Não deixem de cobrar do nosso governo. Um governo não precisa de tapinha nas costas. Precisa ser cobrado todos os dias, para aprimorarmos nossa capacidade de trabalho. Cobrem, para que a gente faça. Boa noite e até amanhã!
@Spanish_Revo No es así... La gente vota en Bolsonaro porque la social democracia no ha entregado lo que promete. Después de décadas de gobiernos supuestamente de "izquierdas", sus vidas no han cambiado substancialmente, las mazelas del capitalismo siguen aflingindo a la gente. Se cansaron
Hey Brazil, those people telling you not to vote in the next round because "what's the point" "it's over" and other defeatist comments, that's a manipulation campaign orchestrated by foreign agents. Be smarter.
Estados Unidos está matando de hambre y asesinando bebés en Cuba. Estados Unidos está bloqueando 7.000 contenedores de medicinas, alimentos y energía para que no lleguen a Cuba.
Estados Unidos está matando de hambre a Cuba como Israel está matando de hambre a Gaza.
Cuba está viviendo una crisis humanitaria profunda por el bloqueo genoc¡da de Estados Unidos, y el mundo tiene el deber de denunciarlo. No dejemos sola a Cuba.
E o poço realmente parece não ter fundo.
O Procurador da República Lucas de Morais Gualtieri recebeu autorização para ir aos Estados Unidos participar de uma oficina intitulada "Combate ao Irã e seus Representantes nas Américas".
A viagem do procurador será bancada pelos Estados Unidos, mas ele receberá uma meia-diária do governo brasileiro para atender a esse evento.
É um escárnio. No momento em que o Brasil é ameaçado por Donald Trump e os Estados Unidos realizam constantes crimes de guerra no Irã, permite-se que um procurador vá participar de um evento propagandístico do imperialismo estadunidense com recursos públicos.
É preciso dar um basta nessa situação. O governo brasileiro tem que agir imediatamente para que o Brasil deixe de participar de iniciativas dessa natureza.
📚💻Disponible para descargar la colección completa de Obras Escogidas de Fidel Castro Ruz.
📌La colección, de 23 tomos, reúne una selección de discursos, intervenciones, entrevistas, comparecencias y otros documentos del Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz entre 1940-2016.
Meu post anterior sobre a polêmica da declaração patrimonial de Erika Hilton ficou grande e pouco claro. Muita gente não leu. Por não ler, não entendeu. Vou ser mais objetivo nesse.
Qual é o meu ponto? Não, não é tão estranho assim Erika ter declarado apenas R$ 15 mil em bens, mesmo estando hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil. Isso, por si só, não autoriza qualquer insinuação de desonestidade.
Revela outra coisa, tão grave quanto: um padrão de consumo absolutamente condenável em nossa sociedade e que não deveria ser reproduzido por referências do campo progressista.
Explico.
O padrão de consumo que ela exibe, com bens de luxo exclusivos, é típico de uma elite composta por multimilionários. Bolsas caríssimas, roupas, acessórios e tudo o mais. Mesmo alguém como Erika, hoje entre os 0,3% de maior renda do Brasil, teria dificuldade para sustentar regularmente um padrão voltado para uma fração ainda mais restrita do topo.
Em alguns casos, as roupas, bolsas e acessórios usados por ela em um único dia de “trabalho” custam mais do que milhões de famílias conseguem juntar depois de uma vida inteira de trabalho para comprar ou simplesmente dar entrada numa casinha e ter um teto para viver.
Aliás, na boa: cabe à esquerda naturalizar e promover marcas que existem justamente para produzir distinção de classe?
Porque esse é um ponto importante. Erika não apenas consome e exibe esses artigos de luxo exclusivos. Ela prestigia e promove publicamente esse universo e essas marcas, cujo negócio depende precisamente da exclusão.
São empresas que vendem para o 0,01% produtos cujo preço proibitivo faz parte da própria mercadoria. Uma bolsa de dezenas ou centenas de milhares de reais vale socialmente porque quase ninguém pode tê-la. A exclusão é parte do produto. O privilégio é parte do produto. A desigualdade é parte do produto.
O que se compra ali é também o direito de ostentar diante dos outros que se pertence a um mundo do qual quase toda a humanidade está excluída.
É difícil imaginar símbolo mais grotesco de uma sociedade dividida em classes: milhões trabalham a vida inteira tentando juntar dinheiro para uma casa, enquanto uma pequena elite carrega no braço (ou coloca alguma trabalhadora para carregar), numa única bolsa, o equivalente ao patrimônio que essas famílias talvez jamais consigam construir.
Essas marcas fazem da desigualdade extrema uma estética. Transformam concentração brutal de riqueza em elegância, exclusão em prestígio e privilégio em mérito. São vitrines de uma sociedade profundamente injusta, na qual o luxo obsceno de uma minoria só pode existir sobre um mundo marcado pela privação de bilhões.
Cabe à esquerda prestigiar isso?
E há um episódio que, para mim, torna essa discussão ainda mais séria.
Em maio de 2023, Erika participou, em São Paulo, da comemoração dos dez anos de uma dessas marcas de luxo, a Bottega Veneta no Brasil, justamente no dia em que a Câmara dos Deputados votava a urgência do Marco Temporal, uma das pautas mais importantes para os povos indígenas naquele momento. Aliás, uma das lutas mais importantes da história do parlamento.
Erika não participou daquela votação.
É legítimo perguntar que tipo de prioridade política está sendo construída quando uma parlamentar da esquerda falta a uma votação dessa dimensão no mesmo dia em que prestigia publicamente uma das maiores marcas de luxo do mundo.
Se a esquerda passa a tratar esse padrão de consumo como referência de sucesso, prestígio, estilo ou emancipação, acaba ajudando a legitimar uma das formas mais explícitas de ostentação da desigualdade.
Nosso papel deveria caminhar no sentido contrário. Diante da ostentação, mostrar a desigualdade que a tornou possível. Diante de uma bolsa que custa o que uma família pobre não consegue acumular em décadas, explicar a brutalidade de uma sociedade que concentra tanto nas mãos de tão poucos.
Diante do luxo obsceno, expor a podridão de um sistema que transforma essa distância social monstruosa em objeto de desejo.
Por fim, é completamente descolado da realidade ver gente de esquerda tratando alguém que há anos está entre os 0,3% de maior renda do país como se continuasse sendo “pobrezinha” porque veio de baixo.
Ter vindo de baixo é parte da trajetória de uma pessoa. Não define eternamente sua posição econômica e social.
Erika recebeu para lá de R$ 2 milhões em remunerações parlamentares ao longo desses anos. Considerando apenas seus subsídios como vereadora e depois como deputada federal, estamos falando de uma renda absolutamente excepcional para os padrões brasileiros.
Para termos dimensão do abismo, o que ela ganhou em 6 anos corresponde a quase 100 anos de salário mínimo, contando 13º. Quase um século de trabalho de quem está na base da pirâmide.
É desse abismo social que estamos falando.
E justamente por isso é tão estranho ver parte da esquerda considerar ofensivo discutir o consumo conspícuo, predatório e exclusivíssimo de marcas de luxo, enquanto considera perfeitamente normal transformar os símbolos mais ostensivos desse mesmo abismo social em referência de sucesso e até de emancipação de minorias.
Emancipação não pode significar conquistar o direito individual de ocupar o lugar reservado aos ricos na estrutura da desigualdade. Para a esquerda, emancipação precisa significar enfrentar a estrutura que produz esses lugares, essas hierarquias e essa desigualdade obscena.