@criticalinputs concordo "há uma certa autonomia que é difícil de preceder quando se fala de arte", mas essa autonomia, ao meu ver, é bem pouco autônoma se excluirmos os circuitos materiais, desde as práticas até a difusão e recepção (que não se isolam da estética, mas aderam a ela)
@criticalinputs isso não é sarcasmo, aliás (é sério, n tome como sarcasmo) eu genuinamente fiquei interessado pra ver sua abordagem imanente pra analisar jogos, quando vc tiver alguma coisa (ou se já tiver), me mande, vai que na prática eu entendo melhor seu ponto
@criticalinputs mal fundamentada e pouco discutida? fato, mas podemos (e devemos) emprestar referencial teórico do cinema, da fotografia, da pintura, da literatura, etc, etc
querer construir um referencial teórico pra videogame que toma o videogame enquanto "autônomo" +
@criticalinputs quando digo que não há objeto por si próprio, não digo que este dependa da linguagem, muito pelo contrário: digo que este não pode ser tomado isoladamente, como me parece ser sua abordagem crítica para analisar e interpretar jogos
@criticalinputs deixa escapar que, no XX, o signo visual (fotografias, mainly) já haviam tomado o protagonismo ideológico, fosse no campo reacionário ou revolucionário
isso de tomar o objeto "por si", "isolado", é idealista demais, principalmente pra análise-interpretação de objs estéticos
@criticalinputs não existe jogo "por si só", da mesma forma que não existe signo sem pensamento (Wittgenstein)
Volóchinov e Wittgenstein, pelo menos falando de "Marxismo e filosofia da linguagem" e "Investigações filosóficas", ambos tomam como objeto a linguagem verbal
Volóchinov inclusive +
@criticalinputs vou considerar que vc está falando de jogos digitais, isto é, software
neste sentindo, acho que vc tá confundindo confundindo linguagem com linguagem verbal
vários estudos plurisemióticos dedicados a jogos já comprovaram a polissemia do objeto _videogame_