@theluisribeiro Há um projeto muito bom, chamado Gigantes Verdes, que envolve os cidadãos no registo e cadastro de todas as árvores com mais de 1,50mt de diâmetro a uma altura do solo de 1,30mt +- a altura do peito. Dá uma vista de olhos que vale a pena.
@ComMtPrazer Subsídios, apoios com isenção de taxas, programas municipais de incentivo ao investimento na terrinha e quando isso já garantiu um bom encaixe financeiro e chega a altura de continuar a investir, não há dinheiro.
Segue-se a venda a um operador 100% chinês.
Los talibanes han prohibido permanentemente la asistencia de mujeres y niñas a las escuelas y han legalizado la esclavitud sexual.
ONU Mujeres no se ha pronunciado al respecto.
Afghanistan’s education minister announced that women are permanently banned from attending schools.
The United Nations? Silent.
Women’s Rights Organizations? Silent.
Greta Thunberg? Silent.
They’re too busy being obsessed with Israel and the Jews.
O País que Temos
A primeira página do @expresso de hoje é um documento sociológico completo. Não pelas notícias — pela hierarquia delas.
Manchete, a vermelho, tamanho de catástrofe: "Um em cada três membros do Governo declarou ter empresas." Dezoito ministros e secretários de Estado, imagine-se, têm participações em empresas — "diretas ou indiretas", precisa o jornal, com o vocabulário de quem descreve uma arma apreendida. Os dados foram "finalmente divulgados", diz-se, como quem arranca uma confissão. Duas páginas lá dentro para o cadastro.
Ao lado, em coluna discreta, a outra notícia: a decisão sobre o bónus das pensões fica para o final do ano. O país inteiro sentado à espera de saber se há cheque e quando — e a dúvida do Governo não é porquê, é quando dá mais jeito.
Leiam as duas notícias juntas, porque juntas dizem tudo. Num país normal, um terço do Governo ter criado ou detido empresas seria motivo de descanso: gente que já assinou uma folha de salários, já adiantou o IVA antes de o receber, já garantiu um crédito com a casa, já criou um emprego que não foi decretado. Saberiam, por experiência própria, o que custa cada regulamento que assinam. Em Portugal, é insinuação de primeira página. Que fique claro o que não está em causa: a transparência é devida, as declarações devem existir e os conflitos de interesse devem ser escrutinados — sempre. O que está em causa é o tom: a presunção de que ter construído alguma coisa é suspeito, e nunca ter construído nada é virtude. O currículo ideal do governante português é uma vida inteira sem risco: da faculdade para o gabinete, do gabinete para o partido, do partido para o Governo. Esse não deve explicações a ninguém.
E enquanto ser empreendedor passa a cadastro, a grande decisão macroeconómica nacional — a que "a Kristin, o PRR e a guerra dificultam", coitada das contas — é o timing de um bónus. Não um investimento, não uma reforma, não uma aposta: um bónus. O país que já discutiu descobertas, agora discute calendários de distribuição. Pagamos o presente com o futuro há tanto tempo que já nem reparamos que a única política com poder de manchete é a que transfere, nunca a que constrói.
Perdemos a ambição e perdemos a vergonha — e a primeira página de hoje mostra que perdemos as duas na mesma redação: envergonhamos quem faz e ambicionamos um bónus.
@cpt340@flightradar24 Presumo, sem perceber de aviação, que o aumento do número de casos com aviões TAP se deve ao aumento do número de voos nesta altura do ano e continuam dentro das probabilidades?