Sempre que Alan Moore reaparece numa entrevista nova*, no mais das vezes, o clique fácil é o da checagem de heresias e pedantismo sobre o gibi contemporâneo. Billy Barnell do Half The Picture não vai p/ lugares comuns nesse papo de quase 2hs.
Billy já começa pegando o Barba de jeito, revelando que tem família em Northampton; mostra, inclusive, um pôster que Moore desenhou p/ banda do tio na juventude. Minha 1ª risada foi qdo Moore revela que relaxa c/ toneladas de haxixe que consome diariamente e aproveita o barato p/ escrever; já que é um vício que lhe custa muito dinheiro. Ele até se compara c/o escritor beberrão, dizendo que quem bebe p/ escrever acaba tendo que reescrever muito no outro dia. Com haxixe, no texto dele, já sai pronto e acabado. 😆
Fala tbm dos teclados que detona no trabalho, e que, há uns anos, um deles foi doado p/ um museu na Bélgica; cheio de cinzas entre as teclas e todo tipo de sujeira... e até hoje permanece lá p/ visitação: "Os belgas são esquisitos." 😬
Billy sequer fala diretamente sobre quadrinhos. Isso só surge qdo Moore problematiza uma pergunta: se já havia reassistido aquele episódio de Simpsons em que ele faz uma participação. Diz ter carinho pelo episódio, mas não o revê, embora tenha na estante um bonequinho - impresso em impressora 3D, pelo que entendi. Diz tbm que muita gente internalizou aquela sátira sobre ele e até se divertia c/ isso, mas não era mais aquela pessoa e, de certa forma, paga um preço por aquela piada: de que toda opinião dele passa por um mau humor do público, já c/ aquela percepção de ranhetice dele.
Doravante, Moore não crava que não existe nenhum talento nos quadrinhos contemporâneos, ele só diz que é lamentável que a mídia siga sem ser desafiada, como ele desafiou.
E isso é verdade.
Tanta verdade que hj o maior falatório na Marvel é sobre a introdução de um personagem que ele reformulou nos anos 80.
Na verdade, o foco da conversa é sobre a literatura dele, e é maravilhoso, pq Billy simplesmente leu seus livros e discute pontos sobre Long London, a série literária que Moore vem se dedicando. Um fato curioso é a perplexidade do entrevistador como leitor sobre as minúcias do texto sobre Londres, como se Moore vivesse mesmo lá, sendo que ele nunca passou muito tempo na cidade e a última vez foi há 10 anos, p/o funeral do amigo Steve Moore.
E falando em amigos...
Vc nota tbm que um dos motivos subjacentes p/ ele ter encerrado seu trabalho nos quadrinhos foi a morte de Kevin O'Neil. Moore relembra em mais de uma vez sua amizade c/o artista e o fato de ter sido o próprio O'Neil que sugeriu que A Tempestade fosse o último Liga Extraordinária.
No fim, Moore é um progressista que não olha p/ trás, que não se prende à nostalgia. E seu fã dos quadrinhos parece que se ressente disso, acorrentando-se a uma pessoa (ou autor) que ele não é mais - assim como nós não somos a pessoa que fomos ontem.
PS. Timing interessante: a entrevista fecha c/ Billy lembrando esse ensaio que comentei por esses dias, perguntando se Moore, nesse exato momento, ainda manteria aquela postura otimista em relação à escrita criativa nos idos dos anos 80 e novamente no início dos 2000's.
Spoiler: ele manteria. 🥹
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(*) https://t.co/WbHghRZY5F
muito simbólico isso justamente no dia em que essa rede social tava cheia da gente dizendo que pessoas em situação de rua não deveriam ter nenhum direito.
Colocar chifre em alguém não é crime. Ser corna não é ser vítima de um crime. Se você vai expor um ex por abusos, tente antes identificar e comprovar as violências que você sofreu: física? Psicológica? Patrimonial? Tem gata se comprometendo legalmente porque descobriu que o ex tinha assinatura na Privacy e no Onlyfans, conversava com ex-namoradas e comia outras mulheres. Termina com ele e segue a vida, mulher. Contrata o Gabe Spec. Sai com tuas amigas. Nada de correr o risco de um processo por causa de chifre apenas.
Não, não urge. Porque o seu problema não é assumir, é que você quer validação por isso.
Minha mãe passa o dia vendo vídeo de IA no YouTube, e se eu perguntar sobre, ela vai falar na maior naturalidade do mundo. Eu acho brega. Ela sequer cogita ter vergonha.
Você quer validação.
As indicações estão corretas, mas você não faz isso uma única vez. É um trabalho contínuo. A menos que você vá desaparecer das redes sociais. Agora, se você quer apenas segurança, remover a indexação do Google já é um ótimo começo.
Redes sociais trancadas, não usar seu nome real e remover a indexação do Google ajuda a evitar que alguém saia "catando milho", colhendo informações que você mesmo entrega.
Agora se for sumir da internet, nunca mais acessar redes sociais, nunca mais comprar online, vale a pena seguir o passa a passo.
para quem está interessado em começar a ler as hqs dos x-men, agora que eles vão iniciar no MCU, segue link de alguns drives:
https://t.co/Ur6v7JpvdG
https://t.co/Qt6ZWpaWuw
Apparently a fictional nation built on a living island that gave its consent to its fellow fictional sub-species is the same as raping, killing, kidnapping, and stealing from indigenous people in an ongoing genocide in real life are the same.
I’m currently rereading HoXPoX and live-annotating for my non-marvel-zombie wife (she seems to enjoy it, I promise I keep checking) and it really is *such* a rich text, comics ARE for kids but unfortunately they create the conditions for stunning narrative experiments, so
And saying I think krakoa was exempt from criticism just because I don’t think it was “mutant Israel” is showing yourself up! You can’t read!
You’re meant to be skeptical and critical of krakoa (especially at the start) but it’s policies emulate many other human nations
Anyone that calls Krakoa “mutant Israel” clearly knows jackshit about X-men comics or international politics. I don’t think a single one who pedals this nonsense reads.
Td hora descubro uma nova cantora pop americana branca e loira. Tu nao sabe onde começa uma e onde termina a outra.
É muito dinheiro pra ser lavado mds