Chega o momento que você precisa romper com você. Sim, com o ser já alcançado, esgotado, incapaz de qualquer ineditismo. E, então, buscar uma nova versão de si mesmo, capaz de considerar o já alcançado, mas sem a ele se apegar, permitindo-se o risco de ser novo de novo.
Que não nos esqueçamos quem somos, nem tampouco quem ainda podemos ser.
Porque a ação de Deus não consiste em transformar-nos em outros, mas em nós mesmos.
O cansaço emocional está sempre associado a uma expectativa frustrada. Busque descobrir. Pode ser que você esteja esperando profundidade de quem é raso, doçura de quem é amargo, permanência de quem já partiu. Toda desilusão é doída, mas cura.
Se realmente não for urgente, não permita que a pressa do outro lhe seja imposta.
Tem sido difícil frear os desconfortos da ansiedade, pois ainda que estejamos dispostos a uma mudança, nem sempre os outros estão na mesma busca.