Todo dia é uma aventura atender online. Tô no meio da sessão e a paciente fala: "olha doutora, meu marido chegou! espera ai que vou mostrar ele pra senhora". Como se não bastasse, ela grita: "mooor, vem aqui vê a doutora que segura meus surtos".
Eu e o cara ficamos assim: 😳😅
Mas, ok! A terapia tá em dia. Algumas situações irão me dar gatilhos e tá tudo bem. São 11 anos que não serão superados em apenas 1 ano e 6 meses. Estou segura o suficiente para entender que tudo aquilo já passou.
Até hoje sou vista como a demônia que largou o coitadinho á mingua. Ou também a interesseira que largou o alecrim dourado depois que começou a crescer na carreira.
Quando eu sai do buraco que eu chamava de casamento, eu prometi que iria me especializar em relacionamentos e não deixaria ninguém (meus pacientes) passariam por isso. E isso eu tô fazendo.
Só pra registrar: mais uma paciente minha que finalmente deu o primeiro passo para sair do relacionamento abusivo. O processo foi longo. Dever (quase) cumprido.
Setembro é pra comemorar. Um ano que em livrei de um "casamento" tóxico. Tô nem ai mais se não acreditam em mim quando descrevo como foi a minha vida até um ano atrás. O importante que eu tô feliz pra caralho. E os outros que se fodam.
Ontem deixei meu celular descarregar de manhã e só recarreguei hoje pela manhã. Não tive ansiedade alguma, até encostar no celular de novo. Eu não consigo contornar o meu vazio.