voltando a minha tese de antes sobre a Quaest espontânea ter cravado o resultado de 2022, decidi testar se o mesmo podia ser verificado a nível estadual
o resultado é assustador:
@ovictormarques@Bronco_clubista acredito que essa “metodologia” só funcione de fato na véspera, em que a indecisão se transforme em provável abstenção
antes disso não diria que indica muita coisa
tentando entender um pouco melhor o que pensa o Cury e a proposta de política fiscal dele é inteiramente baseada em vibes
a ideia é reduzir a dívida pública mas "sem déficit zero", o que é obviamente paradoxal
e o déficit já está próximo de zero, então nem tem sentido
uma questão curiosa sobre o "erro" das pesquisas de 2022 é que as espontâneas performaram relativamente bem, e essa tendência não é nova
tanto a Quaest em 2022 quanto o Datafolha em 2018 (espontâneas) chegaram muito perto de "cravar" o resultado oficial:
@Euodeioeconomia então, mas meu ponto nem é que ele não elenca medidas, é que ele sequer fala de obter superávit
o plano declarado é um déficit no nível que hoje está mas com o endividamento caindo sabe-se lá como
talvez ele estivesse dizendo que não pretende ter déficit nominal zero, mas um superávit primário grande
é possível, mas eu chutaria que ele só não gastou mais que três minutos pensando sobre o tema
quem lê esse crescimento do Cury como uma aclamação nacional pela volta de uma centro-direita tucana tá se iludindo feio
o denominador comum dos cansados da polarização certamente não é alguém do establishment como Eduardo Leite ou Tebet de 2022
essas projeções baseadas em eleições passadas talvez funcionassem nos EUA de 2004, o contexto nacional e mundial é muito diferente para fazer esse tipo de coisa
parece aquela história das “13 chaves da Casa Branca” que previa a vitória da Kamala em 2024 e acabou frustrada
o único candidato de terceira via que conseguiu passar dos 10% durante a polarização Lula-Bolsonaro ser a porra do Augusto Cury mostra como a regressão à média realmente é um fenômeno implacável
demos uma sorte inacreditável no período FHC-Lula, o normal do Brasil é isso aí
@Euodeioeconomia câmbio aqui eu me referia mais ao problema da dívida externa
hoje em dia o canal cambial acaba virando inflação/juros, e não crises violentas no financiamento público
o keynesianismo de twitter não parece entender que a superação do “pecado original” e a construção do financiamento em moeda doméstica não acabaram com as restrições fiscais, só as deslocaram de câmbio/emissão para juros
@lourenco_be keynesianos de twitter se referia a qualquer uma dessas categorias criativas de visões pouco fundamentadas que defendem expansão fiscal permanente
Laura é uma pós-keynesiana bem mais séria, não enquadraria ela nessa categoria de forma alguma