@mauad_joao Vender a alma ao diabo deve ser muito caro, e fazer isso no fim da vida é numa mistura de burrice com merecimento. Triste fim de um cara que manifesta-se fazedor do que deveria ter sido feito, sob a égide da moral, como se pudesse justificar para si mesmo o injustificável. Triste
A carta aberta do pessoal da Lexum ao ministro Barroso permanece atual, e por isso merece ser reproduzida. 👊
Carta Pública ao Ministro Luís Roberto Barroso - Agosto/2025
Fique, Barroso. Tenha a coragem de assistir ao fim do que você começou.
De todas as estratégias possíveis, a mais covarde é a fuga disfarçada de cansaço. A história está repleta de engenheiros de ruínas que, ao verem o castelo desmoronar, saem pela porta dos fundos, de fininho, como se nada tivessem a ver com os escombros. Mas não, ministro Barroso — o senhor não vai sair assim.
Sabe por quê? Porque cada rachadura no prestígio da Suprema Corte brasileira carrega sua digital. Cada voto em que o juiz se fez legislador, cada frase em que a moral pessoal se travestiu de princípio constitucional, cada vez que a toga pesou mais do que o texto — tudo isso tem sua assinatura intelectual, moldada lá nos tempos de UERJ, quando o senhor, encantado com a living constitution, decidiu ensinar ao país que a Constituição era um romance em construção, escrito por intérpretes iluminados. De uma linha de pensamento ativista, porém respeitável, da tradição jurídica norte-americana, passamos a conviver com um neoconstitucionalismo tupiniquim, com uma demão de verniz acadêmico, mas que bem poderia ser batizado de doutrina do “perdeu, Mané, não amola”.
A prometida “recivilização” do país, por um autodeclarado iluminista, se concretizou em autoritarismo galopante.
Pois bem, o romance virou panfleto. A Corte virou trincheira. A Constituição, peça de ocasião. E agora, quando o país finalmente percebe o que aconteceu, o senhor cogita ir embora?
Não, Barroso. Isso não seria prudente. Seria simbólico. E o símbolo que se formaria seria implacável: o autor de uma doutrina que prometeu redenção, mas entregou autoritarismo revestido de empáfia, agora tenta escapar do veredito histórico.
Não como um magistrado que se despede após o serviço cumprido — mas como quem abandona o navio ao ouvir o estalo da madeira.
Roberto Campos, ao comentar a correção monetária, confessou ter criado um carneiro que virou um bode. Ele não se esquivou. Ele olhou para a distorção de sua ideia original e assumiu a paternidade do monstro. Já o senhor, quer sair de cena sem sequer reconhecer que o bode constitucional que nos coube nos últimos anos tem os traços exatos do seu neoconstitucionalismo messiânico.
Portanto, ministro, fique. Fique para ver a extensão da obra. Fique para explicar a erosão da legitimidade. Fique para ouvir a crítica dos que ainda acreditam que juízes devem julgar, não governar. Fique para entender que o Supremo não é palanque nem púlpito.
Ou então saia.
Mas saiba: sua saída não será apenas uma aposentadoria precoce.
Será uma confissão.
@soufigueirense@FigueirenseFC É sério que estão reclamando que é fácil de cancelar? Coisa mais irritante é querer cancelar um serviço e te tratarem de otário, assim como fazem as companhias de telefonia. Mais fácil é fazer um bom serviço e manter o cliente. Querem usar a régua por baixo? Competência basta.
@Vinheteiro Corrupção. Temos o maior caso de corrupção do mundo. Os atores da corrupção, disseram, foram os mais votados. Se for, coloca na conta também os burros, que estariam em maioria.
@TumultoBR Porque que todo riponga é canhoteiro? Impressionante! O perfilzinho é só bater o olho que já vê que tem problemas intelectuais severos. Não sei se é a droga que acaba com o cidadão… Deve ser, somado com um trauma anterior muito grande.