Que felicidade saber que todos os haters do Vini jr estão entocados na casa do caralho, refugiados na puta que pariu, enclausurados um no cu do outro. Se mordam, faleçam, vocês escolheram o cara errado pra odiar, filhos da puta!!!!!!!
Carlo Ancelotti diz que o Zico é o melhor jogador que ele já enfrentou.
Isso claro, culpa da mídia e da Globo, que só passavam jogos do Flamengo ali na região entre o Veneto, a Sardenha e a Lombardia.
Despues de más de 2 años de trabajo, hoy es el dia de presentarles mi mejor trabajo. Hoy es el día de presentar como jugar con TODOS los clubes del pais y todas las ligas del Interior en el FM26.
Les quiero pedir un RT que es super importante
Link: https://t.co/K2jZkYx4cI
10 coisas que eu faria se fosse dono de um clube de futebol
1. A MELHOR EQUIPE DE INTELIGÊNCIA QUE O DINHEIRO PODE COMPRAR
Clubes pagam 1 milhão/mês pra medalhões semi-aposentados, mas acham caro um salário de 30 mil pra um excelente scout kkkk qual é a lógica?
Se eu mando num time como o Galo, minha equipe interna assistiria TODOS os jogos do Brasileirão Série A, acompanhando em tempo real o desempenho dos adversários e seus jogadores.
Análise QUALITATIVA, no olho. Sem preguiça.
Mas indexada por notas para todos os jogadores que pisarem em campo, pra facilitar consultas futuras.
Hoje, o líder é o São Paulo - 5 vitórias e 1 empate. Mas quais foram as circunstâncias??
É sorte ou o time está encaixado? Qual é o modelo de jogo? Que jogadores estão fazendo a diferença?
Eu quero saber.
O Internacional está na lanterna... o time é ruim mesmo? O que aconteceu pra perderem 4? Tem algum bom jogador sendo massacrado lá que dá pra trazer barato?
Eu quero saber.
Qual é o nível médio dos laterais do campeonato? Os nossos são melhores, piores ou iguais?
Eu quero saber.
Esse tipo de análise é difícil de ser feita, porque é altamente subjetiva. Precisa de uma equipe experiente - e "cara" -, por isso muitos clubes simplesmente ignoram.
Outro argumento que já escutei é que assistir jogos como "Chapecoense x Coritiba" é desnecessário... como se o Galo sempre vencesse esses times rsrsrs
Eu não tenho dúvidas que tem alavancagem alta aqui. Esse é o tipo de informação dá uma vantagem enorme no longo prazo.
Imagina ter um banco de dados que você consiga consultar a qualquer momento o histórico de qualquer time ou jogador rival, com informações QUALITATIVAS de alta confiança.
Quantos clubes no mundo tem isso?
2. MONITORAMENTO DE JOGADORES EM LIGAS ESTRATÉGICAS
De Janeiro a Julho, a equipe de scouting assistiria as seguintes ligas, sem nenhum objetivo concreto:
- Campeonato Colombiano
- Campeonato Argentino e Copa Argentina
- Campeonato Uruguaio
- Campeonato Equatoriano
- Campeonato Mexicano
- Campeonato Paraguaio
- Campeonato Chileno
- Campeonato Peruano
- Brasileirão Série B
- Campeonato Boliviano
- MLS
- Europa apenas se tiver muito dinheiro
(nessa ordem de importância)
A ideia não é observar nenhum jogador específico, mas apenas assistir futebol em geral, prestando atenção em todos os jogadores que estejam nas partidas.
Viu algo que chama a atenção?
Coloca na database (isso vale para treinadores também).
Aqui, daria pra fazer análise quantitativa também. Tenho algumas ressalvas com isso, mas é uma frente interessante;
Até onde sei, o Galo é um clube avançado nisso. Fazem um trabalho muito bacana.
Depois, de Julho a Dezembro, voltamos ao qualitativo, dessa vez de forma específica.
Nessa etapa, trabalharíamos conforme a necessidade da próxima temporada, dentro dos nomes anteriormente mapeados.
Se não me engano, essa é a estratégia do Monchi (não lembro, mas acho que vi ele falando sobre isso em algum lugar).
3. ESCUTAR O MEU SCOUT ACIMA DE TUDO
Você tem uma equipe qualificada que passou o ano inteiro assistindo futebol, mas na hora H só considera a opinião do técnico kkkkkk
A regra que os melhores aplicam é muito simples:
Treinador decide o PERFIL, não o NOME.
Obviamente, ele pode sugerir nomes para serem observados. Mas se o seu scout diz que é furada, acredite nele - isso evitar pagar 50 milhões pelo Júnior Santos 🤡
"Quero um atacante veloz e driblador"
"Quero um goleiro que joga com os pés"
"Quero volante de força bruta"
Como eu fiz as etapas anteriores direitinho, agora eu tenho uma lista de 15 nomes pra cada perfil!
E posso segmentá-la de acordo com minhas limitações de orçamento, chegando a uma lista final.
Outra regrinha útil:
- Tem dinheiro? Busque qualidade técnica acima de tudo
- Não tem dinheiro? Busque jogadores com FOME, que tenham vontade de provar algo a alguém
Não dá pra cobrar títulos sem estar pelo menos no TOP-6 orçamentos. Mas um time que dá orgulho ao torcedor é sempre possível.
4. INVESTIGAÇÃO SOCIAL
Antes de gastar milhões em um jogador, convém fazer algumas perguntas:
- Ele é preguiçoso ou é dedicado?
- É deslumbrado ou pé no chão?
- Tem pai e mãe presentes?
- É casado? Tem filhos?
- Sustenta quantas pessoas?
- Quem são os relacionamentos próximos?
- Administra bem o próprio dinheiro?
- O que ele faz no tempo livre?
- Ele está pronto pra um novo nível de exigência?
- Tem capacidade de aprender?
- Tem ambições pessoais ou é movido por dinheiro?
Não é muito difícil conseguir essas informações, porque o mundo do futebol é muito pequeno (mesmo quando falamos de outros países).
Inacreditavelmente, quase nenhum clube faz isso kkkkkk ou, se fazem, ignoram red flags óbvias e contratam do mesmo jeito.
E, depois, não sabe porque tem um vestiário todo rachado, cheio de pseudo-atletas que estão cagando completamente pro clube e pensam que são artistas de hollywood 🤷♂️
Na minha opinião, a legislação protege muito os atletas de elite.
Como no meu time eu não quero nenhum come-e-dorme, eu gastaria tempo investigando isso.
Atletas talentosos com mentalidade fraca não servem pra nada. Se ele não quer se desenvolver, melhor deixar ele ir enganar outro time.
5. ANALISTA DE DESEMPENHO "PARALELO"
Como eu sou o dono do time, não tenho tempo sobrando.
Logo, não posso me dedicar tanto quanto o necessário para entender profundamente sobre futebol.
Solução:
Eu contrato um analista de desempenho "paralelo" - que não está ligado ao scout e nem à comissão técnica.
A função dele?
Assistir todos os jogos do meu time 50 vezes e me dar uma opinião IMPARCIAL sobre o trabalho que está sendo realizado e o desenvolvimento de cada um dos jogadores.
Idealmente, as pessoas no clube nem saberiam que ele existe. Ele reporta diretamente à mim, como se fosse um consultor.
O objetivo:
Garantir que eu não estou sendo passado pra trás por ninguém do clube.
- "O treinador disse que o Bernard não encaixa no modelo de jogo. Procede?"
- "O time só perde, mas o scout disse que há evolução no trabalho. Procede?"
- "Todo mundo diz que precisamos de um zagueiro de 30 milhões, porque os nossos são ruins. Procede?"
Infelizmente, política interna no futebol é uma desgraça.
Muitos sabotam o trabalho dos outros, muitos encobertam coisas erradas, muitos deixam rixas pessoais falarem mais alto que o trabalho...
Por isso, preciso de um cara que não esteja contaminado pelos bastidores do futebol. Sem relação pessoal com ninguém, apenas observando detalhes do jogo.
Quase tudo o que você precisa saber sobre um jogador está nos 90 minutos.
Postura, concentração, gestual.
Sabendo o que o treinador pede, dá pra perceber facilmente se é um cara comprometido com o detalhe ou se é desleixado.
Enfim, a única coisa que esse analista teria acesso é a arquibancada e as gravações dos jogos... e seria a principal fonte que me ajuda a formar minha própria opinião.
Confiança cega nele.
6. CRESCIMENTO DA TORCIDA
A Betano paga 270 milhões pelo patrocínio master do Flamengo, mas pro Galo era só 18 milhões.
Por que?
R: quantidade de torcedores
Pra mim, um clube de futebol pertence à categoria "relacionamentos", e não "esportes e entretenimento".
Tenho alguns textos sobre isso, então não vou me alongar.
Mas, basicamente, posicionaria o meu clube como algo ligado a amor, conexão, vínculo humano, aceitação e pertencimento, e não como "experiências e diversão".
Depois do futebol profissional, cuidar do crescimento da torcida seria a prioridade número #1 dentro do meu clube.
Sem isso, JAMAIS será possível competir!!! Esse é o grande driver de faturamento, e vincula todo o resto.
Eu não sei como, mas o Galo é um time que precisa dar um jeito de dobrar o tamanho de sua torcida.
A notícia ruim é que isso é um trabalho de longuíssimo-prazo, do qual não é possível colher resultados num prazo menor que 10 anos.
Mas eu colocaria um bom dinheiro nisso, e usaria os próprios atleticanos pra "evangelizarem" outras pessoas.
Enfim, isso precisaria ser melhor estruturado, mas seria um pilar FUNDAMENTAL do trabalho, e não ações isoladas no estilo "faz quando der".
Uma coisa besta, mas que faz diferença, é ter estádio cheio todos os anos, não importando a fase do time.
O ser humano quer se associar a coisas que as outras pessoas demonstram gostar.
E o recado que um estádio vazio na TV passa é: "ninguém se importa com essa merda".
Não subestime a semiótica.
7. CATEGORIAS DE BASE
Também já escrevi bastante sobre isso, então vou tentar trazer uma visão diferente.
Hoje, a competitividade na captação é muito grande. Alguns times mais visionários investiram bastante no passado, e hoje colhem resultados.
Discutindo esse assunto com pessoas mais capacitadas do que eu, a conclusão que cheguei é que a melhor estratégia é colocar dinheiro em pequenos parceiros, espalhados geograficamente ao longo do país.
Existem duas grandes restrições:
- o talento surge entre os 4 e 11 anos
- não é inteligente tirar uma criança do seu convívio familiar e trazer pro clube
Trazer a família junto não é escalável, e gera MUITOS problemas sociais.
Então, ao invés de trazer o moleque pro clube, eu melhoraria o ambiente onde ele nasceu.
A boa notícia é que crianças não precisam de praticamente nada pra se desenvolverem - apenas jogarem bola contra adversários de bom nível.
O campo? Pode ser até a rua.
A bola? Pode ser uma velha.
Não exige nenhum investimento de dinheiro ou estrutura, que são os grandes limitadores.
Apenas de coordenação - que exige um excelente trabalho, mas é altamente escalável.
Por isso, no meu clube eu teria uma equipe dedicada exclusivamente em fomentar o futebol infantil pelo "Brasil profundo" (algo que, em tese, seria papel do Estado).
O chefe dessa equipe não é um cara do futebol, e sim da política.
O papel dele é fazer PR com prefeitos e vereadores, dando a cada criança nascida nesse país a oportunidade de jogar bola gratuitamente.
Toda cidade do Brasil tem pelo menos um campinho ou quadra pública.
E meu clube vai estar em todos eles, por um custo mensal inferior à um Dudu.
Dos 4 ao 8 anos, deixa eles jogarem livremente.
Dos 8 aos 13 anos, organiza por nível - e os melhores vão sendo direcionados a clubes e escolinhas parceiras da região, num funil longo que termina no clube.
Eu daria all-in nessa estratégia, ao invés de fazer o que fazem hoje...
Que tem um viés de seleção e sobrevivência absurdos, já que uma amostra muito restrita de meninos tem a chance de se desenvolver dentro da "janela de ouro" que a biologia impõe.
Duvida que isso seja possível?
Pesquise sobre o Baby Fútbol do Uruguai.
Eu acho que esse é o caminho, e não esperaria o governo fazer.
Coloco a marca do meu clube e ainda contribuo pra, quem sabe, gerar aumento da torcida.
8. DEPARTAMENTO MÉDICO TEM A PALAVRA FINAL
Escalar jogador lesionado ou muito cansado é uma coisa muito comum no futebol, e também uma das maiores burrices que existem.
Todo treinador enche o saco de médicos, fisiologistas e fisioterapeutas, como se eles fossem mágicos.
Segundo eles, se um jogador de futebol é capaz de andar, ele pode ir pra jogo.
Resultado...
O jogador não rende nada e ainda por cima se arrebenta!
Como o clube é meu, é muito simples:
- Não tem condições de jogo, não vai jogar
Em jogos MUITO importantes, como finais e semi-finais, podemos abrir exceções.
Agora... jogo de rodada de brasileirão?
Se vira com o que você tem, meu filho.
9. SALÁRIO DE JOGADOR ATRELADO A DESEMPENHO
O futebol é o único planeta em que pessoas de realidades muito diferentes convivem com tanta proximidade.
Uma delegação que viaja pra uma competição tem o roupeiro, o enfermeiro, o diretor, o fisioterapeuta, o jogador jovem, o jogador de renome...
Uns ganham 3 mil por mês, outros 2 milhões.
São mundos muito distintos, e não é nada fácil fazer com que essa convivência seja harmônica.
Todos comparam TUDO o tempo TODO.
Todo mundo sabe quanto todo mundo ganha (não só entre atletas, mas também entre staff), então é muito importante ter processos claros que façam com que o coletivo possa caminhar junto - sem inveja, vaidades ou intrigas que detonam o dia-a-dia.
Eu não sei se conseguiria implementar isso por causa do mercado, mas eu gostaria muito de atrelar 50% da remuneração de atletas pelo desempenho.
Se isso for acompanhado de transparência, é um tipo de meritocracia extremamente saudável - porque cada um sabe exatamente o que esperar.
A imprensa repete uma bobagem muito grande, de que os profissionais do clube tem que "saber falar a linguagem do boleiro".
Sinceramente, não sei de onde tiraram isso!
Basta você tratá-los com honestidade, transparência e coerência que todo mundo fica feliz.
Sinceridade é o que gera longevidade, não tem muito segredo não!
A única decisão que realmente gera desgate com atletas é "quem joga" e "quem não joga".
Por incrível que pareça, todos eles pensam merecer a titularidade 😂 como o responsável por isso é um treinador com incentivos de curto-prazo, é importante ter um coordenador técnico pra avaliar se realmente é o mérito do treino que faz o jogador jogar.
Internamente, o treinador precisa ser muito cobrado por isso, porque é essa a grande fonte de insatisfação dentro de um clube.
Resolva isso, e o resto se ajeita.
10. NA PARTE TÉCNICA, IGNORAR COMPLETAMENTE TORCIDA E IMPRENSA
99% das opiniões de jornais, rádios e redes sociais são puro lixo, e não servem pra absolutamente nada.
Todo mundo quer ser campeão todo ano, tá tudo errado o tempo inteiro, ninguém presta...
Mas até o Real Madrid perde mais torneios do que ganha.
Se o seu clube é uma zona, a pressão externa muitas vezes é bem vinda.
Querendo ou não, um protesto de torcida organizada pode ser importante pra lembrar pra alguns jogadores acomodados que eles não são sultões do império otomano, e tem obrigações a cumprir.
Mas o meu clube é organizado!
Então eu não preciso disso. Rsrsrs.
Aprendemos sozinhos com as nossas derrotas, por isso o papel da direção é blindar ao máximo o time.
Isso gera um efeito incrível dentro do clube, porque o jogador percebe quando existe convicção e suporte.
Eles passam a se envolver mais, entrar mais no processo... e, as vezes, tudo o que separa um time que só perde de começar a ganhar são ajustes finos.
Enfim, minha opinião é clara:
Dentro de um clube de futebol organizado, todos precisam de segurança e tranquilidade.
Deixa a cobrança vir só de dentro.
Em alguns clubes, a coisa fica tão viciada que o seguinte momento acontece pelo menos 1x por ano:
O que TODO MUNDO para de trabalhar, apenas esperando o treinador cair.
Kkkkkkkk.
Não estou nem falando só de jogadores não, e sim do staff inteiro!
Isso é sintoma de uma direção ridícula, sem pulso, e que não faz a menor ideia do que está fazendo.
Quem lidera tem que ser cúmplie no erro. Não pode transferir internamente e muito menos externamente!!!!
Um exemplo bobo: se o seu time é ofensivo, é ÓBVIO que o defensor vai ficar mais exposto.
Ao invés de culpar o treinador quando o zagueiro erra, que tal aceitar que isso faz parte da aleatoriedade que rege o esporte?
Por isso, no meu clube eu estou cagando pra opinião da torcida sobre o meu time.
Aliás, se dependesse do atleticano, o Galo nunca teria sido campeão da Libertadores - porque o Ronaldinho não teria vindo, e o Réver e o Guilherme teriam sido dispensados em 2012.
Thanks for coming to my TED Talk ✌️
Se você gostou e também quer jogar as suas ideias pro mundo, use o @entaopublicai. Escrevi esse texto usando o recurso do "segundo cérebro" que tem dentro dele.
@rodrigooo1906 Podia trocar o Relatorio do proximo adversário com o Capitães.. capitães não tem relevancia pra estar em um espaço grande e o outro ali cortando informação.
Por que Gabigol não se tornou um Arrascaeta?
A história do Flamengo nos últimos anos foi escrita a quatro mãos, mas com tintas muito diferentes. De um lado, a caneta dourada e barulhenta de Gabriel Barbosa. Do outro, a pincelada fina, silenciosa e letal de Giorgian De Arrascaeta. Hoje, olhando para o retrovisor de uma era vitoriosa, fica a pergunta amarga na boca de muitos rubro-negros: por que, afinal, o homem que nos deu a América não conseguiu atingir o mesmo patamar de intocável respeito que o uruguaio conquistou?
A resposta não está nos números, mas na postura. A idolatria é um contrato invisível de confiança, e Arrascaeta entendeu as cláusulas desse contrato muito melhor que Gabriel.
Arrascaeta compreendeu que, no Flamengo, a instituição é um ente vivo que exige reverência. Ele nunca tentou ser maior que o escudo. Giorgian é o anti-herói do marketing moderno: tímido, avesso a polêmicas, focado. Quando houve negociações de renovação, foram resolvidas nos bastidores. Quando o time estava mal, ele não terceirizava culpas. Ele simplesmente pegava a bola e jogava. Arrascaeta construiu sua casa na Gávea tijolo por tijolo, usando cimento de lealdade. Ele vestiu o Manto como se fosse sua segunda pele, e jamais cogitaria vestir o de um rival num momento de folga, porque entende o peso simbólico do que carrega no peito.
Gabigol, por sua vez, escolheu o caminho do personagem. E personagens cansam. Gabriel sempre pareceu viver numa tensão constante entre ser jogador do Flamengo e ser o "Gabigol", uma entidade que precisava ser alimentada com afagos, polêmicas e reafirmação constante. Enquanto Arrascaeta servia ao time, muitas vezes parecia que o Flamengo precisava servir aos caprichos emocionais de Gabriel.
A diferença brutal é que Arrascaeta nos cativou pelo que faz com a bola; Gabriel tentou nos manter reféns pelo que fez no passado.
O uruguaio se tornou ídolo porque nos respeitou. Ele respeitou a dor do torcedor nas derrotas e a euforia nas vitórias, sem nunca usar o clube como alavanca para o próprio ego. Ele é a constância. Gabriel foi o gênio dos momentos decisivos, o predestinado, mas falhou na missão de ser o exemplo diário.
No fim das contas, Gabigol sai (ou fica na história) como o artilheiro que gritou para ser amado. Arrascaeta ficará eternizado como o gênio que, em silêncio, nos ensinou o que é amar a camisa. Um queria ser o dono do Rio. O outro se contentou em ser, com classe e honra, apenas o dono do nosso meio-campo. E isso, o dinheiro ou o marketing não compram: isso é idolatria genuína.
@joaoguilherm@Euclides_flacrf
O Flamengo não abandona o Esporte. O Esporte é que insiste em abandonar a realidade.
Eu sou daqueles que quando me perguntam qual esporte eu gosto, a resposta vem automática: o esporte que o Flamengo estiver disputando.
Pode ser futebol, basquete, vôlei, judô ou até cuspe à distância. Porque no fundo não é só sobre a modalidade. É sobre pertencimento.
Quando veio o anúncio do fim do patrocínio a algumas modalidades olímpicas nesta semana, o impacto foi imediato.
O sentimento inicial foi de revolta, quase instintivo: “Porra, que absurdo!”.
É humano. É rubro-negro. É o orgulho de quem sabe que o Flamengo é, disparado, o maior clube poliesportivo do Brasil.
Mas paixão não pode anular análise.
E é aí que o debate precisa sair do raso.
O Flamengo forma atletas olímpicos como nenhum outro clube de camisa no país.
Forma, desenvolve, sustenta base… e isso é fato, não opinião. O que foi encerrado agora não é formação. É patrocínio. É investimento em atletas e modalidades nas quais o Flamengo não atua como desenvolvedor, mas apenas como apoiador institucional, em troca de visibilidade.
E aqui mora o grande problema!
Esses esportes, infelizmente, têm zero visibilidade no Brasil.
E quando têm alguma, ela quase nunca vem acompanhada do devido crédito a quem investe.
As transmissões são raras.
As mesas-redondas ignoram.
As matérias exaltam medalhas, mas escondem quem apoia e investe.
Quando o atleta vence, o mérito vira da federação, da confederação, do “sistema”.
O nome do Flamengo? Some.
Aí, quando o clube toma uma decisão racional, profissional, coerente com o modelo de gestão que o tirou da insolvência e o colocou entre os mais sólidos das Américas, a gritaria começa.
“Mas o Flamengo é bilionário!”
“Como assim não pode patrocinar um atleta olímpico?”
Pode. Mas não é obrigado. E se hoje pode escolher, é exatamente porque aprendeu a dizer não.
Se um patrocinador sai por falta de retorno, o correto não é simplesmente criticado, o correto é entender “por que saiu?”, mas “por que não houve retorno?”. Onde está a visibilidade? Onde estão as transmissões? Onde está a mesma imprensa milionária para transmitir, divulgar, fomentar essas competições?
Por que o clube, só por ser rico, é moralmente obrigado a investir sem retorno, enquanto veículos bilionários não têm obrigação alguma de mostrar esses esportes e divulgar que apoia?
É mais fácil bater em quem aparece do que enfrentar estruturas arcaicas, intocáveis há décadas.
É mais confortável transformar gestão em vilania do que discutir por que quase ninguém investe em esporte olímpico no Brasil.
E que fique claro: como rubro-negro e amante do esporte, eu quero que o Flamengo esteja em tudo.
Quero basquete em uma cidade, vôlei em outra, handebol em outra… quero o Flamengo espalhando esporte pelo Brasil, dialogando com os 80% da Nação que estão fora do Rio. Mas isso não depende só do clube.
Cadê as federações?
Cadê as confederações?
Cadê o governo?
Cadê a mídia?
Ou eles só aparecem quando é para criticar o Flamengo?
O clube não deu um passo atrás por covardia.
Deu um passo atrás por lucidez, para continuar avançando depois.
Porque responsabilidade financeira também é compromisso com o esporte, talvez o mais difícil de explicar para quem nunca precisou administrar nada.
No fim das contas, o Flamengo não virou as costas para o esporte olímpico. Apenas se recusou a continuar sendo o único adulto numa sala cheia de omissos.
A reconstrução do Flamengo não foi simples e o remédio era, sim, muito amargo.
A estrela do time voltou para a Rússia porque era cara demais, inviável naquele momento.
Jogadores importantes foram devolvidos aos seus clubes de origem após empréstimos, pois não havia dinheiro para mantê-los. O técnico foi dispensado pela mesma razão, era caro.
Houve risco de rebaixamento com o fraco desempenho técnico de um elenco modesto.
Importante: o dinheiro que entrava era utilizado para reduzir dívidas, nada de aproveitar essa verba para contratar jogadores.
Apesar das fases terríveis em campo, a torcida apoiava porque sabia: algo importante estava sendo feito no clube, para que o Flamengo voltasse a ser forte em alguns anos. Mais forte do que jamais fora.
Quem hoje vê o poderio do Flamengo precisa conhecer essa história.
Não foi fácil. Quem vai encarar o remédio amargo?
Pesquisa: @FelipeFla1979
#Libertadores
Guillermo Varela foi o líder de desarmes e interceptações de Palmeiras 0-1 Flamengo!
🔑 1 passe decisivo
⚙️ 89 ações com a bola (!)
💪 9/13 duelos ganhos (!)
🆚 4 desarmes (!)
⤴️ 2 interceptações (!)
✂️ 5 cortes (!)
🔐 11 ações defensivas
💯 Nota Sofascore 7.6