De onde apareceu a Janja?
Formada em ciências sociais (UFPR), Janja era assessora na liderança do PT na Assembleia Legislativa do Paraná. Em 2003, início do governo Lula 1, entrou para a Itaipu Binacional.
Naquela época, Jorge Samek se tornara presidente da Itaipu. Embora eleito deputado, pelo PT do Paraná, renunciou ao mandato, tendo permanecido por 14 anos no comando da binacional. Sim, 14 anos.
A Itaipu se transformou num grande cabide-de-emprego da esquerda brasileira, incluindo partidos do Centrão, pagando altos salários para muito aspone, os conhecidos “assessores de porra nenhuma”.
Entre 2012 a 2016, Janja foi “emprestada” à Eletrobrás. Ficava entre o Rio de Janeiro e Brasília, fazendo política, claro. Aposentou-se em 2019. Recebia salário de R$ 20 mil. Visitava Lula na cadeia, em Curitiba. Aí se ele.
Uma das amigas de Janja é a filósofa Gleide Andrade, Secretária Nacional de Finanças e Planejamento do PT, que entre 2023 e 2026 participou do Conselho de Administração da Itaipu. Salario, R$ 34 mil, reunião 1 por mês. Elegeu-se agora deputada federal, por Minas Gerais.
Janja, como tantas e tantos, é cria do “aparelhamento” político de órgãos públicos. Essa vergonha precisa acabar.
Eu acho bizarro que ainda tenha gente que acredita que o Lula é inocente. Ou é ingenuidade demais ou mau-caratismo. Sinceramente, não consigo enxergar outra explicação.