Amo os comentários do Xavier Léon-Dufour. Talvez meu exegeta favorito. Tira os Padres da Igreja do chão, confunde tudo, aponta o que com certeza podemos afirmar pela lógica proclamatória do texto dado e VAI EMBORA. Deixa em aberto. Se vira. Cruel. Civil. Justo. Francês. Jacobino?
Pues yo sinceramente eliminaría toda obra social De la Iglesia.
Comedores gratuitos? Ninguno
Colegios con colegiaturas y becas? Adiós.
Reparto de alimentos? Bye
Despensas a indigentes y familias? No.
Alojamientos gratuitos? No
Desayunadores? No
Ropa? Tampoco.
NADA.
Hasta volver a catequizar y que entiendan que esa NO es la labor principal De la Iglesia. Nuestra labor es la Evangelización. Lo demás es añadidura.
«La Iglesia no es una ONG»: un cura de Ceuta defiende ayudar primero a los ceutíes necesitados antes que a los invasores marroquíes.
El sacerdote recuerda que los recursos son limitados y reivindica una «jerarquía de la caridad» para atender primero a quienes están más cerca.
Honor y gloria a Internet Archive. A cuántas obras de Filosofía de la Historia de los años 60 y 70 he podido acceder, a cuántas relecciones de la Escuela de Salamanca, a cuántos clásicos griegos, a cuántas obras de los Padres de la Iglesia... gracias a Internet Archive
Lima Vaz. Tenho o privilégio de estudar onde ele lecionou, conhecer e conversar com professores e pessoas que conviveram e estudaram com ele. E ter, no mestrado, uma disciplina dedicada exclusivamente ao seu pensamento.
O Vaz deixou um enorme legado por aqui.
Things Not to Do in a Homily: Historical-Critical Speculation
A homilist should not present disputed scholarly theories as settled facts. “Isaiah was really three authors” is a theory, not something the congregation simply needs to be told.
A homilist should not raise questions he has no time to answer. Saying that Paul may not have written the letter just proclaimed can create a problem the homily never resolves.
A homilist should not make the congregation spectators to scholarly debates they cannot evaluate. The authority of the pulpit can make a hypothesis sound far more certain than it is.
A homilist should not confuse the history behind the text with the text the Church actually proclaims. His task is to break open the canonical Scriptures as the Word of God received by the Church, not to reconstruct hypothetical documents behind them.
O papado não é de iure divino (e isso é bom)
“A reforma luterana e o próprio Lutero fizeram uso frequente da noção de ius divinum: era o que estava legitimado pela Escritura. [...]
A Escritura não funda um certo ministério de Pedro como ministério de comunhão e unidade? Resta tratar do que ocorreu em Roma ao longo da história no tocante a isso. O papado é incontestavelmente uma realidade da história. Os pontos criticados pelos Artigos de Schmalkalde e Melâncton — nomeação dos bispos, deposição dos reis, poder dos dois Gládios, promulgação de indulgências e decretos, títulos de prestígio e até a bula Unam sanctam — são aquisições da história que, enquanto tais, não são de iure divino. Quanto mais estudamos esta história, tanto mais nos parece que a Reforma foi uma recusa das aquisições especificamente medievais do catolicismo.
Mas não se está mais em 1517, nem em 1537. Houve o movimento ecumênico, houve João XXIII, o Concílio e Paulo VI. O papado passou a apresentar uma face de abertura e acolhimento, uma resolução decididamente pastoral. A Igreja católica empreendeu uma metanoia evangélica. [...] “Além dos textos que enunciavam instituições formais, como Mc 3,14 para os Doze ou os mandatos de missão [...], muitos dos atos e palavras de Jesus ou dos apóstolos indicavam uma norma de conduta que a Igreja interpretou e às vezes codificou. [...]
A Igreja procura nas Escrituras as normas de sua vida. O Espírito Santo lhe fora prometido e lhe foi dado para que ela ‘se lembre’, quer dizer, para fazer-lhe penetrar aquilo que Jesus disse e quis, para conduzi-la à verdade integral de sua economia de salvação e para comunicar-lhe o que devia acontecer.
Nesta perspectiva e nestas condições, pode-se dizer que o Espírito Santo é, juntamente com Cristo, de que dá testemunho, co-instituidor da Igreja. Ele opera dentro destas determinações doutrinais e canônicas. A crítica dos Reformadores, a das ciências exegéticas e históricas, tornou-nos menos ingênuos e mais exigentes.
[...] A Igreja logo deparou com problemas que não tinham sido regulamentados na época apostólica, e que devia decidir permanecendo na sucessão, ou seja, na fidelidade aos Apóstolos. Eis por que lhe fora concedido o Espírito Santo. Ela desenvolveu assim um ius humanum, mas este termo é ambíguo, inadequado, pois se tratava de um direito cristão, dominado e regulamentado pela fidelidade à missão divina, sob a direção do Espírito Santo. O sínodo de Jerusalém diz: ‘Ao Espírito Santo e a nós pareceu bem’ (At 15,28).
[...] O importante não é esclarecer o que é divino e o que é humano, mas possuir um direito de Igreja fiel à missão divina que recebeu. Já não se tem, nos evangelhos, as palavras de Jesus tomadas no contexto das primeiras comunidades e, portanto, um direito divino numa forma histórica humana?
[...] Entre os exemplos evocados acima, a divisão em clérigos e leigos, o usufruto da primazia pontifical assim que o papa é eleito, derivam de realizações históricas sujeitas a mudança. Que dizer da função papal? De irreversível só há nela o ‘ministério de Pedro’: Jo 21,15-17 fornece a respeito uma fórmula bastante substancial, cujo modo de realização, no entanto, já conheceu algumas variações e ainda pode conhecer outras.
Isto não significa que não haja nenhum ‘direito divino’ na primazia papal, mas que, tomando-a em sua realidade concreta, ou seja, dentro da história, sua alma de direito divino só existe em um corpo humano, que chegou a ser até ‘humano demais’.
No fundo, as palavras ius divinum são ambíguas. [...] Trata-se, o mais das vezes, seja de realidades instituídas por Deus, ao menos em seu princípio [...], seja de uma vontade de Deus reconhecida pela Igreja ou de um mandato recebido de Cristo.”
— Yves-Marie-Joseph Cardeal Congar, “Igreja e Papado”, Capítulo 3: “Ius Divinum”