@pedralexpereira@jmeteixeira Estão a falar do João Paulo batalha da transparência ou do João Paulo batalha que foi mandatário do livre as eleições em Cascais?
BREAKING:
The arsonist of Limoges city hall has been detained
He is a 40-year-old far-left Antifa activist on France’s national security watch list for his ties to radical ultra-left extremist movements.
He also has a history of police records for “violence against a person holding public authority.”
🇫🇷
Abaixo, critico as posições do Livre em várias matérias tais como habitação, em claro conflito de interesses (sou inquilino e beneficiaria de um mercado mais competitivo).
Parabéns ao PÚBLICO pela extraordinária investigação: descobriu que há deputados que têm casa e que alguns até as arrendam. Escândalo.
Sobre o panfleto que hoje fez capa:
1. O PÚBLICO tem toda a legitimidade para escrutinar o património dos deputados. Mas o escrutínio exige mais do que colocar dois factos verdadeiros lado a lado, em alguns casos incompletos (eu e tantos outros somos também inquilinos), e deixar que a insinuação faça o resto.
2. Só olhou para os deputados do PSD, CDS, CH e IL. Se tivesse incluído os outros não teria encontrado nada muito diferente: em Portugal, 70% da população é proprietária, portanto o Parlamento não haveria de ser muito diferente. Os partidos de esquerda também têm deputados proprietários. E não esquecer Ricardo Robles, claro, o mago imobiliário.
3. Como têm casa, insinua-se que legislam em causa própria quando votam leis da habitação. A prova do conflito de interesses? A parte a que poderíamos chamar jornalismo? Despejada.
4. Pelo mesmo brilhante critério, deputados com filhos não podem votar o abono de família, deputados que recebem salários não podem votar o IRS e deputados que têm carro não podem votar o IUC.
5. Aliás, ainda há dias votámos o alargamento da licença parental. E, pasme-se, os deputados da IL podem vir a ter mais filhos no futuro e a beneficiar com isso! Mais uma capa de jornal.
6. Explicámos tudo isto ao PÚBLICO, mas o jornal preferiu publicar apenas o primeiro parágrafo da nossa resposta. Os restantes, que expunham o ridículo da premissa, ficaram de fora.
7. No meio de tantos números, gráficos e imóveis contabilizados, faltou um pequeno pormenor: identificar uma única norma feita à medida de um deputado, um único favorecimento particular, um único conflito de interesses efetivamente demonstrado.
8. Talvez seja essa a verdadeira notícia: o PÚBLICO descobriu que os deputados têm casas, mas parece ter-se esquecido de que o jornalismo também deve ter princípios.
9. Como é bom de se ver, o activismo não se circunscreve à praça D. João I ou ao Rossio. Está vivo na Doca de Alcântara.
A ideia de que grandes proprietários não devem participar no debate sobre habitação na Assembleia da República é profundamente antidemocrática. Apesar de todas as nossas diferenças, acho que o PCP tem todo o direito a apresentar as suas propostas.
Reparem no perverso, uma habitação T2 na periferia das grandes cidades existe por 300.000€ , o que dá com uma entrada de 25.000€ cerca de 1040€ por mês, o que não é um exagero por si! ( dois salários mínimos conseguem ) Mas reparem, esta casa paga 13.000€ de IMT+Selo!!! , o que muda a entrada de 25.000€ para 38.000€, o que é muito mais. Isto é um T2 para classe media baixa, não faz qualquer sentido este valor!!!
No Expresso, @LConraria:
"Ao contrário do que se passa em França, a nossa esquerda radical quase desapareceu nas urnas. Às vezes, fica-se com uma ideia errada pelos telejornais: manifestações, acampamentos, discursos irados de Catarina Martins, Paulo Raimundo a falar como se representasse todos os trabalhadores.
Mas a sua representatividade caiu para níveis de subsistência. Já a direita radical, tal como em França, tem cada vez mais força. E as suas propostas são tão lunáticas que dispensam as dos radicais de esquerda: descem impostos e aumentam a despesa, querem pensões mínimas iguais ao salário mínimo e, como Mélenchon, querem baixar a idade da reforma."