Nem sequer sou brasileiro nem posso votar no Brasil, mas há coisas que me parecem de uma lógica elementar. Se és militante do MBL ou da Missão, liderada por Renan Santos, fazes parte de uma causa colectiva.
Numa família, os pais não se desautorizam à frente dos filhos. No futebol, os jogadores seguem a estratégia do treinador. Numa empresa, os problemas discutem-se internamente, sem enfraquecer publicamente a direcção. Porque haveria de ser diferente num movimento político?
As divergências discutem-se com os líderes, entre quatro olhos. O que é positivo mostra-se publicamente; os problemas resolvem-se internamente. O protagonismo conquista-se com mérito e contributo para a causa, não tentando demonstrar nas redes sociais que se é mais iluminado do que a própria organização.
Sou um verdadeiro cracudo em política, acompanho o que se passa na Europa e nos Estados Unidos e, sinceramente, nunca vi nada igual ao que está a ser construído com o MBL e a Missão. E há uma coisa que não podemos esquecer: quem esteve entre os primeiros 2% a acreditar neste projecto tem motivos para se orgulhar. Se isto entrar para a história, poder dizer «eu estive lá, eu votei quando quase ninguém acreditava» pode tornar-se motivo de um orgulho gigantesco. Às vezes, só com a distância do tempo é que se percebe a importância de ter feito parte do início de algo.
Não é isso. É que o mercado de influenciadores é bastante fugaz, e o povo está sempre atrás da novidade que bomba em likes. Não tem nada a ver com qualidade.
Em que país vc mora? Aqui é justamente o contrário disso. Qualquer um que não foi criado numa família de funcionários públicos reclamando da vida sabe.
Este país é uma desgraça.
Tá incrustada na mente das pessoas a ideia de que é preciso viver para o trabalho, estar sempre disponível para o trabalho, morrer trabalhando, sem nenhum momento para descansar ou desanuviar a mente.
É só trabalho, trabalho e trabalho.