VENDO / VENDA - Albuns Dreamcatcher
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VENDO / VENDA - Photocards Dreamcatcher
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um dos meus textos favoritos sobre O Agente Secreto é um comentário de Letterboxd escrito pelo cineasta Ramon Porto Mota.
Mota diz que grande parte da beleza do filme reside na ideia de que ele só existe do jeito que é porque Kleber assim o quis.
pode parecer uma afirmação óbvia, mas basta ler um comentário como esse abaixo ou como tantos outros que chamam de fragilidade o que o filme tem de mais forte.
suas digressões, imperfeições e estranhezas não são fruto de imaturidade ou de falta de amigos para dizer a verdade, como um texto porco publicado na Folha recentemente sugeriu.
esse tipo de coisa, as pontas soltas, a demora pra engrenar, a maneira como o filme em diversos momentos perde o foco da trama principal para observar outras nuances e outros personagens, tudo isso aconteceu porque Kleber construiu moral, reputação e capital simbólico o suficiente que o permitissem fazer um filme que, ao menos em estrutura, agrida ao bom gosto da formatação pronta.
a gente tá no momento da padronização do gosto. da linha de produção que determina não apenas como se filma mas como se escreve um filme. se antes um dos inimigos da imaginação na narrativa era o aprisionamento dos três atos, hoje em dia mais do que nunca (pois audiovisual é conteúdo de feed infinito) luta-se contra a noção de que o cinema é comunicação. de que deve-se passar uma mensagem a ser decodificada e entendida. de que carrega consigo sentidos únicos, lugares comum, formas já estabelecidas e conhecidas. o novo agride. o "incorreto" desestabiliza. mais do que nunca, é preciso ter coragem para defender um cinema imperfeito, desnecessário, inútil e de tempos mortos. um cinema com cenas sem serventia, com planos sem destino certo, com cortes que são como navalha cruzando os olhos ao luar.
em tempos de IA, a imperfeição segue sendo a maior garantia de que algo foi feito por mãos humanas. você pode achar o que quiser do cinema de Kleber Mendonça Filho, mas creio que não dá pra discordar da ideia de que os filmes são exatamente como o diretor quer que sejam. frutos de seus gostos de cinema, de sua visão de mundo e da maneira como enxerga o que um filme pode ser.
O Agente Secreto nesse Oscar era uma anomalia na esteira, um curto circuito na indústria. um ovni que causa estranheza numa primeira vista. um filme que convoca o público a ir ao seu encontro. Hitchcock dizia que o público precisava trabalhar, no sentido de que seus filmes exigem de nós a concentração, a atenção, a associação mas também o coração aberto. penso que o mesmo pode se dizer de O Agente Secreto. sigo na defesa dos filmes imperfeitos e irregulares que, tão humanos, nos convidam a jogar os manuais de roteiro e espectatorialidade no lixo. o novo precisa de amigos. quem aqui está disposto a dar as mãos ao cinema que não tem governo (nem nunca terá), que não tem vergonha (nem nunca terá), que não tem juízo?
Eu tô completamente em choque! Viajei para Natal semana passada e a vi, estava voltando do passeio das dunas e ela estava no carro bem atrás do que estava. O guia a reconheceu na hora e nos mostrou. A vida é um sopro mesmo 😢
Essa ideia de que o frio “civiliza” e o calor “degenera” não é científica, é uma herança do colonialismo europeu. Grandes civilizações nasceram em regiões quentes, e a música que moldou o mundo moderno vem majoritariamente de países tropicais. O clima influencia estilos de vida, não a capacidade cultural ou artística de um povo. Dizer que culturas tropicais são inferiores revela mais preconceito estético do que qualquer verdade histórica.
✅ O clima pode modificar certas dinâmicas sociais e econômicas,
✅ Pode influenciar aspectos ambientais e até estilos culturais,
❌ mas NÃO é determinante absoluto da riqueza cultural, qualidade artística ou capacidade criativa de um povo.
A diversidade musical e cultural global é fruto de séculos de história, trocas e interações humanas, não de um veredito simplista sobre frio versus calor.
🌍 Civilizações em climas quentes
Egito Antigo (vale do Nilo)
Mesopotâmia (Tigre e Eufrates)
Civilização Maia
Impérios da Índia
Reinos africanos (Mali, Gana, Songhai)
Civilização Persa
Civilizações do Sudeste Asiático
➡️ Escrita, arquitetura monumental, matemática, astronomia, música ritual, filosofia e sistemas jurídicos surgiram antes da Europa “fria” se tornar dominante.
A Europa só se torna central após 1500, com:
colonização
saque de recursos
escravidão
revolução industrial financiada por impérios tropicais explorados
Grande parte da música mundial moderna vem de matrizes tropicais:
Jazz → raízes africanas
Blues → africanas
Rock → blues
Funk, soul, hip hop → africanas
Música latina → afro-caribenha
Música brasileira → africana + indígena + europeia
Países “frios” consomem, remixam e lucram com música criada em países quentes, depois a chamam de “menos sofisticada”.
Mais um absurdo da Máfia dos Ingressos no show da Liniker.
Nos últimos meses, resolvi enfrentar essa máfia junto com vocês. Já tivemos alguns resultados:
Nossas denúncias fizeram o PROCON abrir investigações e processos contra a Ticketmaster, a Eventim, a T4F e a Q2.
E principalmente: o MP abriu inquérito para investigar empresas que estão cobrando taxa de processamento em pagamentos via Pix (!).
Mas ainda há muito a ser feito para acabar de vez com essa prática. Não queremos só multas, queremos o fim dessas ilegalidades.
Pra isso preciso da ajuda de vocês: continuem me enviando, denunciando e mobilizando!
Acho engraçado a memória curta dos deputados. Já esqueceram que o Brasil foi as ruas contra a PEC da Blindagem e o cara faz uma merda colossal dessas com pouco tempo de diferença. Quanto mais perto das eleições, mais a galera lembra que vocês não prestam. Falta assessoria.
Quando o deputado Glauber Braga ocupa a cadeira da Presidência da Câmara para impedir o andamento dos trabalhos, ele não desrespeita o presidente em exercício. Ele desrespeita a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo. Inclusive de forma reincidente, pois já havia ocupado uma comissão em greve de fome por mais de uma semana.
O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica. O extremismo não tem lado porque, para o extremista, só existe um lado: o dele.
Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político.
Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida. Determinei também a apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa.