🚨 Macron se PRONUNCIA sobre a guerra Irã e Israel:
“As operações militares israelenses-americanas contra o Irã "foram conduzidas FORA do direito internacional, o que não podemos aprovar. Dito isso, a História nunca chora pelos executores."
🚨Guga Chacra: 'Trump está perdido. Achou que seria fácil como foi com Maduro, mas ele não estava preparado para o que está acontecendo.'
🗣️"Eu só queria voltar para aqueles países ali do Golfo Pérsico que estão sendo impactados pelo fechamento do Estreito de Hormuz. É só para explicar rapidamente da diferença do Irã para esses países. Que essas nações são nações minúsculas que a gente tem, com exceção da Arábia Saudita. que ficaram independentes muito recentemente. O Catar ficou independente em 1971. Os Emirados Árabes ficaram independentes também em 1971. Bahrein ficou independente em 1971. Tudo pertencia aos britânicos, ali eram protetorados britânicos. O Kuwait, um pouco antes, ficou em 1961, mas são nações muito recentes, minúsculas, onde a população autóctone também é bem pequena, a maior parte é formada por populações despatriadas, eram países com pouca relevância, mesmo até os anos 90, ninguém falava de Dubai, de Abu Dhabi naquela época, daí começaram a ganhar uma importância gigantesca desde então, enquanto o Irã, do outro lado, é a Pérsia. Em 1935, que por determinação do chá da época, Mohamed Reza Parlev, que decidiu mudar o nome de Pérsia para Irã".
🇮🇱 Repórter turco da CNN é preso pela polícia israelense em Tel Aviv enquanto estava ao vivo, simplesmente por sua equipe ter gravado imagens de mísseis iranianos.
O governo de Israel está impondo censura para divulgação de imagens que mostrem os ataques iranianos.
A grande mídia não é inocente, até mesmo os verbos e adjetivos selecionados para compor uma manchete são selecionados de forma a moldar sua percepção sobre o mundo. Com esse trabalho, a mídia é capaz, também, de legitimar ações e construir identidades, como ocorre no caso do histórico conflito entre Israel e Irã. Análises demonstram que a linguagem utilizada influencia diretamente quem é percebido como agressor ou defensor; racional ou impulsivo; legítimo ou provocador.
Na cobertura da mídia ocidental dos recentes episódios do conflito entre Israel e Irã, é possível observar um padrão recorrente: as ações israelenses costumam ser descritas com verbos ativos e diretos ("Israel ataca", "Israel atinge" e são acompanhadas de adjetivos que sugerem precisão, controle e defesa, como "preciso", "direcionado" e "defensivo". Esse enquadramento projeta a imagem de uma ação deliberada, racional e justificável.
Em contraste, as ações atribuídas ao Irã aparecem associadas, com frequência, a verbos e qualificativos que evocam desordem e agressividade: "bombardear", "desencadear", "hostil", "provocativo", ou são formuladas de modo a reduzir sua agência. O resultado é um enquadramento que apresenta o Irã como reativo, impulsivo, intrinsecamente ameaçador e um ator a não ser confiado.
Essa assimetria não se limita à escolha das palavras, se estendendo ao contexto oferecido pelas matérias. O uso recorrente de termos como "retaliação" ou a ênfase em "ameaça iraniana" tende a enquadrar as ações de Israel como sendo necessárias e defensivas, enquanto as causas, motivações ou antecedentes das ações iranianas são frequentemente omitidas ou tratadas de forma superficial.
Estudos sobre media framing indicam que diferentes veículos priorizam enquadramentos distintos conforme suas linhas editoriais e alinhamentos geopolíticos. Alguns enfatizam "escalada" e "tensão"; outros, "responsabilidade" e "legitimidade moral", quase sempre de forma desigual entre os atores envolvidos, dando razão a Israel. Esses padrões não apenas refletem posições políticas, como também as reforçam.
A análise do discurso demonstra que elementos como voz verbal, seleção lexical e estrutura narrativa afetam de maneira mensurável a forma como conflitos são compreendidos pelo público. Uma mesma ação pode ser percebida como defensiva ou agressiva apenas pela forma como é narrada, especialmente quando esse enquadramento é repetido de modo consistente.
Por isso, é essencial cautela ao ler e compartilhar textos sobre aqueles que não são os queridinhos da grande mídia. A linguagem não descreve apenas a realidade, sendo uma ferramenta de construção da mesma. Desenvolver um olhar crítico sobre coisas tão fundamentais como verbos, adjetivos, omissões e enquadramentos é essencial para não absorver interpretações simplificadas ou enviesadas de eventos complexos e repletos de nuances, nos quais interesses políticos, econômicos e ideológicos influenciam diretamente a produção das notícias.
Referências:
CHRISTENSON, Scott. How Verbs & Adjectives Frame the Israel-Iran Conflict. 15 jun. 2025.
ALIM, Syahirul; EFFENDI, Yusli; WAHYUDI, Agus. Framing The Iran-Israel Conflict: A Comparative Analysis of Al-Jazeera and BBC News Coverage in April 2024. Journal of Islamic Civilization, 6(2), 166–180, 3 fev. 2025.
SALSABILA, Nada. Language Bias on Tweets among Different Groups over Israel-Iran Conflict. 3 ago. 2024.
A mídia corporativa militou pela reforma trabalhista, pela reforma da previdência e pela privatização.
Resultado: a precarização avançou, a aposentadoria se distanciou e serviços de luz e água pioraram.
A campanha da mídia agora é para manter a escala 6x1 - sim, é contra você.