Nos últimos meses, publicamos diversas reportagens em A Investigação sobre as engrenagens da mineração ilegal em Minas Gerais. Elas eram o pano de fundo e o contexto para esta reportagem sobre a tragédia de Brumadinho, que matou 272 pessoas em 25 de janeiro de 2019.
A Vale sempre afirmou que foi um acidente. Os documentos reunidos para esta reportagem mostram outra história.
As investigações da Polícia Federal e das CPIs já haviam demonstrado que os laudos que atestavam a estabilidade da barragem foram fraudados. Mas a fraude só ganha sentido quando se examina o negócio da New Steel.
Em 11 de dezembro de 2018, a Vale anunciou a compra da New Steel por cerca de R$ 2 bilhões. No mesmo dia, obteve autorização para explorar os rejeitos da própria B1 — o material que a barragem continha. A licença só foi possível porque a estrutura estava classificada como estável.
Quarenta e cinco dias depois, a barragem colapsou. A Vale sabia do risco. Mesmo assim, não retirou os funcionários.
A Polícia Federal concluiu que o gatilho do rompimento foi uma perfuração feita pela própria empresa, no mesmo dia, para coletar amostras do material que pretendia vender.
A Investigação teve acesso a um acordo secreto assinado pela Vale em julho de 2017, que revela que o interesse em explorar os rejeitos da B1 existia muito antes do desastre. A CPI de Brumadinho solicitou todos os contratos relacionados aos rejeitos da barragem, mas esse acordo nunca foi entregue.
Entre as empresas que assinaram o acordo estavam justamente as contratadas pela Vale para realizar a limpeza dos rejeitos após o rompimento. Essas mesmas empresas apareceriam anos depois em investigações sobre mineração ilegal na Serra do Curral.
Três anos após a compra, ao incorporar a New Steel, a Vale registrou seu valor em menos de R$ 80 milhões — cerca de 4% do que havia pago.
Há ainda uma contradição formal: em 2018, diante do Cade, a Vale afirmou que o valor da New Steel se justificava pela “rentabilidade futura dos rejeitos”. Em 2022, diante da CVM, declarou que rejeitos “não são ativo de nenhuma natureza”.
Sete anos depois, nenhum dos responsáveis centrais pelo rompimento de Brumadinho está preso. A Vale voltou a registrar lucros bilionários, enquanto as famílias das vítimas ainda aguardam na Justiça as compensações prometidas.
Leia a reportagem completa em A Investigação:
https://t.co/tu2cR9ObDS
Não é fascinante? Um ministro do STF realmente discutindo nossas liberdades e garantias como cidadãos. Sobre como a decisão envolvendo as plataformas pode gerar censura preventiva: algo que até eu, que não sou ministro do STF, venho alertando há tempos.
É fascinante porque não vimos isso até agora. Nos julgamentos envolvendo o Marco Civil, vimos de tudo: ministro comparando liberdade de expressão a jogar gente da ponte, outra reclamando de 213 milhões de pequenos tiranos, um terceiro dizendo ser admirador do regime chinês etc.
Mas, preocupado o meu direito à livre expressão, até agora, só o Mendonça.
Só isso já é uma prova do problema que todo esse circo representa.
GloboNews metendo o pau em Moraes
Demétrio Magnoli: “Quando EUA, Espanha e Itália, sistemas judiciais, não governos, negam pedidos de extradição do Brasil, o problema não está neles. O problema é negar a realidade: há violação de Alexandre de Moraes no devido processo no STF. Não é só no caso Zambelli, mas no processo geral dos bolsonaristas. O ponto é que um juiz acumula vítima, investigador e julgador. Isso fere a democracia.”
Afinal, houve pedido formal da extradição de Ricardo Magro ao governo Trump ou esta foi apenas mais uma bravata de Lula? Ainda aguardamos a resposta...
A ITÁLIA ESCANCAROU AO MUNDO QUEM É ALEXANDRE DE MORAES
A mais alta corte da Itália publicou os fundamentos da decisão que barrou a extradição de Carla Zambelli. Um decisão que precisa ser conhecida por todo o mundo. Os juízes italianos apontaram que Moraes acumulou as funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução no mesmo processo. Vítima e julgador ao mesmo tempo. Isso viola o princípio mais básico de qualquer democracia: ninguém pode ser juiz em causa própria.
Não é a oposição brasileira falando. Não é “narrativa”. É a Corte de Cassação de um país democrático, fundador da União Europeia, dizendo preto no branco que o processo conduzido por Moraes feriu a imparcialidade e a independência do juiz. O Brasil virou exportador de escândalo jurídico.
E fica a pergunta que o sistema não quer responder: se a Justiça italiana aplicasse esses mesmos critérios aos outros processos tocados por Moraes, inclusive relacionados à chamada “trama golpista”, onde Jair Bolsonaro e centenas de outras pessoas estão presas, o que sobraria de pé? Como fica a Justiça brasileira diante dessa decisão?
O caso Zambelli não é exceção. É a amostra que o mundo inteiro agora pode examinar.
Elon Musk criou, em um único dia, 4.400 novos milionários.
Quase 400 deles ultrapassaram os US$ 100 milhões.
Não são banqueiros nem investidores de risco. São funcionários da SpaceX: soldadores, técnicos, mecânicos e até funcionários da cantina. Durante vinte anos, a empresa pagou gente de todos os níveis com ações, não só com salário alto. Quem produziu colheu.
Juan Hernandez, imigrante mexicano, aceitou um emprego de soldador por US$ 28 a hora em 2015, sem nem saber direito o que era a SpaceX. Recebeu uma pequena participação de US$ 10 mil e pôde comprar mais por desconto em folha. Hoje sua fatia vale US$ 880 mil.
Trevor Hise ignorou os conselhos dos pais para pegar um emprego “seguro” na General Electric. Escolheu a SpaceX, ficou 12 anos e acumulou mais de 100 mil ações. Ao preço da listagem, são US$ 13,5 milhões. Aos 37 anos, ele já pode se aposentar. Palavras dele: “A magnitude disso é ridícula.”
O detalhe mais eloquente veio antes mesmo da abertura de capital: mais de 100 funcionários se uniram discretamente para contratar uma gestora de fortunas capaz de cuidar de até US$ 5 bilhões. Muitos nunca tinham precisado de wealth manager na vida.
Há décadas os IPOs de empresas de tecnologia enriquecem programadores. Desta vez, o dinheiro chegou ao chão de fábrica. Isso é capitalismo de verdade: quem arrisca, quem trabalha e quem entrega valor colhe frutos proporcionais.
A esquerda odeia esse tipo de história. Porque ela prova que a verdadeira ascensão social não vem de dividir a miséria alheia, mas de criar riqueza que eleva quem tem coragem de construir.
Ninguém pode ser juiz da própria causa. Foi exatamente isso que a Corte de Cassação da Itália reconheceu: Alexandre de Moraes acumulou os papéis de vítima, investigador, relator e julgador no mesmo processo. Quando quem se diz ofendido é também quem investiga, prende e julga, não existe julgamento justo, existe encenação.
E a constatação não veio da oposição. Veio da mais alta corte de um país democrático europeu, isento e sem interesse na nossa política, aplicando os princípios universais do devido processo legal. A vergonha agora é internacional.
O caso Zambelli escancara o que denunciamos há anos: o uso do Judiciário como arma de perseguição política. O mesmo arbítrio que hoje mira a oposição amanhã pode mirar qualquer cidadão. Ou o Brasil volta a ser uma República de leis, ou segue refém da vontade de um só homem.
1- O PCC usa o Genial para lavar dinheiro,
2- o Genial paga por uma pesquisa muito séria da QUAEST,
3- a QUAEST traz números derrubando o candidato anti-PCC,
4- a velha mídia amplia ao máximo dados negativos da pesquisa ao candidato inimigo do PCC.
INTERESSANTE!