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@FMouraBrasil
Pelo amor de Deus faz um vídeo grande sobre esse artigo. Você conecta e mostra o posicionamento ambíguo do Flávio Bolsonaro em relação ao Master e todo esse silêncio dele.
O escândalo do Banco Master, contado do começo ao fim
O Banco Master entrou no radar do mercado quando passou a oferecer CDBs com taxas muito acima da média. Para o investidor comum, parecia apenas um banco agressivo na captação. Para o sistema financeiro, era um sinal de alerta.
Esses títulos eram cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, se o banco quebrasse, quem pagaria não seria apenas o Master, mas todo o sistema bancário brasileiro — e, no limite, os próprios bancos públicos e fundos ligados ao Estado.
O modelo era simples e perigoso. O banco captava dinheiro prometendo rentabilidades irreais e, do outro lado, sustentava essas promessas com carteiras de crédito de qualidade cada vez pior. Parte dessas carteiras teria sido repassada a estruturas pouco transparentes, segundo reportagens e investigações em andamento. O resultado era um sistema que lembrava, cada vez mais, uma pirâmide financeira: dinheiro novo entrando para pagar compromissos antigos.
O risco deixou de ser privado quando se descobriu que fundos de pensão de servidores estaduais e municipais haviam investido pesado no Master. Pelo menos 18 estados e municípios ficaram expostos, somando cerca de R$ 1,68 bilhão. Se o banco colapsasse, o rombo iria direto para os cofres públicos.
Quando o problema ficou incontornável, o Banco Central interveio. Usando os poderes da lei de autonomia aprovada em 2021, determinou a venda da instituição e iniciou o processo de liquidação para evitar um colapso maior no sistema.
Nos bastidores, porém, surgiu uma tentativa de empurrar o problema para um banco público: o BRB, do Distrito Federal. Se a operação tivesse sido concluída, o risco sairia do setor privado e iria direto para o contribuinte. A manobra não prosperou, mas deixou claro o tamanho dos interesses em jogo.
@fullgas_987 Eu fiz um post anteriormente com a tese de que ele perdeu pois perdeu na cidade de São Paulo. Foram 1,7 milhões de votos que ele perdeu só na cidade de São Paulo.
O ultimato do Centrão
Lideranças partidárias que apoiam Tarcísio de Freitas dão prazo para Flávio Bolsonaro se mostrar competitivo
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Flávio Bolsonaro será candidato ?
No fim de 2025, ocorreu o grande acordo nacional, o segundo do tipo antes da explosão do escândalo do Banco Master. Já em janeiro de 2026, o presidente Lula vetou o PL da dosimetria, que reduziria o tempo de Jair Bolsonaro em regime fechado. Para analistas, o veto soa mais como uma encenação destinada a agradar a militância petista. O governo permitiu a aprovação do projeto no fim do ano anterior como parte do acordo e, agora, dificilmente oferecerá resistência real no Congresso para a derrubada dos vetos.
Nesse contexto, um dos desdobramentos foi a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A família Bolsonaro se mostrou confortável com a aprovação do PL da anistia, empolgou-se e, sem negociação prévia, anunciou a pré-candidatura de Flávio. A reação do Centrão foi imediata e negativa. O bloco, organizado e pragmático, deixou vazar para a imprensa que não havia sido consultado, classificou o anúncio como um erro e chegou a estipular prazos para que Flávio desistisse da disputa.
Com o veto à anistia, a derrubada no Congresso exige pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, em sessão conjunta. Se esses números forem alcançados, a proposta entra em vigor. Para isso, no entanto, é indispensável um acordo com o Centrão. E esse acordo não será barato. Não necessariamente em termos de corrupção, mas em protagonismo político para 2026. O objetivo do Centrão é claro: tornar-se governo, de preferência sem Bolsonaro ou Lula no centro das decisões.
Pela ótica do bolsonarismo, Jair Bolsonaro já perdeu o jogo. Ele não controla mais nem os próprios filhos e aparenta desequilíbrio psicológico, próximo da insanidade, sem condições de suportar uma prisão. Apenas ele e os filhos seguem priorizando o capital político do sobrenome Bolsonaro, agarrando-se a ele para não perdê-lo, independentemente da situação do patriarca. O bolsonarismo, portanto, precisa do Centrão. A incógnita está nos termos dessa negociação.
Do ponto de vista do Centrão, o foco permanece no protagonismo. Apesar de Ciro Nogueira afirmar que a candidatura de Tarcísio de Freitas estaria 100% morta, ela ainda não está. Ao contrário, segue como o plano ideal. Tarcísio mantém apoio do eleitorado bolsonarista e conta com a força das emendas parlamentares irrigando prefeituras, o que lhe garantiria chances reais de vitória contra Lula.
Ao fim, o veto pode até ser derrubado, mas custará caro a Flávio Bolsonaro. O movimento o empurrará de volta ao colo do Centrão, seja como candidato, seja como apoiador de outro nome. É improvável que o Centrão entregue a derrubada dos vetos gratuitamente. Haverá uma fatura a pagar.
Essa dinâmica lembra o que ocorreu no fim de 2024 e início de 2025. O Centrão aprovou quase tudo o que o governo queria em dezembro, mas deixou pendente a votação do orçamento, com a LOA, mantendo um ponto de pressão aberto para barganha posterior. A tática agora é a mesma.
Diante disso, restam as perguntas centrais: Flávio Bolsonaro ainda será candidato? E afinal, quem está no colo de quem, o Centrão no bolsonarismo ou o bolsonarismo no Centrão
Agora o @ciro_nogueira diz que só depois do recesso. Tradução: abriu-se a janela de negociação da dosimetria, no Brasil o recesso pode durar até o carnaval.
Um bom arranjo, diferente dessa aventura chamada candidatura Flávio Bolsonaro, pode muito bem terminar em prisão domiciliar para Jair Bolsonaro.
É isso ou aturar Lula até 2027.
@pombo_miope Pra mim o enfraquecimento da Rússia é pela guerra da Ucrânia, eles tão presos nessa guerra e não conseguiram dar suporte aos aliados. Tá caindo um por um.
@madeleinelacsko oi. Discordo um pouco da análise política de hoje, Lula vetou pra galera mas no congresso vai lavar as mãos sobre a derrubada do veto, não vai se empenhar tanto. Flávio Bolsonaro agora precisa do centrão para negociar a derrubada dos vetos, o que será que vai oferecer ?
Flavio será Candidato ?
No fim de 2025, ocorreu o grande acordo nacional, o segundo do tipo antes da explosão do escândalo do Banco Master. Já em janeiro de 2026, o presidente Lula vetou o PL da dosimetria, que reduziria o tempo de Jair Bolsonaro em regime fechado. Para analistas, o veto soa mais como uma encenação destinada a agradar a militância petista. O governo permitiu a aprovação do projeto no fim do ano anterior como parte do acordo e, agora, dificilmente oferecerá resistência real no Congresso para a derrubada dos vetos.
Nesse contexto, um dos desdobramentos foi a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A família Bolsonaro se mostrou confortável com a aprovação do PL da anistia, empolgou-se e, sem negociação prévia, anunciou a pré-candidatura de Flávio. A reação do Centrão foi imediata e negativa. O bloco, organizado e pragmático, deixou vazar para a imprensa que não havia sido consultado, classificou o anúncio como um erro e chegou a estipular prazos para que Flávio desistisse da disputa.
Com o veto à anistia, a derrubada no Congresso exige pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado, em sessão conjunta. Se esses números forem alcançados, a proposta entra em vigor. Para isso, no entanto, é indispensável um acordo com o Centrão. E esse acordo não será barato. Não necessariamente em termos de corrupção, mas em protagonismo político para 2026. O objetivo do Centrão é claro: tornar-se governo, de preferência sem Bolsonaro ou Lula no centro das decisões.
Pela ótica do bolsonarismo, Jair Bolsonaro já perdeu o jogo. Ele não controla mais nem os próprios filhos e aparenta desequilíbrio psicológico, próximo da insanidade, sem condições de suportar uma prisão. Os filhos seguem priorizando o capital político do sobrenome Bolsonaro, agarrando-se a ele para não perdê-lo, independentemente da situação do patriarca, não sei até que nível de pressão e de conhecimento do pai na tomada de decisão. O bolsonarismo, portanto, precisa do Centrão. A incógnita está nos termos dessa negociação.
Do ponto de vista do Centrão, o foco permanece no protagonismo. Apesar de Ciro Nogueira afirmar que a candidatura de Tarcísio de Freitas estaria 100% morta, ela ainda não está. Ao contrário, segue como o plano ideal. Tarcísio mantém apoio do eleitorado bolsonarista e conta com a força das emendas parlamentares irrigando prefeituras, o que lhe garantiria chances reais de vitória contra Lula.
Outro elemento que pode entrar na barganha é o escândalo do Banco Master, ainda que de forma mais complexa. Uma das bases eleitorais do bolsonarismo é a Faria Lima. Um movimento possível seria a campanha sair em defesa do banco, tentando inverter a narrativa e atacar o presidente do Banco Central como representante da esquerda. Isso, porém, provocaria um racha imediato na base bolsonarista, ao colidir frontalmente com o mercado financeiro. Justamente o ambiente onde Flávio Bolsonaro ainda transita e constrói apoios.
Chama atenção o silêncio de Flávio sobre o escândalo do Banco Master. Não há uma única declaração pública do pré-candidato. Esse silêncio reforça a percepção de que ele integra o establishment, e não um movimento anti-sistema, enganando parte do eleitorado que ainda vota com essa expectativa.
Ao fim, o veto pode até ser derrubado, mas custará caro a Flávio Bolsonaro. O movimento o empurrará de volta ao colo do Centrão, seja como candidato, seja como apoiador de outro nome. É improvável que o Centrão entregue a derrubada dos vetos gratuitamente. Haverá uma fatura a pagar.
Essa dinâmica lembra o que ocorreu no fim de 2024 e início de 2025. O Centrão aprovou quase tudo o que o governo queria em dezembro, mas deixou pendente a votação do orçamento, com a LOA, mantendo um ponto de pressão aberto para barganha posterior. A tática agora é a mesma.