Como especialista em imagem cardiovascular, é meu dever estar sempre à frente das inovações.
Estou feliz em anunciar minha participação no maior congresso de imagem cardiovascular da América Latina.
#DIC2024EuVou#congressodic2024@DICSBC@CongressodoDIC
Michelle Bolsonaro em vídeo divulgado nas suas redes sociais:
“Ele (Flávio Bolsonaro) foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. E eu não tinha feito nada contra ele.
Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem.
Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço.
Eu sou presidente nacional do PL Mulher. Fui convidada pelo meu marido e pelo presidente Valdemar. Eu percorri o Brasil inteiro, instalei diretórios em todas as 27 Unidades da Federação,ajudei a eleger 1.005 mulheres em 2024, um aumento de 45,8% em relação a 2020.
Mas para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais.
Eu também não o procurei. Porque estou respeitando o que ele falou e é só isso.”
O filme de ficção sobre um político que tentou combater o sistema, mas foi retaliado por ele, obviamente, nada tem a ver com a trajetória de Jair Bolsonaro.
O Bolsonaro real, quando veio à tona o funcionalismo fantasma da família, amarelou para o sistema e se aliou a ele contra o combate à corrupção e à impunidade de colarinho branco.
A prisão posterior de Bolsonaro, a despeito do juízo que se faça sobre a condução do processo e a pena imposta, nada tem a ver com combater o sistema, mas com atos resultantes de sua dificuldade de reconhecer a derrota eleitoral e sua necessidade de explorar teorias conspiratórias sobre as mesmas urnas eletrônicas pelas quais ele e seus filhos haviam sido eleitos.
O Bolsonaro real é aquele que distribuiu cargos a primo, advogado e aliados de Gilmar Mendes, que apoiou a campanha de seu irmão à Prefeitura de Diamantino, que mandou um filho esquecer qualquer crítica ao decano do STF e outro filho apagar a defesa da prisão em segunda instância em rede social, que abraçou Dias Toffoli em noite de sábado para celebrar a aprovação do apadrinhado de Ciro Nogueira para o STF, e que ainda avalizou que este mesmo Kassio Nunes Marques votasse a favor de Lula em processo da Operação Lava Jato.
Se a família Bolsonaro tivesse combatido o sistema a partir de 2019, recusando escambos e acordões em nome de princípios inegociáveis, não precisaria de uma ficção hollywoodiana bancada por um financiador do próprio sistema, como o “irmão” Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para se promover falseando a história do país. Bastaria a narração, ou o compilado, dos fatos objetivos.
Em certo sentido, no entanto, é preciso reconhecer que o filme sobre o cavalo azarão (de Troia) retrata perfeitamente o bolsonarismo: uma grande enganação, turbinada por outros enganadores.
Flávio Bolsonaro mentiu na coletiva de quarta-feira, 13 de maio, ao dizer que "é mentira" que Daniel Vorcaro bancou o filme sobre o pai dele, "Dark Horse".
E depois mentiu na TV nesta quinta, 14 de maio, ao dizer que "eu não falei que era mentira".
A mentira não é de direita, nem de esquerda.
Ela é uma afirmação ou comunicação falsa, feita com a intenção deliberada de enganar alguém.
"Tenho contrato de confidencialidade", alegou Flávio, como se isto o eximisse de responsabilidade pela reação cínica que teve na coletiva.
Contrato de confidencialidade não obriga ninguém a mentir, que dirá a dar uma gargalhada teatral e a chamar de "militante" o repórter que fez uma pergunta baseada em informação verdadeira.
"Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar", declarou o senador na TV, admitindo, na prática, seu método de esconder informação, atacar quem a revela e só falar a respeito quando encurralado.
"Se eu falo assim 'eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte seria 'qual a sua relação com ele?' Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi", explicou Flávio, escancarando que mentiu de caso pensado e omitiu dos brasileiros sua relação com o protagonista da maior fraude da história do país.
Vorcaro repassou recursos, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, para o Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas (EUA) e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.
Flávio cobrou do dono do Banco Master o pagamento de parcelas atrasadas, em mensagem de áudio de 16 de novembro de 2025, véspera de sua prisão.
"Não foi para o Eduardo Bolsonaro [o dinheiro]. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme", afirmou o senador.
"Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo também", disse Flávio.
E para colocar de pé uma campanha presidencial? O quanto é preciso mentir e dissimular?
Produtor-executivo de "Dark Horse", o deputado federal Mário Frias (PL-SP) havia garantido na quarta-feira que "'não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro" no filme, alegando que a produção "vem sendo alvo reiterado de ataques".
A produtora GOUP Entertainment também garantiu que "não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário".
Comentei, então, no meu programa Análise dos Fatos:
"Pode [o filme] ter recebido, portanto, de uma empresa comandada por um testa-de-ferro, por um laranja do Daniel Vorcaro? Pode. Isso não tá negado na nota."
Logo em seguida, a nova explicação de Mario Frias confirmou minha análise.
"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", disse Frias, em sua pretensa aula de semântica, escancarando que o bolsonarismo também faz jogos de palavras para omitir informações comprometedoras, até não ter mais como negar.
A dissimulação tampouco é de direita, nem de esquerda.
Ela é o ato de ocultar intenções, sentimentos ou verdades, através de uma aparência falsa ou enganosa.
Haja pano para tanto cinismo.
Recordar é viver!
Em março de 26, Flávio garantiu que a família Bolsonaro não tinha “contato pessoal” com Vorcaro.
"Várias pessoas doaram sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal"
Irmão, imagine a reunião de emergência para a gestão de uma crise desse tamanho…
- Vamos dizer que o áudio é falso!
- Mas é falso?
- Não faz pergunta difícil!
- E as mensagens?
- O que eu acabei de dizer?!
- Mas e se provarem que é tudo verdade?
- E qual é o problema de financiar filme?
- De financiar com dinheiro dos outros?
- Vamos dizer que eu não sabia de nada!
- Do filme ou da fraude?
- Não pode ser dos dois?
- Mas é sua voz no áudio…
- Vamos dizer que era tudo lícito!
- Tipo a loja de moto da família do Ciro?
- Isso!!!
- E como explicar que você omitiu do eleitorado por 6 meses sua relação com o protagonista do maior escândalo do país?
- Não tinha relevância!
- Tipo os chocolates da sua loja?
- Isso!!!
- Tipo os funcionários fantasmas?
- Isso!!!
- Tipo sabotagem da Lava Jato e da Lava Toga?
- Isso!!!
- Então vou fazer o texto do vídeo…
- Bota aí que é perseguição política!!!
- Mas é pra dizer que é tudo falso, ou que é tudo lícito?
- Falso! Lícito… Ih, peraí…
- Ok, irmão, estou e estarei contigo sempre.
Um pré-candidato que esconde por 6 meses do eleitorado sua relação pessoal com o protagonista do maior escândalo do país, sem jamais ter revelado que pediu a ele dinheiro para financiar um filme de autopromoção da família, mostra sua absoluta falta de transparência e sinceridade.
@criaantagonico@KimKataguiri Ele está errado em querer reconhecimento pelo próprio trabalho. Inclusive ninguém quer ser reconhecido pelo próprio trabalho. Toma aqui 🧠
Que discursinho, hein Janja? A última coisa que esse desfile teve foi arte. Covardia mesmo é usar o dinheiro suado do contribuinte para fazer propaganda desse governo imundo.
Maria do Rosário (PT-RS) chamou punição a Glauber Braga (PSOL-RJ) de “cassação de um mandato legítimo por uma besteira”.
Agressão, no caso.
“Mas enquanto isso a impunidade por graves crimes vai marcando a nossa trajetória política”, disse ela.
Sim, a do mensalão, do petrolão…