O Sporting cresceu. Mas no meio desse crescimento corre o risco de perder algo muito mais importante: a sua identidade. Há vários anos que venho alertando para isto.
O problema nunca foi modernizar o clube. O Sporting tem de crescer, inovar, gerar receita e acompanhar o futebol europeu moderno. O problema começa quando a lógica financeira deixa de coexistir com a lógica associativa e os sócios começam a ser tratados primeiro como clientes e só depois como donos do clube.
A passagem de cerca de 2500 Lugares de Leão para 10000 Lion Seats não é apenas uma alteração comercial. É uma mudança estrutural de paradigma. Hoje, um sócio com Gamebox há muitos anos sente que perdeu relevância dentro do próprio clube. A fidelização histórica deixou de ter peso real. O único benefício passa a ser pagar menos por jogo em Alvalade.
Isto cria inevitavelmente uma divisão perigosa: sócios contra sócios. Uns com prioridade baseada na capacidade financeira. Outros a sentirem que anos de dedicação valem cada vez menos. E isso é profundamente contrário à essência do Sporting Clube de Portugal.
Um clube não pode viver apenas numa lógica de maximização de receita. Porque um clube não é uma empresa tradicional. Não pertence a acionistas. Pertence emocionalmente aos seus sócios.
E há outro ponto que quase ninguém fala: esta mudança também diluiu o peso histórico das claques e dos gamebox holders mais antigos nos momentos de mobilização do clube. Se os critérios fossem fortemente assentes em antiguidade e anos de Gamebox, determinados grupos teriam naturalmente muito mais força e representação.
Nada disto significa ser contra evolução. Significa apenas perceber que crescimento sem identidade é apenas expansão vazia. O Sporting precisa de continuar moderno, mas nunca pode deixar de ser dos sócios. O futuro do Sporting Clube de Portugal, depende deste equilíbrio.
Sempre disse que o dinheiro que os Lion Seats pagam deveria apenas cobrir as mordomias envolvidas e não passar a frente de décadas de associativismo. Estes critérios de venda são uma falta de respeito profunda a militância de milhares de associados Sportinguistas.
O Chega quer marcar um referendo para contrariar a decisão unânime do TC que terá uma pergunta que terá de ser aprovada pelo TC. Não é verdade que Ventura desrespeite o TC. Desrespeita a inteligência dos seus eleitores. Acha que, sendo para eles, qualquer idiotice pega.
Luís Neves, ministro da Administração Interna, “envia para um aterro sanitário” a intenção da extrema-direita de tornar o movimento antifascista “Antifa” num grupo terrorista.
Eu acho ridículo estarem a culpar o Viana disto. Queriam o Alberto, não deu para chegar aos valores pedidos e desistiram (e bem). Avançaram logo para o plano B, conseguiram chegar a acordo com o clube e supostamente com o jogador. Vem um Villa e o puto prefere a premier.
Não consigo sentir, realmente, este resultado como uma derrota, especialmente tendo sido nos penaltis e com um único falhado.
Treinador novo, meia equipa titular de fora, jogadores todos rebentados, vitórias sobre Benfica e Porto em duas semanas.
Orgulhoso da equipa.