"Garantias" do q exatamente, militante? De continuar roubando o povo brasileiro sem ser investigado? Ou de destruir as contas do país sem ser incomodado?
#PetismoÉDoençaMental#LulaLadrao
Não sou bolsonarista. Nunca votei nem votaria em nenhum Bolsonaro no primeiro turno.
Isso, porém, não me obriga a ignorar o risco institucional de conceder mais um mandato a Lula. Se for reeleito e preencher todas as vagas previstas, ao final de 2030 sete dos onze ministros do STF terão sido indicados diretamente por ele.
E a conta não termina aí. Alexandre de Moraes, embora indicado por Michel Temer, mantém hoje profunda convergência político-institucional com Lula. Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff, também costuma integrar essa maioria nas questões centrais.
Isso não significa que Lula comandaria pessoalmente nove ministros ou que todos votariam com o governo em qualquer matéria. O perigo é mais profundo: a formação de um bloco de até nove ministros convergente nos assuntos que determinam os limites do regime — eleições, atuação da oposição, liberdade de expressão, regulação das plataformas e extensão dos próprios poderes do STF.
Imagine um país no qual o mesmo presidente, depois de quatro mandatos, tenha escolhido diretamente sete dos onze ministros da Suprema Corte e conte frequentemente com a convergência de outros dois. Imagine quanto tempo essa maioria permanecerá depois que ele deixar o poder e quão difícil será revertê-la por meios eleitorais ordinários.
É assim que uma democracia pode converter-se gradualmente numa oligarquia eleitoral: o povo continua votando, mas uma elite não eleita e praticamente inamovível determina os limites dentro dos quais sua escolha poderá produzir efeitos.
A questão de 2026 não é ser bolsonarista ou petista. É decidir se algum presidente deve acumular tamanha influência sobre a instituição encarregada de limitar seu próprio poder.
Esta pode ser a eleição institucionalmente mais importante desde a promulgação da Constituição de 1988.
O trabalho do Kassab de servir ao Lula seria ainda mais completo caso conseguisse tirar Tarcísio do Governo de São Paulo concorrendo à Presidência para entregar a locomotiva do país ao Haddad.
O Brasil é governado por uma Junta Cívico-Jurídica que tem como expoentes Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Um consórcio autoritário que submete a todos, inclusive a imprensa que o apoia deliberadamente e por interesses mesquinhos. Essa Junta destruiu a Lava Jato e sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e democrático. Acusado de radicalismo, por mera questão de forma e não de conteúdo, esse movimento amadureceu e agora entrega um candidato adaptado à forma. Mesmo apanhando todo dia dessa mesma imprensa, Flávio e seus aliados absorvem acusações falsas e críticas desonestas; e ainda mantêm o diálogo com todos. Da última vez que esteve no meu programa, há mais de um ano, declarou ao vivo seu respeito ao meu trabalho, citando minhas críticas duras, mas honestas. Teve a coragem de ser entrevistado pelo jornalista que publicou a história da compra de sua casa em Brasília. Não foi à Justiça tentar derrubar a matéria, não fez ameaças, não pediu para a PF quebrar meu sigilo para descobrir a fonte da reportagem. Seu pai (Jair) também me recebeu no Planalto, mesmo quando criticado por mim por suas escolhas para a PGR e para o STF. Já fui censurado pela Junta, nunca por qualquer bolsonarista. Despertei para isso há alguns anos e estimo que o mesmo aconteça com outros jornalistas, acadêmicos, financistas etc. Me lembro que, em 9 de janeiro de 2023, ao questionar um advogado do PT, -- bastante conhecido e educado -- sobre os abusos de direitos humanos contra cidadãos comuns indignados com a eleição de Lula, ouvi a frase "que Moraes tranque todos eles e jogue a chave fora". Essa frase funcionou na minha cabeça como um gatilho, foi literalmente uma 'virada de chave'. Percebi ali que a "forma" é irrelevante diante do conteúdo e, muitas vezes, tem até sentido tático. Por isso, coloquei meu microfone em defesa dessa gente vítima do arbítrio da Junta. Por isso, nado contra a maré da conveniência. Coloco minha experiência de quase 30 anos de jornalismo político e investigativo para ajudar na qualificação também desse debate, que é o mais importante de todos: queremos viver a divergência de maneira democrática, no estado de direito, fazendo o embate de ideias pela política, ou pacificar o país na marra, no medo, trocando o barulho das redes pelo silêncio das masmorras da PF? Rogo ao jornalistas que ainda pretendem fazer seu ofício que compreendam o atual limiar civilizatório que vivemos. Jornalistas devem fiscalizar o poder, criticar, se opor (podem até elogiar o que está certo rs), mas isso só é possível numa sociedade democrática. É preciso colocar um fim no regime atual em outubro, antes que o próximo outubro nunca chegue.
No ascpecto atual do pais, A pessoa que escolhe votar no Renan santos/ mbl é o equivalente a um pai de família que precisa fazer o supermercado para trazer comida para a família mas gasta o dinheiro no tigrinho.
Se vocês acham a polarização eleitoral algo insuportável e irracional, deixo o convite pra quem é de fora do RS acompanhar o período que vai envolver os dois clássicos gaúchos da Copa do Brasil.