[...] preservar obstinado na tristeza é gênero de impiedosa contumácia, é dor imprópria de homem, argui uma vontade que se rebela contra o céu, um coração fraco, um espírito sem paciência, um entendimento simples e inculto.
Nesses tempos de ChatGPT, importante lembrar as dicas de Italo Calvino para o novo século:
1. Aprenda poemas de cor;
2. Faça contas a mão;
3. Combata a abstração da linguagem;
4. Saiba que tudo que você tem pode lhe ser tirado de uma hora para outra.
Cartaz promovendo a imigração de japoneses para o Brasil, feito pela empresa Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha (1920 - 1930) | 🇧🇷🇯🇵
Tradução completa da frase superior: "Vão!!! Agricultores, para o Brasil, que acolhe calorosamente nossos compatriotas.".
Se a mulher tem o direito de destruir o bebê no próprio ventre não importando a opinião do pai, e tem o direito da guarda e da criação em caso de separação, por consequência o homem ganha o direito de negar a prole (e é muita hipocrisia reclamar disso enquanto briga pelo direito de matar bebês no próprio ventre).
E, se não na lei escrita, isso ocorre no zeitgeist, na malha social vigente. O que destrói todo esse efeito dominó de fragmentação da sociedade é o Matrimônio protegido por lei como Sacramento, não como contrato civil: indissolúvel. Não há divórcio. Tanto aborto quanto abandono parental considerados como crime hediondos.
Vamos mudar a lei? Não. A lei é a expressão consequente do zeitgeist anterior. O que estamos vendo agora são as flores malditas das ideias dos anos 70, da boomerlândia mentecapta. Nós temos que mudar o zeitgeist.
Gilberto Freyre convencendo a própria esposa de que *precisava* se relacionar com negras por estudo antropológico é, certamente, um momento curioso da sociologia brasileira
— O Spielberg é horrível, não?
— O Spielberg...
— O Godard diz que o Spielberg é horrível. É verdade?
— Quem falou isso?
— Godard
— E por isso SE MATOU
— Se matou 😁