Não sou pessoa de partilhar os elogios que recebo, mas esta mensagem é demasiado especial para não o fazer. Não por vir de alguém com quem partilho diversas opiniões políticas e nem mesmo por ser do inegável “Senhor Televisão”. Há quem goste e há quem não goste.
É mais importante que isso, porque o Manuel faz-me lembrar a minha avó. Não o estou a chamar de velho, calma. É que lembro-me de ser bem miúdo e a ouvir dizer com entusiasmo “vai dar o Manuel”, enquanto apertava todos os botões do comando.
Era uma das suas companhias preferidas, através da televisão. Quando os filhos não podiam estar, estava o Manuel para a fazer rir. Quando os netos não podiam estar, estava o Manuel para a entreter. Quando estávamos todos, o Manuel estava a dar ao fundo bem baixinho. Mas estava. O Manuel e a TVI.
Há sempre quem duvide de nós. Das nossas capacidades. Dos nossos sonhos. Do nosso potencial. As avós nunca duvidam. Apoiam sempre e a minha não era exceção: lembro-me quando várias vezes me disse “mal posso esperar para te ver na televisão como o Manuel filhote”. Nem eu acreditava nisso.
A minha avó faleceu no ano passado, uns meses antes de eu ir para a CNN. Gostava que tivesse vivido tempo suficiente para me dizer “vês, tinha razão”. Gostava de ter tido a chance de acenar-lhe do ecrã. “Olha vó estou na TV”. Mas tenho a certeza que está orgulhosa. O neto continua a ser quem é.
Desculpem lá o desabafo.
🪖 NÃO AO SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO
A Iniciativa Liberal considera inaceitável que o Estado interrompa à força a vida dos jovens para os mandar à tropa.
Em 2024, numa democracia consolidada como a portuguesa, é eticamente inaceitável que por meio da coerção estatal se obrigue a que jovens abdiquem da sua autonomia e liberdade individual para servir o Estado nas condições e valores que esse mesmo Estado entenda como as adequadas.
A entrada nas FFAA ou é voluntária ou é inaceitável.
A solução estará sempre na valorização das carreiras e dos vencimentos dos militares, em conjunto com outras medidas como:
- o aumento da idade máxima de candidatura para as FFAA ou mesmo a sua eliminação (como nos Estados Unidos da América);
- a equiparação da FFAA às forças de segurança, mitigando a drenagem de recursos devido aos desequilíbrios de rendimento;
- a aposta na reativação dos cursos técnico/profissionais das Forças Armadas, capazes de dar competências profissionais na vida civil pós militar;
- o incentivo à entrada de mais mulheres nas FFAA, com políticas de licença de maternidade e paternidade que permitam que mulheres e homens equilibrem as responsabilidades familiares com a carreira militar.
Devemos investir em reformas estruturais a fim de fortalecer a defesa nacional com um exército totalmente profissional, bem capacitado e equipado, valorizado e voluntário.
#PortugalMaisLiberal
André Ventura a chamar tudo a Montenegro porque este não lhe quis dar tacho.
Parece aqueles gajos que chamam a gaja de puta só porque levaram barra.
Isto é hilariante.