O Claude resolveu em menos de meia hora um mistério de 25 anos da criptografia.
Ninguém sabia de onde a NSA tirou os números usados pra criar as curvas da NIST, como a P-256, publicadas pelo governo americano em 2000. Essas curvas são usadas no ECDSA, um dos padrões de assinatura digital mais usados do mundo. O Bitcoin também usa ECDSA, mas com outra curva, a secp256k1, que não é uma das curvas da NIST. A agência forneceu os números sem nenhuma explicação, e por isso muita gente suspeitou por anos que eles foram escolhidos de propósito pra deixar uma backdoor.
A história que circulava era que um funcionário da NSA, Jerry Solinas, tinha gerado os números a partir de uma frase de brincadeira, tipo "Give Bob and Jerry a raise". Ele morreu em 2023 sem lembrar os detalhes, e funcionários da Anthropic já tinham tentado por esse caminho sem sucesso.
Aí um deles pediu pra uma versão interna de pesquisa do Claude descobrir como os números foram gerados, sem dar essa pista. O Claude achou a resposta: não tinha frase nenhuma. Os números saíram de um gerador de números aleatórios comum da linguagem C, iniciado com o horário do relógio do computador, em datas entre maio de 1997 e abril de 1998. Agora qualquer pessoa consegue reproduzir.
A Anthropic deixa claro que isso não quebra nada e não abre brecha nova. Pelo contrário, a tese da backdoor fica bem menos plausível, e ninguém precisa mudar nada. Ainda sobram pontas soltas, como o motivo de alguns números que também serviriam terem sido descartados.
Pra mim, o que chama atenção é o método. Muita gente passou anos procurando a tal frase. Tinha-se essa premissa e todas as buscas quase que automaticamente giravam em torno dela. O Claude nem foi por esse caminho: imaginou como um programa de 1997 geraria esses números e testou essa hipótese. E resolveu o problema
amazon is blocking grok @bots from ordering, and elon's answer is just have your bot buy it somewhere else.
one of my grok bots only handles my amazon returns, so i'm watching this one closely.
would you switch stores for your bot? 🛒
Elon, i think its time for an X Shop? 👀
Reverse engineered my AC, and vibe coded a lil status bar app so I don't have to find the remote every time.
No first world problem will remain unsolved in 2026.
como negociar serviço com IA e cobrar até R$ 50 mil por mês de um único cliente.
a doti cobra de R$ 15 mil a R$ 50 mil por mês por cliente e fatura cerca de R$ 180 mil por mês.
tudo gira em torno de uma regra: quem precisa mais do acordo perde.
os dados e o passo a passo:
esses são os 3 benchmarks mínimos que eu uso no Enxovaly pra saber se o funil tá saudável:
> 90%+ concluem o onboarding (iniciou tem que terminar)
> 10%+ dos onboardings viram trial iniciado
> 30%+ dos trials iniciados convertem em assinante pago
se algum desses percentuais cai, a última coisa que eu faço é culpar o código
vou direto na ponta:
- criativo trazendo tráfego desqualificado
- canal de aquisição errado
- promessa do ad desalinhada com o onboarding
atualmente os percentuais que a gente tem é
95% -> 22% -> 33%
tu sabe as métricas do seu app?
o maior erro de quem tenta botar IA em produto hoje é achar que wrapper de ChatGPT aberto resolve o problema
no Bíblia Raízes a gente tinha um desafio claro: ninguém quer IA alucinando interpretação teológica aleatória da internet
a solução de produto foi simples:
> biblioteca de livros renomados (Calvino, Spurgeon, Tyndale)
> IA consultando ESTRITAMENTE essas fontes confiáveis
> 1 clique no versículo pra abrir contexto histórico e canônico
resultado: 2.500 assinantes pagos em 60 dias
IA útil não é a que responde qualquer coisa, é a que reduz o tempo de busca em fontes verificadas
vender muito plano anual dá uma falsa sensação de que tu tá rico.
A grana entra de uma vez. Tu reinveste em ads, vende mais e o faturamento fica lindo. Só que tem receita dos próximos meses sendo gasta agora.
Caixa não é MRR
Se tu vende um anual de 120 dólares, entram 120 na venda. Mas o MRR daquele usuário é 10 dólares.
Tu ainda precisa entregar o serviço pelos 12 meses. Contar tudo como MRR infla a receita recorrente que teu app realmente tem.
O teste do CAC futuro
No começo, com tráfego barato, o anual pode dar um payback que parece instantâneo. Tu recupera o custo da venda e coloca toda a grana de volta em ads.
Agora imagina o CAC subindo 30% ou 40%.
No mensal, a base que continua assinando paga todo mês e ajuda a amortecer essa alta. No anual, se tu gastou tudo no mês 1, aquele usuário segue usando, mas só paga de novo se renovar.
Se tu depende de gente nova entrando todo dia com ROI positivo pra cobrir o operacional, essa alta pode colocar o negócio no vermelho. Mesmo com um monte de assinaturas anuais ativas.
Antes de reinvestir tudo, eu faria a conta de quanto precisa ficar no caixa pra manter esses usuários se a aquisição piorar.
O churn fantasma
No mensal, os cancelamentos aparecem mês a mês e te dão um sinal pra ajustar o produto.
No anual, a pessoa pode parar de usar no mês 2 e continuar aparecendo como assinante ativa. Se tu só acompanha cobrança, não percebe que perdeu aquele usuário na prática.
Na renovação, 12 meses depois da venda, vem o risco de uma avalanche de não renovação de gente que abandonou o app lá atrás.
Eu olharia uso e retenção durante o contrato, sem esperar fechar o ano pra ajustar o produto.
Plano anual é ótimo pra financiar o crescimento no começo. Mas sem acompanhar a receita diluída pelos meses e o LTV, tu pode estar só antecipando receita de um cliente que já custou caro e dependendo da próxima venda pra pagar o que ainda precisa entregar.
Me segue que eu compartilho mais dessas contas de app de assinatura por aqui.