Em Lisboa há um projeto de Brasil
Por Conrado Hübner Mendes
"A normalização do ilícito combina poder e dinheiro, tempo e persistência. O Fórum de Lisboa é um ilícito normalizado.
Financiado por dinheiro invisível e protegido por estrutura de poder bem visível, sua organização tem tempo de sobra para liderar a empreitada de desinstitucionalização do país. Caminha acima de fiscalização ou accountability e converte jurisdição em negociação sem constrangimento. Pode até fechar o evento com um chiste sem custo: "Ninguém se livra de pedrada de doido ou coice de burro".
Denunciar o ilícito com jeitinho de normal precisa enfrentar a força da inércia. Num jogo desigual, o ilícito tende a vencer pelo cansaço. O esforço público para desnormalizar a prática pede persistência, memória das normas violadas, disposição diante da intimidação.
(...)
Do Fórum não participou a sociedade. Mas participaram dezenas de empresas (como Uber, Superbet, Google, OpenAI, JBS, Vale) e entidades empresariais (como Fiesp, Associação de Criptoeconomia, Febraban, Instituto de Mineração).
Quais normas empresas violam? Todo rudimento de compliance que proíbe custear "hospitalidade" para agentes públicos que possam favorecer seu negócio, e que tenta neutralizar riscos derivados da Lei Anticorrupção.
Quais normas advogados violam? Além do Código de Ética da OAB, que proíbe "utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente", manuais de compliance da advocacia recomendam gerir conflitos de interesse e evitar interações que deem impressão de "tráfico de influência" ou de acesso facilitado a magistrados fora dos autos.
O que há de relevante não está nos auditórios e nos palcos de Lisboa. A fachada ilusionista esconde um projeto de Brasil. Não tem a ver com soberania e república, democracia e diversidade, liberdade e igualdade. Tem mais afinidade com um plano que, séculos atrás, se discutia na mesma cidade.
"No futebol, o pior tipo de cego é o que só vê a bola", disse Nelson Rodrigues. No Fórum de Lisboa, o pior tipo de cego é o que só vê palestra."
Operação prende ex-estagiário do MP de SP, chefe de investigadores e ex-policial civil suspeitos de serem infiltrados do PCC | G1 https://t.co/d0nduB8MCb
“Caído de bruços no asfalto, algemado, deitado numa poça de sangue, um jovem filho de imigrantes repetiu várias vezes que não conseguia respirar. Tinha 18 anos e cinco facadas no corpo. Os policiais riram, ironizando sua dor.
Foram as últimas palavras de Henry Nowak. Seu crime: ser adolescente e branco.
Os policiais que prenderam um rapaz agonizante, minutos antes de sua morte, acreditaram na versão mentirosa de um monstro parado ao lado da vítima, autor do crime, porque o assassino, de origem indiana, disse que tinha sofrido "um ataque racista".
A vítima morreu algemada, sem socorro, sangrando, sendo ofendido pelos policiais. O assassino foi amparado e consolado.
Se a morte de Henry Nowak, um jovem universitário filho de poloneses, estudante do primeiro ano de contabilidade, pacato, gentil, que nunca havia se metido numa confusão, não for o símbolo da loucura woke que envenenou as instituições ocidentais, nada é.”
https://t.co/En7a8rGXmz
Artigo pesado do Fernando Schüler, mas necessário. 😢
“O que me fica na cabeça é a imagem daquele quarto. Este tipo monstruoso chamado Jairinho levando um guri alegre, de 4 anos, com a vida pela frente, lá para dentro, trancando a porta, ligando a TV em volume alto para ninguém escutar e enchendo de pancadas. Depois o guri saindo, mancando, o olhar apavorado, o choro contido, indo pro colo da empregada, a Thayná.
No dia fatal, foram vinte e tantas pancadas. Na cara, na cabeça, no nariz, na barriguinha, hemorragia interna, edema cerebral. Peço desculpas por escrever estas coisas, em uma coluna onde geralmente trato do Brasil. Mas hoje não dá. Preciso falar sobre o menino Henry.
A verdade é que não me conformo. Tenho um filho pequeno, imagino a dor do pai do Henry, nestes anos todos, e acho que ninguém deveria ficar indiferente, diante disso. Não me conformo com uma pena de apenas 40 anos para este assassino monstruoso. Uma pena que vai se transformar em muito menos, pelas progressões e pela brandura de nossa legislação. E de jeito nenhum me conformo com o “perdão judicial” para a mãe do Henry, Monique.
Ela inequivocamente sabia de tudo. Sabia das agressões, viu os hematomas no filho e mantinha aquele sujeito dentro do apartamento. A Thayná avisou, mandou mensagem, mandou vídeo com o guri violentado. E ela estava lá, dentro daquele apartamento, quando o espancamento final aconteceu, e era de fato a única pessoa que podia salvar o Henry.
Ao invés disso, não fez nada. E diante do menino morto mandou a empregada ficar quieta para não incriminar o casal. É simplesmente um sintoma da nossa completa perda de valores sugerir que a culpa atribuída a Monique seja algum tipo de “discriminação de gênero”.
Há poucas coisas mais desprezíveis do que usar retórica ideológica para justificar a maldade e o crime. Monique era a mãe. Não se trata de ser perfeita, mas de fazer o mínimo. Ela tinha a guarda do filho, era responsável por ele. E sabia o que estava acontecendo. (…)
O caso do menino Henry está longe de ser um caso isolado. O Disque 100, nosso canal de denúncias, só em 2024 registrou 289 mil denúncias sobre violações contra crianças e adolescentes. 33 registros por hora, Brasil afora. Violência, maus-tratos, abandono, agressão sexual.
No caso de crianças de 0 a 6 anos, perto de 80% dos casos acontece dentro de casa. As mães são as mais identificadas como agressoras. Depois os pais, e ainda depois padrastos, madrastas e outros parentes. Há uma barbárie silenciosa espalhada pelo País. Por alguma razão, falamos pouco sobre isso. E a não-sentença dada a Monique diz algo bastante sombrio sobre tudo isso.
A melhor homenagem que podemos fazer ao Henry é sermos pessoas melhores. Melhores pais e melhores mães. Melhores padrastos e madrastas. Melhores avós e o que mais pudermos ser. Podemos prestar atenção, falar sobre este assunto e ajudar organizações que protegem crianças. E ainda agora podemos exigir que um crime bárbaro como este não seja perdoado ao sabor de alguma retórica.
A ideologia é um tipo perverso de indiferença. O ato soberbo de quem no fundo não se importa que o menino Henry não terá uma vida para viver. Que morreu aterrorizado, em um apartamento com a mãe e o padrasto, espancado, fruto da displicência criminosa de quem deveria ter cuidado para que ele pudesse viver, e não morrer daquela maneira.”
Olha isso…
“Ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros pelo homicídio culposo, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que a ré foi alvo de uma reação "desproporcional e desmesurada" ao longo dos últimos cinco anos.
Na sentença, a magistrada sustentou que Monique foi submetida a um julgamento marcado por preconceitos de gênero e declarou que, se estivesse na mesma situação um pai, e não uma mãe, provavelmente ele sequer teria sido processado.
"Reação desproporcional e desmesurada da sociedade em geral (...) claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal."
"Por todas essas razões, tenho como medida de justiça mais acertada (...) a extinção de sua punibilidade pelo perdão judicial."
Ao iniciar a dosimetria da pena de Monique Medeiros, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que todas as circunstâncias judiciais eram favoráveis à ré. A magistrada destacou que Monique é primária, não possui antecedentes criminais e que não havia elementos suficientes para avaliar negativamente sua personalidade ou conduta social.
"Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado", afirmou a juíza.
Segundo ela, a sociedade impõe às mulheres uma cobrança incompatível com a realidade ao exigir não apenas uma mãe dedicada, mas uma "mãe perfeita". "Mãe suficiente não basta", declarou.
https://t.co/Cq4Nbz6zx1
Defendo perpétua para o abusador e para a mãe.
E 40 anos para cada autoridade que soltou os dois até hoje.
Salários integrais de todas autoridades envolvidas direto para a menina estuprada de forma vitalícia.
O brasileiro já sofre com a perda real de soberania causada pelo crime organizado. O debate correto não é sobre “ofensa diplomática”, mas sobre por que o Estado permitiu que essas organizações crescessem. A soberania brasileira será protegida destruindo o poder das facções.
A verdadeira ameaça à soberania não é os EUA reconhecerem o PCC e o CV como organizações terroristas. A ameaça é o fato de facções controlarem territórios, imporem regras paralelas, aterrorizarem civis, corromperem agentes públicos.
Dizer que PCC e CV não podem ser tratados como terroristas porque “não têm bandeira política” ignora a realidade. Essas facções influenciam eleições, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática para manter domínio territorial.
O Brasil vive a ilusão de um Direito Penal severo, quando, na prática, prende pouco e solta muito diante dos altíssimos índices de criminalidade: 1 roubo a cada 1 minuto, 1 estupro a cada 6 minutos… cerca de 50 mil assassinatos ao ano… Cultua-se o fetiche da pena mínima e, quando alguém finalmente é preso, o sistema cria inúmeros mecanismos para devolvê-lo rapidamente às ruas. O resultado é um modelo de desencarceramento em massa em um país extremamente violento. Quem paga essa conta são as vítimas reais e as vítimas potenciais da criminalidade, abandonadas por um sistema que esqueceu que o Direito Penal também existe para proteger direitos fundamentais.
Gilmar Mendes me chamou de gangster, crápula, covarde, gentalha, fascista e torturador. A União Federal foi condenada a me indenizar por essas ofensas.
E agora ele me julga.
Imagine um juiz te atacar publicamente, ser condenado por isso e depois decidir sobre o seu caso como se nada tivesse acontecido. No Brasil de hoje, isso virou normal.
O mesmo Gilmar que disse que Sergio Moro era “parcial” para julgar Lula agora se considera imparcial para me julgar. O mesmo Gilmar que acionou a PGR contra piada de festa junina, vídeo satírico e críticas a ministros decidiu que mentiras dizendo mentiras e caluniando são apenas “liberdade de expressão”.
Quando criticam ministros: inquérito. Quando mentem sobre mim: liberdade.
A Justiça Eleitoral do Paraná mandou retirar as fake news do ar e multou o deputado por desinformação. Mas Gilmar, que publicamente me odeia, julgou contra mim.
Meus advogados pediram a suspeição de Gilmar. Ele ignorou. E julgou mesmo assim.
Esse vídeo não é sobre mim. É sobre um país onde alguns homens passaram a agir como se fossem maiores que a própria Constituição.
Porque quando as regras só valem para os outros, isso deixa de ser democracia. Vira absolutismo de toga. E eu vou continuar lutando contra isso.
Não por vingança. Por princípio.
Porque o dia em que a voz de um ministro valer mais do que a voz da lei será o dia em que o cidadão brasileiro deixará de ser livre.
Compartilhe esse vídeo antes que decidam que questionar poder virou crime.
Tu confonds deux choses, et c'est exactement le piège que la French Theory a tendu.
Liberté, égalité, fraternité — égalité *de droits*, égalité *devant la loi*, égalité *de dignité*. C'est la promesse républicaine, et personne ici ne l'attaque.
Le wokisme, ce n'est pas ça. C'est l'égalitarisme des résultats. Et l'égalitarisme des résultats, contrairement à l'égalité des droits, n'est pas un élargissement de la liberté — c'est sa négation.
Quelques exemples concrets :
— San Francisco supprime les classes de maths avancées au collège pour "réduire les inégalités". Résultat : les écarts entre élèves explosent, les familles aisées prennent des cours privés, les pauvres se font enterrer. L'égalitarisme a creusé l'inégalité.
— Les politiques de discrimination positive à Harvard : étudiants admis avec des scores très en dessous de leurs camarades, taux d'échec dispropportionné, sentiment d'imposture, ressentiment généralisé. On a saboté ceux qu'on voulait aider.
— L'aide humanitaire qui distribue du riz gratuit pendant 30 ans en Afrique : effondrement des filières agricoles locales, dépendance institutionnalisée. Donner un poisson, c'est empêcher d'apprendre à pêcher.
Le wokisme ne détruit pas l'humanité dans le sens dramatique. Il fait pire : il dessert systématiquement ceux qu'il prétend protéger, et il génère du ressentiment des deux côtés — ceux qu'on infantilise et ceux qu'on culpabilise.
La fraternité républicaine dit : tu es mon égal, donc je te traite en adulte capable.
Le wokisme dit : tu es ma victime, donc je dois te protéger de toi-même.
L'un élève. L'autre infantilise. Ce n'est pas la même chose, et confondre les deux est exactement le tour de passe-passe qu'on dénonce.
SENTENÇAS da @CorteIDH SOBRE O BRASIL
São 22 sentenças relacionadas ao Brasil.
Em 21 delas, o País foi responsabilizado pela Corte IDH.
Em 18 dessas (salvo nos casos dos Xucurus, das Comunidades Quilombolas e de Norambueba), a Corte IDH refonheceu expressamente ter havido deficiência na persecução penal, em desconformidade com os padrões interamericanos.