamento ensinando "fórmulas" para processar companhias aéreas. Segundo, aviação não é transporte rodoviário. Se na terra existem regras, no ar elas são multiplicadas devido aos rígidos padrões de segurança. Atrasos vão acontecer. E vale destacar: a empresa é a maior interessada em evitar atrasos, pois paga caro pelo tempo em que a aeronave fica em solo. Se um voo atrasa aqui, gera um efeito bola de neve em toda a malha aérea.
Para quem adora comparar o Brasil com os Estados Unidos, vale destacar uma diferença crucial: lá, as regras são seguidas à risca porque as consequências são reais. Quem descumpre normas ou parte para a agressão verbal ou física acaba preso e entra imediatamente para a lista de restrição (block list) da companhia. Infelizmente, a legislação brasileira ainda é falha nesse aspecto. Por aqui, a impunidade impera e nada acontece com esses passageiros indisciplinados. Pelo contrário: se bobear, os agentes de atendimento é que são prejudicados internamente pela empresa.
Não me arrisco a dizer quem tem razão, é possível que a passageira estivesse coberta de razão, mas por causa do impulso emocional, se é que tinha, perdeu a razão, em princípio vai responder por agressão e ter um baita custo pra se defender, e mesmo que supostamente tivesse razão na reclamação que fazia, após seus atos vai ter dificuldade de ganhar.
Por causa da intempestividade arrumou um baita problema.
Nada justifica a agressão!
@aero_in@luizfara
Fun Fact: Uma vez eu estava em uma igreja no centro de Copenhague quando, do nada, a rainha da Dinamarca entrou como se fosse uma mera mortal. Ela cumprimentou todo mundo e foi assistir à missa. Logo depois, uma moça que estava na porta se aproximou e perguntou: "Vocês sabem com quem acabaram de falar? Com a rainha da Dinamarca!". Minha reação na hora foi exatamente essa: 😱
Pensar que, quando a turista brasileira Juliana Marins ficou presa lá no vulcão da Indonésia, achamos um absurdo e nos mobilizamos denunciando a negligência dos guias turísticos. Ficamos indignados pensando: “Como isso pode ter acontecido mesmo com profissionais indo com ela?” E ontem assistimos uma mulher ser arremessada ponte abaixo por três incompetentes, que trabalhavam e faziam dessa “experiência” sua profissão, e percebemos o que aconteceu com a Juliana. A fiscalização e regulamentação para esse tipo de coisa precisa ser chata num nível absurdo, precisa fechar negócio por agulha achada no palheiro, pois essa galera lucra muito e coloca muitas vidas em risco. Igual à galera do balonismo e tantos outros nesse ramo de “aventura”.
A demanda desse voo impressiona até você descobrir que 80% das pessoas só querem usar o aeroporto de BRU para ir para outro lugar. A Bélgica que lute. 🥲
Há 95 anos, em 12 de junho de 1931, um voo ligando o Rio de Janeiro a São Paulo deu início a uma das mais importantes missões da aviação brasileira.
Hoje é dia do Correio Aéreo Nacional!
Sinceramente, não entendo muito a polêmica de "8 horas em um 737 MAX" ou "6 horas em um E2". Para mim a cabine de passageiros é praticamente a mesma coisa. Sei que voar em um widebody traz aquela sensação de um ambiente maior e menos claustrofóbico, mas na prática o espaço para as pernas em aeronaves de corredor único costuma ser até superior ao de muitos grandões por aí. Minha única grande objeção com voos longos em narrowbodies são os banheiros: depois de algumas horas de voo a situação neles fica impraticável.
Sou paulista, MAS sou completamente apaixonado por Brasília e pelo Aeroporto de BSB. Fico feliz demais ao ver novos voos para a Capital Federal que na minha opinião, merece muito mais investimentos e a atenção das companhias aéreas.