Uma das tarefas da solidariedade à causa palestina é pressionar a política institucional, especialmente os representantes de esquerda, que têm a obrigação da coerência. Qualquer conciliação com o sionismo deve ser exposta. O mundo deve cair na cabeça de quem pisar fora da linha.
Vamos falar sério sobre essa história da Erika Hilton?
A Erika Hilton, simplesmente, esconde os dados, números, propostas e alguns nomes. Se ela falasse tudo isso, duvido que sobraria um único fã defendendo oq ela está fazendo. É uma vergonha. O PSOL se calou durante muito tempo sobre algumas atitudes dela. Agora está aí.
Para vocês terem uma ideia geral (valores não oficiais), no PT, parlamentares concorrendo à reeleição devem receber algo como 800 mil reais.
No PSOL, os debates iniciais (que já vazaram nas redes sociais) giram em torno de 2 milhões (chegando a uns 2,3 milhões) SÓ PARA A ERIKA. Esse valor já é muito alto. Um escárnio completo. Cá entre nós, o fundão eleitoral já é uma vergonha, um deboche com o povo brasileiro. Mas ela quer aloprar dentro de algo que já é aloprado, recebendo algo como 3 milhões, pelo que circula. Ela JÁ receberá o maior valor dentre todas as candidaturas proporcionais do PSOL! Quer ainda mais. Obs.: Manu, que ela cita, é candidata ao Senado!
Pois bem, oq ela quer teria o efeito oposto ao que diz defender, que é democratizar os recursos do Fundão.
Concentrar recursos em uma parlamentar que já tem megaestrutura de gabinete e milhões de emendas todo ano retira recursos de candidaturas menores, como foi a do Rick em 2024 (quando a Erika participava da direção do PSOL!) das mulheres e dos negros.
Já dá pra sacar que é absolutamente mentira que ela ficou para salvar o PSOL. Como podem ver, está claro que foi uma negociação meramente financeira: fica no PSOL, ganha muita grana, puxa votos e depois sai. Pois bem, de fato, está levando muita grana.
Se houve outros acordos de bastidores, eu lamento muito. Até pq dar 3 milhões, muito mais do q qualquer outro partido de esquerda concede para seus parlamentares, seria um escárnio e não teria a aprovação da militância. Esse tipo de debate deveria ser formal e aberto. Coloca os termos e os dados, Erika!
No mais, vamos entender um pouco o bastidor.
A Erika é do grupo liderado por Guilherme Boulos, a Revolução Solidária. Até o início desse ano, dirigiam o PSOL junto com outro grupo, a Primavera, liderada pela atual presidente do PSOL, Paula, Ivan Valente e Juliano Medeiros. Na época do debate sobre a federação do PT com o PSOL, racharam.
Inclusive, Boulos, ao optar por não ser candidato e reduzir os votos do partido, esperava q isso funcionasse como chantagem para o PSOL se federar junto ao PT. Tão preocupado com o PSOL, né?
Pois bem, esses dois grupos racharam.
Ambos possuem candidatos a deputado federal por SP. Ambos brigam pela última vaga.
Boulos e Erika apoiam a Natália Boulos (que colocou o nome do marido para fazer campanha). A Primavera, hj a maior força do PSOL, apoia Juliano Medeiros.
Agora percebam o impacto eleitoral das “denúncias” da Erika:
Ela e seu grupo citam recorrentemente Juliano como o articulador do suposto golpe “machista e racista”. Engraçado que ela diz que outro homem branco, hétero, parlamentar e rico do seu grupo político foi vítima do mesmo golpe (Giannazi).
Alegam que Juliano irá ganhar uma soma enorme de recursos (certamente menos que ela) e isso enfraquece demais candidaturas.
Qual o impacto do ataque ao Juliano? Ele é queimado e perde votos!
Isso favorece diretamente quem?
Nat Boulos, que é a candidata que a Erika trabalha para puxar e que irá sair do PSOL após a eleição. Curioso, não?
Agora vem o plot twist: Nat Boulos, mesmo sem ser parlamentar, e mesmo com seu grupo já recebendo uma fortuna p/ a campanha da Erika, receberá recursos no mesmo patamar do Juliano Medeiros, que é presidente da Federação PSOL-Rede e candidato do Ivan Valente, que foi deputado e não concorrerá à reeleição.
Curioso como ela ignorou os valores recebidos pela “Nat Boulos”, né?
Pois é.
A Erika entra nesses debates de forma tão desonesta pq acha que ninguém tem coragem de debater com ela. Inclusive, já adianto que esse post aqui é uma opinião pessoal. Não tenho qualquer ligação com o grupo do Juliano que ela está denunciando.
A preocupação do camarada @eliasjabbour é até compreensível, mas, do ponto de vista regimental, tem muitos limites.
Porém, é no campo da tática política que essa postura mais preocupa.
Escrevo isso porque esse é o argumento padrão de boa parte da esquerda; não é, portanto, um debate pessoal, mas político e amplo.
Com todo o respeito à leitura que o Elias e outros camaradas fazem, chega a ser curioso observar como mordem a isca e caem com tanta facilidade na armadilha mais primária da extrema-direita. Bora entender o porquê?
Tem circulado na esquerda um argumento que força um cenário de "tudo ou nada": dizem que, se perdermos no destaque da 4x3, perdemos o projeto inteiro.
Na prática, para quem acompanha minimamente o rito processual, isso passa longe da realidade.
O PL vai apresentar o chamado destaque de preferência para o texto da Erika Hilton.
Essa votação ocorre antes do mérito e serve justamente para escolher qual texto guiará a discussão. Se formos derrotados no destaque de preferência pela 4x3, não cai tudo e o mundo não acaba.
Por definição regimental e constitucional, fica garantido que o texto da 5x2, com transição, entre em votação imediatamente na sequência.
Não existe "tudo ou nada".
Vale desenhar, então, o motivo de terem comprado o jogo da direita de forma tão inocente.
O cálculo da extrema-direita é puramente cínico e hipócrita, e, se a gente trucar, eles recuam. Saca a tática deles:
Primeiro, vão pautar o destaque da 4x3 esperando, com isso, forçar o governo a se desgastar ao orientar a base para derrubá-lo.
Na sequência, entra a 5x2, que será aprovada. Percebam: eles não cogitam, em hipótese alguma, aprovar a 4x3 de verdade. E esse é o pressuposto central. A extrema-direita é inimiga histórica dos trabalhadores e aliada incondicional dos patrões. A aposta deles é uma só: transferir o custo político da rejeição da 4x3 para o colo do governo.
A pior parte vem no dia seguinte: quando o governo for comemorar a vitória histórica do fim da escala 6x1, o bolsonarismo irá para as redes dizer que "se dependesse deles, teria sido a 4x3".
De quebra, vão esfregar a lista com o voto de cada deputado e partido da base do governo. Ou seja, vão ofuscar a conquista real do fim da 6x1 empurrando a narrativa de que, na verdade, entregamos uma derrota na 4x3.
Entrar nesse jogo e abraçar esse desgaste agora, por pânico, desconhecimento regimental ou análise tática equivocada, é um erro político gigantesco. Ou, pior: pode indicar um medo velado de que a aprovação da 4x3 realmente prejudique o setor empresarial. Nesse caso, a 4x3 é vista como "problema econômico".
Portanto, se o governo trucar e disser que topa, vocês acham mesmo que a extrema-direita mantém a posição, correndo o risco de comprar briga com o "Velho da Havan" e os demais empresários que os banca? Sério mesmo?
Então é isso. Temos que defender a 4x3. Se alguém for derrubar, que sejam eles.
Aliás, cá entre nós, o nosso erro começou lá atrás, quando o PSOL e outros partidos de esquerda não anunciaram que fariam destaque de preferência pela 4x3 caso perdessem no parecer do relator.
Isso teria impedido esse movimento oportunista da extrema-direita!
Pois é. Aos que pensam que ser recuado é pragmatismo e grande política, ficou a lição.
Quando você foi ou é militante de alguma organização comunista e lê a carta de desligamento do @jonesmanoel_PE é muito difícil que vc não se identifique ou não tenha passado por uma ou outra situação relatada ali.
Os problemas continuam os mesmos. Vão atacar quem tá quebrado?
Vamos ser sinceros aqui? Não se trata de qualquer apreço do grupo do Boulos e da Erika pelo PSOL. E aqui falo por mim. Foi mero movimento eleitoral após a derrota interna pesada que tiveram. Já haviam negociado a saída do Boulos em dezembro.
O problema é que acharam que dava para levar de arrasta uma boa parte do PSOL para o PT e quebrar o partido, o oposto do que a Erika diz na nota. Não conseguiram. Se a Revolução Solidária saísse, ficaria rachada no meio e Boulos perderia a unidade do grupo que lidera. Foi derrotado.
Como não conseguiria levar seus quadros eleitorais (ao que parece, nem a Erika o Boulos conseguiria levar), decidiram ficar até a eleição. Muitos parlamentares da Revolução Solidária não iriam com ele. Ele achava que levaria não só o seu grupo inteiro, como mais alguns parlamentares da órbita. Perdeu. Perdeu na defesa da federação com o PT. Perdeu na tentativa de quebrar o PSOL. Perdeu parte do seu próprio grupo no processo. Sai da disputa muito menor que entrou.
Aliás, ficou claro que o PSOL sobreviveria e quebraria a cláusula sem os que ele conseguiria arrastar. Devidamente derrotados, recuaram e agora vêm com discurso de altruísmo quando se trata de mero acordo eleitoral bom para ambas as partes.
Recuaram para garantir a unidade e a eleição do grupo deles em condições melhores no PSOL do que seria no PT (o que expõe a falácia de que a federação com o PT seria melhor para eleger), e deixam para depois da eleição a decisão sobre o que vão fazer, provavelmente ir para o PT com aval do PSOL para não perderem o mandato.
Para o PSOL, deixar eles ficarem depois de tudo ajuda a ampliar a votação do partido. Também não é altruísmo nenhum. É acordo eleitoral, e tudo bem.
Enfim, a tática do sequestro fracassou.
Vão ficar temporariamente e, nesse meio tempo, terão que aprender a respeitar o PSOL, a militância e a nossa história.
O que fazer?
✅ Cobre posição dos vereadores!
✅ Colega servidor, fale sobre o assunto em seu local de trabalho!
✅ Participe das sessões na Câmara Municipal!
Atacar o serviço público é atacar toda a população!
GOVERNO ZAFFALON ATACA O SERVIÇO PÚBLICO DE GRAVATAÍ 😡
Projeto de emenda à Lei Orgânica do município pretende
❌ Fim dos avanços trienais
❌ Fim da licença-prêmio
❌ Fim da assistência médica (ISSEG)
❌ Fim da eleição para direções de escolas
🚨 ALERTA MÁXIMA: NÃO É SÓ CHUVA, É NEGACIONISMO CLIMÁTICO 🚨
❓Mais uma vez o Rio Grande do Sul volta a enfrentar chuvas intensas e alagamentos. Já somamos 2 mil pessoas fora de casa e 2 mortes. A pergunta que ecoa é: até quando?
Enquanto o povo sofre, o governo insiste no negacionismo climático, tratando catástrofes como fatalidades isoladas. É uma contradição gritante: falam em “reconstrução”, mas seguem desmontando políticas ambientais, loteando o território para os lucros do agronegócio e empurrando as periferias para áreas de risco.
Reconstrução de verdade exige enfrentar a crise climática com coragem, colocar a vida e o planeta no centro, não o lucro. Não podemos aceitar que as cidades sigam sendo armadilhas para o povo pobre em tempos de chuva.
#RS #chuvas
Eu tenho a impressão de que se nós estivéssemos em 1º de setembro de 1939, parte do Twitter ia estar debatendo sobre como a Polônia trata os gays e as mulheres.
Com o sucesso do filme "Ainda estou aqui", ganhou evidência a denúncia de que ao menos um dos responsáveis pela morte de Rubens Paiva continua recebendo até hoje altos salários do Estado brasileiro. E esse é só um caso entre inúmeros.