Acho compreensível que votem no Lula por aversão ao Flávio. Acho compreensível que votem no Flávio por aversão ao Lula. Acho compreensível que votem nulo por aversão a ambos. Só não acho compreensível que votem com empolgação ou admiração, seja em um ou no outro.
2022
Lula critica aumento do auxílio:
“Foi criado com objetivo eleitoral.”
“Deixou pra criar perto das eleições, pra garantir ajuda na campanha.”
“Utiliza o povo de forma mais grosseira possível em época de eleição.”
Trata como “papel higiênico”.
2026
Lula turbina auxílio.
Pô, um brother meu casou com uma mina que não tem Instagram.
Zero.
Nada de story, nada de foto de comida, nada.
No começo a galera zoava pra caralho.
“Como assim não tem rede? É doida?”
Um ano depois o cara me falou uma parada que eu não consigo esquecer:
“Mano… eu casei com uma pessoa de verdade.”
E aí ele foi me contando.
Na mesa do almoço ela tá presente.
De verdade.
Não fica sumindo no celular a cada dois minutos.
Tu fala e ela escuta.
Parece óbvio, mas hoje em dia é quase luxo.
Ela não vive comparando a vida deles com a de ninguém.
Não tem aquela angústia de ver gente viajando, postando corpo, postando status.
Então não cria drama à toa.
A paz mental dela é outra coisa.
Os momentos deles são só deles.
Não precisa virar conteúdo.
Não precisa provar pra ninguém que tá feliz.
Viagem, jantar, até briga de casal… fica entre os dois.
O julgamento dela não vem de trend.
Não vem de tweet inflamado.
Não vem de gente gritando na internet.
Ela forma opinião com o que viveu, com o que viu na rua, com conversa de bar.
Atenção dela é absurda.
Consegue ler por horas.
Assistir filme sem pausar.
Trabalhar sem ficar pulando de aba em aba.
O cérebro não tá viciado em estímulo de três segundos.
Amizade? Pouca.
Mas de verdade.
Três, quatro pessoas que ela encontra no mundo real.
Não é legião de “amigo” que só manda meme.
Autoestima não depende de curtida.
Ela não precisa postar foto pra se sentir bonita ou validada.
A segurança vem de outro lugar.
E o dinheiro…
quase zero compra por impulso.
Não fica vendo anúncio o tempo todo.
Não sente aquela pressão de “precisar mostrar status”.
O que entra em casa acaba rendendo mais.
Quando rola problema entre os dois, resolve na hora.
Olho no olho.
Cinco minutos de conversa e acabou.
Não tem indireta em status.
Não tem post passivo-agressivo.
Não tem plateia pra validar quem tá certo.
No fim das contas ele me falou uma coisa que ficou martelando na minha cabeça:
Casar com alguém que não precisa da aprovação do mundo
é outra parada.
É sócio de vida de verdade…
não ator procurando plateia.
Sei lá.
Me fez rever os conceitos.
Vamos lá: Jesus nasceu sob o reinado de Herodes I, rei da Judeia, que na época era um Estado-cliente do Império Romano. Contudo, desde 6 d.C., os romanos já haviam assumido o controle direto da região sob o nome de Judeia, processo culminado em 70 d.C. com a Queda de Jerusalém e a destruição do Templo.
A província romana da Palestina surgiu apenas 100 anos depois da crucifixão, como uma tentativa do Imperador Adriano de pacificar a área. Quer dizer, Jesus não tinha nada a ver com os palestinos contemporâneos.
Na época, inclusive, as únicas presenças étnicas na região eram os próprios judeus, e também samaritanos, sírios, gregos e romanos... Os árabes muçulmanos, que são a base cultural dos atuais palestinos, só ocuparam a região no séc. VII d.C. mediante conquista e limpeza étnica.
Isso tudo não leva à legitimação do Estado moderno de Israel – que também não tem relação direta com o antigo reino de Judá ou a posterior Judeia macabeia e herodiana – nem a juízos morais sobre a guerra que há agora na região; trata-se apenas de fazer justiça aos fatos.
A volta de Arias ao futebol brasileiro é uma questão de fato. Não no sentido de que certamente acontecerá, mas no sentido definido por David Hume: é algo que precisamos ver na prática. Não sabemos o que vai acontecer, como vai acontecer.
Portanto, não adianta arrancar os cabelos a cada manifestação do colombiano nas redes sociais. Não podemos agir como amantes feridos que seguem avidamente os passos de quem já virou a página e está em outra.
Meus amigos, vivamos novos amores! É hora de valorizar aqueles que escolheram vir; é momento de aplaudir os que escolheram ficar. Eles, sim, podem nos presentear com a verdadeira felicidade.
Porque felicidade não é ver alguém que já nos deu tantas alegrias “fracassar”. Não pode ser. Se o momento de Jhon Arias te faz realmente feliz, você está agindo como Edward Norton no eterno “Clube da Luta”. Seu próximo passo é frequentar grupos de apoio, mesmo que não precise, só para se sentir melhor.
Não é sobre moralidade, embora eu a considere um alicerce fundamental da convivência em sociedade. A questão aqui é existencial. É você com você mesmo. Aplaudir o insucesso de alguém, como numa peça de teatro macabra, não deveria fazer parte da sua rotina.
O ex-camisa 21 deixou claro que jogará no Fluminense quando voltar ao Brasil. As coisas podem mudar? Podem. Mas não coloquemos a carroça na frente dos bois.
Por enquanto, Arias está vivendo os sonhos dele; vivamos os nossos.
ST! 🇭🇺
aii pessual olha como eu sou todo androgininho de bigode bem inofensivinho igual meu sonzinho mansinho mansinho q eu escrevo no meu apezinho eco friendly rodeado pelas minhas samambaias e minha coleção de discos do belquiorio e da gagal e do caetano (nonô como eu chamo😝😍)
Obstrução lulista
10 de abril de 2018
“Lula livre!”
Obstrução bolsonarista
6 de agosto de 2025
“Anistia já!”
Da série:
Duas presepadas não fazem um acerto.
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