@a_john Na Queima do Porto, os concertos começavam às 22h, excepto no 1o dia, em q começavam às 0h, por ser a noite da serenata. Por isso nós tínhamos bilhetes a dizer "domingo 00h" e "domingo 22h" e sabíamos q o 1o era p a noite de sábado e o 2o p a de domingo. Cá nós estamos treinados!
O candidato Vieira é muitas vezes tratado como "comediante", de resto, até este artigo no Guardian o faz: https://t.co/qxK8yoI6mG. Mas é difícil ser-se mais sério que isto.
Hoje é um dia triste: morreu o melhor dos seguidores de Jesus Cristo.
Embora Francisco recusasse esse estatuto, tinha todas as características de um grande líder político – humanismo, coragem, carisma, progressismo e despojamento.
As suas encíclicas foram documentos notáveis, grandes análises sociais e políticas. A Fratelli Tutti devia ser lida por crentes, não crentes, desiludidos e agnósticos. Uma crítica frontal ao retrocesso histórico que se assiste no mundo com o reacendimento dos populismos e novos nacionalismos, a escalada de ódio, racismo e intolerância.
Francisco foi, acima de tudo, um exemplo inspirador de renovação.
Aquele que nunca se calou sobre a dor dos Palestinos, e colocou o menino Jesus a dormir em cima de um keffiyeh num presépio do Vaticano. Aquele que pediu acolhimento aos imigrantes. Aquele que sobre homossexualidade questionou “quem sou eu para julgar?”. Aquele que permitiu que transsexuais pudessem ser batizados. Aquele que lavou os pés a criminosos e batizou filhos de mães solteiras. Aquele que decidiu abolir o segredo pontifício nos casos de abuso de menores cometidos por clérigos. Aquele que recusou mordomias e luxos.
Enorme Francisco, gigante exemplo de tolerância, justiça social e simplicidade. Pudesse a Igreja Católica ter seguido as suas pisadas, e adaptar-se à “forma como o mundo é”. Uma Igreja com lugar para “todos, todos, todos”, como tão simples mas eloquentemente disse aqui em Lisboa.