☢️Reflexão da Cooperativa: a liberdade começa à porta da nossa casa
Habituámo-nos a reduzir a liberdade à possibilidade de dizer aquilo que pensamos. É importante, evidentemente. Mas é uma definição confortável, muito académica, muito conceptual.
A liberdade mais elementar é outra. É poder ir onde quisermos, quando quisermos, a qualquer hora, sem que a rua seja uma espécie de roleta russa. É poder atravessar uma cidade, apanhar um transporte público, deixar o carro estacionado ou simplesmente caminhar até casa sem sentir que estamos a abusar da nossa sorte.
➡️➡️Esta liberdade é essencial. Já tivemos essa conversa, as sensações, perceções, a realidade. Está na base da pirâmide, ali junto com a alimentação, da casa e da segurança. Só depois de garantidas essas coisas é que uma sociedade tem disponibilidade para discutir as liberdades "mais sofisticadas". Um homem que tem medo de deixar a mulher ou a filha regressarem sozinhas a casa não está particularmente preocupado com os limites conceptuais da liberdade de expressão. Um velho que deixou de sair depois de anoitecer não se sente livre porque pode escrever uma opinião no twitter. Pode dizê-la. Só já não pode viver como dantes. Ah, mas Portugal ainda é um país muito seguro? Eu ainda sou do tempo em que as portas ficavam abertas, onde só lá entravam as pessoas de confiança para deixar qualquer coisa, não para levar à socapa. Essa realidade já não existe. Desapareceu. E tu sabes bem porquê.⬅️⬅️
O 25/4 não aconteceu apenas para que cada um pudesse dizer o que lhe der na veneta. Podem simplificá-lo dessa forma para caber num cartaz, mas a liberdade nunca foi apenas uma questão de palavras. Não vale a pena regressar agora a essa discussão. Basta perceber que uma liberdade que existe apenas no papel, mas desaparece quando abrimos a porta de casa, é uma liberdade..... amputada.
E é aqui que a imigração se cruza inevitavelmente com a política.
⚠️Quando uma população começa a sentir, por perceção ou sensação, por experiência ou por uma mistura das duas, que perdeu o controlo do espaço onde vive, procura proteção. É natural. Não é fascismo, não é xenofobia, não é ignorância. É instinto. E esse instinto acentua-se com a idade. À medida que vamos ficando mais velhos, mais frágeis e menos capazes de reagir fisicamente, tornamo-nos mais sensíveis ao risco. A ameaça que aos vinte anos parece abstrata torna-se bastante concreta aos sessenta.
Perante essa insegurança, o aparecimento de um porto político intransigente com o crime não é uma anomalia. É uma inevitabilidade. Quando os partidos moderados respondem ao medo com estatísticas mal explicadas, lições de moral ou acusações de preconceito, entregam os cidadãos a quem lhes promete lei e ordem. Não é a extrema-direita que cria essa procura. Muitas vezes, limita-se a encontrá-la ali, abandonada pelos outros, os puritanos da democracia, que, a troco de punh@tas ao seu ego nalguns casos, noutros, reféns do populismo do bem, assobiam para o lado.
➡️Há sociedades onde o respeito pela integridade física, pela propriedade privada e pelas regras comuns foi sendo interiorizado ao longo de décadas e transmitido entre gerações. Isso não significa que os nacionais sejam santos nem que os estrangeiros sejam criminosos. Significa apenas que uma sociedade vive também de hábitos, referências, vínculos, controlo social e expectativas partilhadas.
Não é possível presumir automaticamente que todos os que chegam trazem consigo o mesmo entendimento das regras. Também não é possível presumir o contrário. É precisamente por isso que as fronteiras existem, para selecionar, identificar, avaliar e decidir quem entra. Uma fronteira sem controlo não é humanismo, muito pelo contrário.⬅️
Na imigração ilegal, o problema agrava-se. Quem vive à margem do sistema, sem documentação regular, emprego estável ou horizonte de permanência, encontra-se mais exposto à exploração, à economia clandestina e ao recrutamento pelo crime. Não por causa do sangue, da raça ou da nacionalidade, mas porque a ausência de vínculos e de responsabilidade perante a comunidade aumenta o risco de marginalização. Fingir que isto não existe não protege os imigrantes. Entrega os mais vulneráveis a traficantes, redes criminosas e patrões sem escrúpulos.
Por isso, o controlo rigoroso das fronteiras é tão básico como a porta de uma casa. Não é preciso odiar quem está do lado de fora para querer saber quem entra. Basta ter consciência de que a casa tem pessoas dentro.
⚠️Mas o rigor não pode acabar na fronteira. Depois de alguém entrar legalmente, trabalhar, cumprir as regras e decidir construir aqui a sua vida, interessa-nos que crie raízes. Interessa-nos que traga ou constitua família, que tenha filhos na escola, que conheça os vizinhos, que pague impostos e que veja o futuro deste país como parte do seu próprio futuro. Uma pessoa que sente que amanhã pode desaparecer sem deixar nada para trás terá necessariamente uma ligação diferente daquela que comprou casa, criou filhos e sabe que os seus netos poderão viver aqui. Além do risco criminal. Eu, sabendo que estou num país sem amarras, sabendo que amanhã posso evaporar-me do mapa, posso, em teoria, ter uma probabillidade maior de cometer um crime.
Camaradas, é aqui que também temos de abandonar o infantil "Portugal para os portugueses", pelo menos quando ele significa fechar o país e esperar que a demografia se resolva por milagre. Quase impossível. Podemos ser seis milhões. Podemos ser quatro. Podemos até ser todos muito puros da Silva, seja lá o que isso queira dizer. O problema é que um país com quatro ou seis milhões de velhos não é um país preservado. Não se combate a utopia da esquerdalha com outra, igual, ou pior. É um lar de terceira idade com uma bandeira, hino e insustentável.
Devíamos ter tido mais filhos. Devíamos ter criado condições para que os nossos jovens não partissem. Devíamos ter salários que lhes permitissem sair de casa, comprar ou arrendar uma habitação e formar família. Não fizemos nada disso a tempo. Agora podemos continuar a berrar contra a realidade ou podemos geria o melhor possível, ou o menos mal.
Isto não obriga a oferecer/vender a nacionalidade por catálogo nem a tratar a cidadania como um brinde administrativo. Podemos ser exigentes. Devemos. Podemos criar modelos intermédios, autorizações de residência duradouras ou vitalícias, com critérios claros de integração. Podemos distinguir entre viver cá, pertencer juridicamente ao país e participar plenamente na comunidade, incluindo a política. Há soluções entre a porta escancarada e a muralha. Só não as encontramos enquanto continuarmos a fingir que qualquer compromisso é uma traição.
O que importa é muito simples. Quem entra, em que condições, para fazer o quê, com que capacidade de integração e com que consequências para quem já cá vive. Quantas pessoas conseguimos receber sem degradar salários, habitação, escolas, hospitais e segurança? De que trabalhadores precisamos? Como impedimos a formação de comunidades fechadas que rejeitem as regras comuns? Como expulsamos rapidamente quem comete crimes graves? Como premiamos quem trabalha, respeita o país e cria aqui raízes?
Isto é política de imigração. O resto é só conversa para nos enrabar, lamento. Uma perda de tempo.
Enquanto passamos semanas inteiras a discutir Ceuta como se o destino da civilização ocidental dependesse de cada vídeo que aparece nas redes, há países que constroem linhas ferroviárias, centrais energéticas, fábricas, universidades e cidades. Nós debatemos durante sete dias a escolha das palavras. Na China, nesse intervalo, provavelmente construíram uma estação, levantaram três bairros e inventaram uma m@rda qualquer que daqui a 2 anos estaremos a comprar.
⚠️Precisamos de menos fé e mais pragmatismo. Menos slogans e mais fronteiras. Menos culpa e mais exigência. Menos pureza e mais futuro.
A liberdade individual começa no momento em que uma pessoa abre a porta de casa e sabe que pode viver sem medo. Preservá-la exige segurança, autoridade, integração e controlo. Mas o futuro do país também exige gente, trabalho, crianças e continuidade.
As duas coisas não são incompatíveis.
Incompatível é continuar a fingir que podemos escolher entre uma fortaleza vazia e uma estação sem portas. O país precisa de fronteiras fortes e de pessoas que queiram viver dentro delas. Precisa de saber dizer não a quem não respeita as suas regras e de saber dizer esta casa também é tua a quem as cumpre e ajuda a mantê-la de pé.
Não é sobre esquerda é direita. É pela sobrevivência.
Para vossa eventual reflexão.
o dono da cooperativa
Nota: tenham sempre presente, importas o terceiro mundo, tornas-te o terceiro mundo. É mesmo assim. Não podes importar, o ser humano não é uma mercadoria e não vem com garantia.
The West humiliated Russia in the 1990s. This war is the consequence.’
I’ve heard this in every language, from every podium. It is history rewritten backwards.
Recall what actually happened to defeated Russia: no occupation. No reparations. No tribunal. It kept its nuclear arsenal and its UN veto. Its debts were forgiven and refinanced. It was handed IMF billions and a seat at the G8 — a club of democracies admitting a wounded autocracy out of hope.
Now recall an actually humiliated nation: Germany, 1945. Occupied. Partitioned. Cities in ash, leaders hanged, guilt taught to its children by law.
Germany became the most peaceful democracy in Europe. Russia became this.
So spare me the humiliation theory. Russia was not humiliated after the Cold War. It was indulged — and it read every kindness as weakness, every gift as tribute.
The grievance was never mistreatment. The grievance was lost dominion.
Empires do not mourn their wounds. They mourn their slaves.
Atentai nesta justificação.
'A direção do BE lamentou hoje a desvinculação de 60 militantes de um grupo que tem "saído parcelarmente" e considerou que as divergências se manifestam "há muito", incluindo "na crítica da posição solidária do Bloco com o povo ucraniano".'
Não, meus amores. Isto conta-se num ápice. Para chegar ao poder aliaram-se aos eternos inimigos, PS, e deram �� luz uma geringonça que os trucidou.
Foi uma queda da terceira força política no parlamento, chegando aos 19 deputados, para um único boneco a lutar por causas que não comovem nem agregam ninguém.
A defesa da Ucrânia, apenas para agradar a um certo eleitorado de esquerda, só esclareceu o óbvio para a força inicial fundadora – venderam-se.
Mas não defenderem a Rússia, uma traição que estes sessenta que batem agora a porta não vos perdoam, é um pormenor na gestão na última década do partido aos trambolhões pela ladeira abaixo que tem sido um deleite assistir.
Campanhas como 'Jesus também tinha dois pais', as trapalhadas com a sede e os amigos no pátio, às lactantes despedidas por telefone e o batom vermelho contra os 'fascistas', enquanto os boaventuras da vida eram defendidos com fervor, mostraram que estavam numa corrida cuja meta era o velório na capela funerária.
Ainda assim, não passam de pormenores, números circenses na ante-câmara da estocada final — a defesa de organizações terroristas que em rooftops adoram torcer o pipo à malta LGBT, à boleia de flotilhas e de muito dinheiro a olear as mãos e a ser distribuído pelos pobrezinhos de espírito sob a égide do 'Free Palestine'.
Go woke, go broke. Mesmo com tanta moeda a circular e 'doutoramentos' na área das finanças, nem na prata da casa cativaram quadros que percebessem da boa gestão a ocultar activos tóxicos. Passaram do megafone revolucionário à caça aos gambozinos fascistas na tasca do Café Central.
É o velório, viva o estoiro do BE.