Porque, no fim, a grande meta talvez não seja chegar a algum lugar, mas tornar-se alguém diferente depois de ter atravessado a estrada. E quando olhamos para trás, percebemos: não foi apenas a estrada que percorremos. Foi a estrada que nos percorreu.
Há estradas que não escolhemos, curvas que não entendemos, distâncias que parecem maiores do que nossas forças. Mas talvez a vida não esteja nos pedindo pressa para chegar; esteja nos pedindo coragem para permanecer fiéis ao próximo passo.
Entre o passo e a estrada existe a nossa fragilidade: um pé que avança, outro que hesita, e ainda assim seguimos. E entre o peregrino e a meta existe Deus, muitas vezes escondido não no lugar onde queremos chegar, mas naquilo que vamos descobrindo enquanto caminhamos.
Entre o caminho e o caminhar existe um mistério que só o coração aprende a compreender. O caminho é aquilo que vemos; o caminhar é aquilo que nos transforma.