Os tubarões não estão lá por Boa Viagem/Piedade/Candeias meio que “dando um rolê” por ser o habitat deles, a causa é a criação do porto de suape sobre áreas de manguezal, berçários fundamentais da vida marinha no início da década de 80. Manguezais não são terrenos vazios: são berçários da vida marinha. Diversas espécies utilizam esses ambientes para alimentação, reprodução e crescimento, incluindo tubarões. Ignorar geografia local e a biologia em nome do “desenvolvimento” só poderia resultar em tragédia para os banhistas. O fato da motivação dos ataques ser pouco falado para além dos tubarões estarem no habitat deles, também é por conta disso. O Estado não quer se responsabilizar pela destruição e desequilíbrio da vida marinha
Sim, claro, antes da iFood não existia entregador na pizzaria do bairro. Além disso, o iFood inventou uma tecnologia chamada bicicleta, criada especialmente para ser usada em entregas.
Agora, saindo da provocação e indo para o debate real: o Brasil sempre conviveu com uma economia de subsistência que usa uma enorme massa de trabalhadores abandonados pelo Estado, pessoas que se submetem a qualquer coisa porque a alternativa é a fome e a miséria.
Hoje, são as plataformas que cumprem esse papel de exploração.
O ponto é que não temos que tolerar mais isso. Temos que discutir como e onde gerar empregos com dignidade. Como o Estado pode atuar, seja como empregador direto, seja induzindo bons empregos.
Alguém pode argumentar que o atual estágio da automação torna impossível gerar empregos para todos.
No capitalismo, ao que tudo indica, sim. Na verdade, no capitalismo neoliberal sem freios, certamente.
A questão é que o avanço da tecnologia não deveria ser tratado como sinônimo natural de desemprego. O desemprego não é uma lei da natureza. Não é inevitável. É uma invenção e uma necessidade do capitalismo, o primeiro sistema que produziu miséria em meio a uma enorme abundância e que usa a tecnologia criada pelos seres humanos para escravizá-los.
Em um mundo minimamente digno, os ganhos de produtividade da automação, da inteligência artificial ou de qualquer nova tecnologia deveriam servir para reduzir fortemente a jornada de trabalho, garantindo mais tempo livre, mais direitos, mais qualidade de vida e mais possibilidade de viver.
Mas, no nosso mundo, a tecnologia inventada pela classe trabalhadora não é usada para que ela tenha mais tempo para descansar, estudar, conversar, se divertir ou sonhar.
É usada para explorar ainda mais a própria classe trabalhadora.
A uberização da nossa classe trabalhadora deveria ser tratada com seriedade. Não como algo natural. Não como “alternativa ao desemprego”, como se o desemprego também fosse uma força da natureza.
Deveria ser um dos eixos do debate eleitoral. Deveria ser. Mas, infelizmente, há uma interdição no debate econômico brasileiro. O pavor da extrema direita nos paralisou. Não conseguimos ver além do “neoliberalismo progressista” como alternativa à destruição fascista.
Os grandes temas e desafios foram jogados para baixo do tapete. Só se discute qual será a próxima medida de ajuste fiscal, ou quando virá a redução da taxa de juros do Banco Central que fará a economia brasileira encontrar seu rumo. Aliás, é bizarro a esquerda achar que é a redução da Selic que desenvolve um país, em vez de tratar isso como uma condição necessária e absolutamente insuficiente. Mas vamos voltar ao tema.
A questão é que enquanto esses debates de superfície hegemoniza o imaginário da esquerda, as classes dominantes moem o nosso povo.
Somos um país dominado pelo agro, que quer que o mercado doméstico se foda, que o meio ambiente se foda, porque exporta soja para a China fazer ração para porcos. Tudo isso com destruição de territórios, muito dinheiro estatal e concentração brutal de renda. A grana da exploração vai para formar bancadas políticas que defendem a nossa dependência e subordinação com orgulho.
Claro, o setor primário-exportador também tem as mineradoras, que arrancam nossas riquezas e destroem o meio ambiente, deixando a conta da destruição para o povo.
Do outro lado, vistos como mais modernos e elegantes, sediados na potente São Paulo, estão os bancos, tomando o dinheiro da classe trabalhadora com as taxas de juros mais altas do planeta.
Ou seja: de um lado, um setor primário-exportador que aparelha o Estado, concentra riqueza, não gera porra nenhuma de emprego decente e ainda deixa um passivo ambiental brutal para o povo pagar.
De outro, um setor rentista que toma o pouco que os trabalhadores têm por meio de juros criminosos.
Como gerar empregos bons para o nosso povo no meio disso tudo? Não tem como. Com essas duas frações dominantes organizando o país, sobra um bolsão de desesperados. E esse bolsão, em vez de ser tratado como um problema nacional gravíssimo, vira matéria-prima barata para as plataformas, que têm se tornado a terceira força dessa tríade da destruição.
É assim que o Brasil se torna, ao mesmo tempo, paraíso do agro, dos rentistas e das empresas de aplicativo. Um país com gente demais precisando aceitar qualquer coisa para sobreviver.
Não está tudo bem só porque o desemprego vem caindo desde 2021. Os empregos gerados são uma merda. O trabalhador ganha mal. Está endividado até o pescoço. Trabalha muito. Não tem tempo de viver. Não tem tempo de estudar. Aliás, estudar para quê, em um país que não tem muito a oferecer aos pobres além de uma CLT destruída pela já naturalizada contrarreforma de Temer em 2017 e uma vida esmagada pela escala 6x1?
A pergunta correta não é o que essas pessoas fariam sem Uber, iFood ou 99.
A pergunta correta é que tipo de país aceita que milhões de trabalhadores só tenham como horizonte pedalar, dirigir e se arriscar todos os dias sem direitos, sem proteção e sem futuro.
sabe o pior?
qdo era modinha UFC eu achava mta imbecilidade mas tudo bem né...
aí um amigo me chamou pra ir num bar ver uma luta do Anderson Silva e eu resolvi ver uns 15 minutos de videos no youtube sobre o negócio.
fui no bar.
quando eu fui fumar tinha uns caras lá conversando e eu precisava de isqueiro, aí fui me enturmar pra pedir e falei da luta pra puxar assunto.
o que eu decorei em 15 minutos foi suficiente pra sair como ESPECIALISTA.
aí eu me toquei. todos aqueles caras estavam ali pra ver HOMENS SE BATENDO kkkkkkkkkk
não é esporte
O impacto das noitadas e da bebida alcoólica no corpo de um atleta de alto rendimento é brutal
Só ver o quão cedo Ronaldinho, Adriano, Ronaldo etc decairam fisicamente
No caso de atletas que não são craques, como no caso do Gabigol, a situação é pior, já que ele não tem nem mesmo a técnica pra compensar o baixo rendimento físico
Everton Ribeiro não apenas saiu ovacionado de campo, como teve seu nome gritado pelo Maracanã, mesmo com o placar magro de 1-0 e o jogo ainda em aberto.
Quantos jogadores que saíram receberam essa honraria da Nação, jogando contra? Quantos saíram e foram tratados dessa forma, com bola rolando?
Não é apenas sobre idolatria, é uma manifestação pública da torcida de que Everton sempre será um de nós. Referência como jogador, pai e cidadão.
Adversário sim, inimigo nunca. Jamais.
Maior camisa 7 da história do Flamengo.
Fomos felizes.
E7ERNO.
>foi investigado pela PF
>apareceu no Fantástico
>reputação destruída em rede nacional
>respondeu todas as acusações
>tempo passou, ninguém mais dá uma foda
>continua na crista da onda, milionário e desfrutando de liberdade
>canal bombando no Youtube, colaborações com influencers cada vez maiores
>Este portador de síndrome de down é realmente diferenciado, não é qualquer um que o derruba.
Atualização da situação do Estreito de Hormuz depois do bloqueio dos EUA em desenhinho.
Dessa vez coloquei até bandeirinha nos navios. 😂 🛳️🇨🇳
Acho que até meu sobrinho de 8 anos entende o que os EUA estão fazendo ali.
Fingindo que não estão vendo 20 petroleiros passar de boa.
Tão olhando pro lado errado, ou aconteceu aquilo que imaginávamos.
CÃO QUE LADRA, NÃO MORDE.🤭
Os memes de vcs viados são clipes de divas pops ruins, pessoas comm deficiência física e mental agindo como mulheres e gifs da gretchen e quer vir falar dos nossos memes, vai te foder bichona de merda.
@ComandoSantista O saco cheio é uma característica masculina que causa dor, explosões de raiva e implusividade. Não pode ser usada esta expressão que causa tanto desconforto e vergonha em nós, homens heteros. Falta de respeito destas jornalistas mulheres que não tem lugar de fala no assunto