@IrlanSimoes@itolindoo Discordo, como discordo dos títulos nacionais pré 1971
Até aceitaria de boa a copa e a taça do Brasil, são a mesma coisa, mas de resto, não dá. Mesmo o bi olímpico sendo gigante
Diante de tantas confusões conceituais sobre a @Safiel_1910 após a proposta não vinculante ser colocada na mesa (https://t.co/V4ORgDgM9E), resolvi escrever e fixar esse post.
Tenho notado que boa parte do debate - principalmente entre torcedores e segmentados - tem misturado duas coisas completamente diferentes que estão contaminando a realidade dos fatos.
Uma coisa são os pilares estruturais do projeto, e outra é a documentação definitiva que implementará esses pilares.
São temas distintos que estão sendo debatidos (equivocadamente) como se fossem a mesma coisa.
Os pilares da SAFIEL já foram amplamente apresentados em entrevistas, lives, podcasts, universidades e debates públicos. Sem querer ser repetitivo, mas em essência o modelo propõe:
- Pulverização acionária;
- Torcedor como proprietário do futebol (em sociedade com o clube social);
- Limitação da concentração de poder;
- Distritos para democratizar e equalizar representatividade política independente de capacidade econômica;
- Conselho de Administração independente;
- Separação entre propriedade e gestão;
- Golden share para preservação da identidade;
- Conselho Cultural;
- Mecanismos objetivos para impedir captura política e econômica;
- Administração profissional no padrão de grandes companhias listadas.
Esses acima são os princípios/pilares do projeto.
A outra discussão é como essas regras e diretrizes serão implementadas juridicamente. É justamente para isso que existe uma NBO (proposta não vinculante).
No mercado de M&A e de capitais, uma NBO não é o contrato definitivo da operação, e muita gente que não é afeita aos temas tem "analisado" e "criticado" esse documento como se fosse.
Sua função é anterior, de estabelecer as premissas fundamentais da negociação e permitir que as partes (torcedores e sport club corinthians paulista) iniciem formalmente a estruturação da transação.
É somente depois dela que se desenvolvem as etapas técnicas da operação. De forma simplificada, para dimensionar a confusão temporal, a cronologia costuma ser:
NBO (ainda não assinado) - exclusividade - data room - due diligence - valuation - modelagem societária - definição do veículo - coordenador líder - documentação da oferta - registro na CVM - roadshow - captação.
Apenas a partir da assinatura do NBO que entram bancos de investimento, auditoria big four, escritórios especializados, laudos de valuation, estatuto social, acordo de acionistas, prospecto, documentação da oferta e toda a engenharia jurídica e financeira necessária.
Inclusive a própria CVM, sobretudo na resolução 160, reconhece fases prévias à oferta pública, admitindo consultas sigilosas a investidores profissionais antes mesmo do protocolo do pedido de registro e outras possibilidades.
Ou seja, o próprio regulador parte da premissa de que existe uma etapa de estruturação anterior a oferta.
Há outro ponto essencial a se fixar, que quem assimilou o cronograma acima certamente deduziu:
A SAFIEL não propõe "comprar" o negócio futebol do Corinthians, mas sim constituir uma sociedade entre dois sócios.
Então, obviamente, documentos como estatuto, acordo de acionistas, composição do capital (valuation, equity value... ) e diversos mecanismos de governança dependerão da negociação entre os dois sócios, das conclusões da due diligence e da modelagem definitiva da operação.
Não é tão difícil entender que exigir esses documentos antes mesmo da assinatura de uma NBO inverte a cronologia natural de uma operação estruturada.
E, ainda mais errático, é criticar o documento não vinculante, e preliminar por natureza, como se definitivo fosse. Ele é anterior ao início legal do processo de estruturação.
Hoje estão chamando tudo de "book", mas são documentos completamente diferentes.
A NBO explica visão, governança, arquitetura societária, racional econômico, premissas e estrutura pretendida.
O banco de investimento, posteriormente e quando mandatado for, produzirá o documento oficial de equity store: tese de investimento, mercado, crescimento, governança, vantagens competitivas, etc.
Espero que tenha ficado claro o cronograma.
Assim como o que é (e o que não é) o documento não vinculante (NBO), para que as críticas sejam dirigidas ao documento certo, na etapa correta e se combata desinformação.
Dito isso, da próxima vez que ler ou ouvir frases como...
"Quero ver o estatuto da SAF para analisar";
"Qual o valuation";
"Sou contra vender o Corinthians";
"Essa tese de investimento me parece frágil"
... compartilhe esse post.
Book SAFIEL:
https://t.co/7BAOH19kMz
NBO (proposta não vinculante):
https://t.co/dFyJj2SSmB
France pulled off the fastest large-scale power sector decarbonisation in history. After the 1973 oil shock, it replaced a fossil-fuelled grid with nuclear power in only 15 years. Electricity is cheaper and cleaner than it is in Germany. The current challenge for France is to renew its ageing reactor fleet as quickly as it built the original one.
Vamos lá, sobre o artigo, com boa-fé objetivando o bem do Corinthians.
Concordo que forma jurídica não garante boa gestão, e que um associativo eventualmente pode ser bem administrado e uma SAF pode fracassar. Isso é verdadeiro, embora relativamente óbvio, e, isoladamente, pouco resolve o debate. Mas, por honestidade intelectual, registro minha concordância.
Também reconheço que o artigo traz pontos válidos sobre a SAFIEL, como minutas de estatuto e acordo de acionistas, cenários alternativos de captação e metodologia do estudo econômico. Realmente são temas que merecem aprofundamento.
Mas aqui há um ponto essencial ignorado...
Parte desses temas só pode ser definida com a participação formal do SCCP. Afinal, a SAFiel propõe uma SOCIEDADE entre torcedores, via Invasão Fiel SA, e o próprio clube.
O SCCP não é espectador, é sócio e, portanto, estatuto final, acordo de acionistas, governança definitiva e demais instrumentos jurídicos devem ser construídos com o clube na mesa.
Exigir que apenas um dos futuros sócios apresente sozinho todos os docs finais, antes mesmo da anuência formal do SCCP, não seria escrutínio técnico, mas inverter a lógica de uma negociação societária. Tão simples e usual quanto.
O mesmo vale para cenários alternativos de captação e estudos econômicos. Em uma oferta pública o banco líder contratado, junto aos assessores jurídicos e financeiros, valida premissas, testa demanda, estrutura a tese de investimento e organiza a distribuição.
Mas nenhum banco de investimento fará isso oficialmente sem mandato, autorização e anuência do SCCP, que hoje detém o negócio futebol.
Daí a essencialidade de assinar a NBO ( https://t.co/V4ORgDgek6 ), que não vende o Corinthians, não vincula venda e não transfere controle... apenas permite abrir a mesa técnica.
Ótimo o artigo fazer essas menções, pois dá a chance de esclarecer esse ponto que pode ser óbvio a quem está inserido no mercado, mas não a maior parte da torcida.
Feito esse ponto, minha divergência central permanece.
Me parece existir no artigo uma premissa implícita de que preservar a democracia associativa é o” valor máximo”, enquanto o acesso ao capital aparece quase como elemento secundário.
Aqui discordo frontalmente, porque o debate não é filosofia política em abstrato.
Vamos lá, com racionalidade...
Busca-se solução para uma instituição com patrimônio líquido negativo, juros elevadíssimos, receitas antecipadas como se não houvesse amanhã e crescente dificuldade de financiamento.
ESTÁ NA HORA DE ABANDONAR O CORINTHIANS IDEAL, DO MEU MUNDO PERFEITO, E ENCARAR O CORINTHIANS REAL DA VIDA PRESENTE, olhar para os fatos e aceitar que democracia e capital não são inimigos.
A pergunta correta não é apenas "como preservar a democracia?", mas "como financiar a democracia que desejamos preservar?"
Aliás, convenhamos... o Corinthians passa longe de uma democracia no modelo associativo atual. Um número relativamente ínfimo de pessoas decide o destino de uma instituição com dezenas de milhões de torcedores.
Também vejo recorrente e pueril ANACRONISMO ao recorrer a Democracia Corinthiana dos anos 80 para discutir arquitetura societária em 2026. Foi um capítulo marcante da nossa história, mas o futebol atual é globalizado, intensivo em capital e submetido a outra realidade econômica.
Outra divergência é que boa parte das críticas parece dirigida a uma SAF tradicional, de dono, e não a SAFIEL... que propõe pulverização acionária, torcedor proprietário, distritos econômicos que democratizam controle e poder, golden share, conselho cultural, independência da gestão e mecanismos contra captura política.
Adoraria ler contrapontos específicos - e quem sabe elogios - a essas soluções.
Por fim, minha crítica principal é MACRO, e venho repetindo diuturnamente:
Instituições não são julgadas pelas intenções que carregam, mas pelos INCENTIVOS que criam.
O associativo corinthiano produziu 3 bilhões em dívidas, décadas de alternância entre grupos e nenhum responsável patrimonial direto.
Dizer que "o problema são as pessoas" é um acinte e ignora algo básico em economia institucional que PESSOAS MUDAM, ENQUANTO INCENTIVOS PERMANECEM.
Também senti falta de respostas objetivas as perguntas centrais:
Como recapitalizar o Corinthians dentro do associativismo?
Como trazer dinheiro novo?
Como reduzir o custo financeiro?
Como aumentar accountability?
O artigo dedica pouco espaço a restrição econômica que ameaça justamente a "democracia" que pretende preservar.
Lembremos que, no fim dia, "DEMOCRACIA" SEM CAPITAL VIRA ASSEMBLEIA DISCUTINDO COMO ADMINISTRAR ESCASSEZ E CAOS. Da mesma forma que capital sem governança vira captura.
O desafio do Corinthians no século 21 é equilibrar os dois. E é justamente aí que a SAFiel inova.
@ENJU1123PIPI Sou de São Paulo, morei no nordeste e no sul
O Pará, no Norte, tem a segunda maior população de nipo-brasileiros, por causa da segunda guerra mundial
O nordeste, quente, também produz vinhos
A população afrodescendente é bem espalhada pelo país mas tem muita presença no nordeste