Não existe receita pronta nem fácil no futebol, mas se fossemos fazer a NOSSA receita pro 2026 do Galo seria mais ou menos isso:
- Aporte
- Reforços
- Reforma da Acústica
- Melhorar acesso à Arena
- Ingresso barato
- Cadastro em massa
- Foco no Br26
- Planejar 2027
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SOBRE O ATLÉTICO, A MASSA E A NOSSA ARQUIBANCADA
Queremos trazer uma reflexão: Será que o problema é mesmo o preço do ingresso pro Forte & Vingador? Será que é essa parte da torcida que está faltando pra encher nossa casa? Não somos donos da verdade, mas vamos expor um pouco da NOSSA visão aqui.
Primeiro é necessário aceitar que o público está baixo, é um fato, justo ou não, está acontecendo. Não basta falar que “não é o preço dos ingressos” ou “estamos na nossa média histórica”, senão continuaremos dando murro em ponta de faca brigando com a realidade, enquanto outras torcidas com bem menos tradição de arquibancada superam (por muito) suas médias históricas ficam à frente do Galo
Acreditamos que o principal motivo é algo que já falamos anteriormente: a tentativa de fidelização de uma pequena parcela da torcida, processo que gerou 2 efeitos: 1) Criou uma dependência dessa parcela; 2) Afastou o restante da torcida (maioria).
Explicando: Nessa época (início de 2024) tínhamos a Arena recém inaugurada, Galo recém campeão do Brasileiro/CDB/Supercopa e seguidas boas participações na Libertadores. Com torcida animada, mesmo esse pequeno percentual que tem GNV F&V/Preto era suficiente pra registrar bons públicos na Arena (além de outros que pegavam GNV emprestado ou faziam sacrifício no bolso pra conhecer nossa casa nova).
Mas é fato também que esses bons públicos impediram o clube de perceber/sentir o gradual afastamento da maioria da torcida, o preço exagerado do ingresso pras outras categorias de sócio/torcedor comum e, sobretudo, a ineficiência dessa fidelização restritiva no médio/longo prazo.
No momento atual, o Galo já não se encontra em uma fase tão boa e aquele torcedor mais “exigente” que se tentou fidelizar (e até proporcionou boa bilheteria) já não está tão empolgado e presente como antes, mesmo com preços “ok” pra categoria de GNV dele. Isso tem deixado um grande espaço na arquibancada que estamos tendo dificuldade preencher, escancarando a dependência que mencionamos.
O torcedor de outras categorias ou sem GNV (o famoso Povão, bem menos exigente e que nunca dependeu de fase boa/estádio novo pra ir ao campo) foi perdendo nos últimos anos o “hábito de arquibancada” e hoje o clube não tem conseguido acessá-los. Mesmo a ótima promoção do Inter Norte ainda não é suficiente, porque: 1) maioria da torcida não conhece/não tem cadastro; 2) essa turma ainda não criou vínculo com a Arena (por não estar frequentando); 3) os preços dos outros setores ainda são absurdos pra quem não tem um GNV caro (e o nível Brahma é caro até pro GNV F&V).
Acreditamos que a análise precisa de mais de profundidade, não adianta apenas olhar o preço do ingresso pro GNV F&V ou focar exclusivamente em porque ESSE SÓCIO não está presente como antes. O problema não é SÓ a diminuição da presença do GNV Preto/F&V nos últimos meses (que apenas voltou à demanda normal após temporadas de briga por títulos e o fim do “efeito novidade” da Arena), o problema passa também (e principalmente) pelo afastamento de TODO O RESTO da torcida ao longo de ANOS. A principal causa da bilheteria baixa é a falta dessa outra parte (enorme) da torcida que não tem sido tão priorizada, e essa falta foi escancarada com diminuição da ocupação pelas categorias mais caras de GNV.
É essa parte da Massa que está faltando pra preencher o incômodo espaço vazio que temos na arquibancada e criar nosso sonhado “efeito caldeirão”. Não encontraremos solução culpando a própria torcida ou priorizando apenas uma parte dela, precisamos recuperar essa maioria que organicamente foi afastada do estádio ao longo de anos. Por enquanto não é tarde demais, essa galera é totalmente suscetível de ser “resgatada”, mas é preciso um trabalho ativo do Galo, e antes que essa falta de hábito passe pra novas gerações e vire um problema consolidado e irreversível na arquibancada.
Resumindo: tem muita MASSA pra ocupar a Arena, mas o Galo precisa enxergar efetivamente o problema e priorizar sua solução.
Vai pra desgraçaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Tomar no meio do cuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Bando de filho de kengaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
AS ARMADILHAS DO FUTEBOL COMO NEGÓCIO
Quem sou eu pra dizer a um empresário do quilate de @rubensmenin como ele deveria fazer negócios.
Mas, humildemente, desconfio que há uma premissa errada na estratégia do @Atletico (e de tantos outros clubes): a de que o Futebol pertence à indústria do entretenimento.
Tratar um torcedor como um “fã” é um tiro no pé que pode destruir o setor no longo-prazo.
Segue o fio.
Cara, eu tô cansado. Emocionalmente, fisicamente, clubesticamente. Tô exausto como se minha alma tivesse vivido 1.000 anos. Um peso me esmagando, tendo que resolver tudo, evitar tudo... às vezes só queria estar na roça ou na praia. Não aguento mais.