@mahagess imagina ter 25k pra receber todo mês sem fazer nada, tendo apenas que se comunicar como um adulto pra enviar os dados da conta e ainda assim falhar
@IsadoraBasile flexform é um baita custo benefício
comprei a minha em 2021 quando comecei a trabalhar de home office, uso várias horas diariamente e ela continua aqui firme e forte. Único BO que deu foi o apoio de lombar quebrando, mas a garantia resolveu
@marioliveirain Não foi um momento meu, mas lendo estes relatos lembrei do dia que alguém lamentou que teve o celular roubado na rua e uma querida saiu em defesa dos meliantes questionando a vítima sobre o porque ela achava que tinha mais direito à cidade do que eles.
@heldermaldonado Era só ele investir em galões vazios, um carrinho para engatar no celta e aos poucos ir extraindo e levando ao posto shell mais próximo. Em algumas semanas estaria bilionário. Mas foi abrir a boca, agora vai ficar tudo para o estado 😡
Sim, claro, antes da iFood não existia entregador na pizzaria do bairro. Além disso, o iFood inventou uma tecnologia chamada bicicleta, criada especialmente para ser usada em entregas.
Agora, saindo da provocação e indo para o debate real: o Brasil sempre conviveu com uma economia de subsistência que usa uma enorme massa de trabalhadores abandonados pelo Estado, pessoas que se submetem a qualquer coisa porque a alternativa é a fome e a miséria.
Hoje, são as plataformas que cumprem esse papel de exploração.
O ponto é que não temos que tolerar mais isso. Temos que discutir como e onde gerar empregos com dignidade. Como o Estado pode atuar, seja como empregador direto, seja induzindo bons empregos.
Alguém pode argumentar que o atual estágio da automação torna impossível gerar empregos para todos.
No capitalismo, ao que tudo indica, sim. Na verdade, no capitalismo neoliberal sem freios, certamente.
A questão é que o avanço da tecnologia não deveria ser tratado como sinônimo natural de desemprego. O desemprego não é uma lei da natureza. Não é inevitável. É uma invenção e uma necessidade do capitalismo, o primeiro sistema que produziu miséria em meio a uma enorme abundância e que usa a tecnologia criada pelos seres humanos para escravizá-los.
Em um mundo minimamente digno, os ganhos de produtividade da automação, da inteligência artificial ou de qualquer nova tecnologia deveriam servir para reduzir fortemente a jornada de trabalho, garantindo mais tempo livre, mais direitos, mais qualidade de vida e mais possibilidade de viver.
Mas, no nosso mundo, a tecnologia inventada pela classe trabalhadora não é usada para que ela tenha mais tempo para descansar, estudar, conversar, se divertir ou sonhar.
É usada para explorar ainda mais a própria classe trabalhadora.
A uberização da nossa classe trabalhadora deveria ser tratada com seriedade. Não como algo natural. Não como “alternativa ao desemprego”, como se o desemprego também fosse uma força da natureza.
Deveria ser um dos eixos do debate eleitoral. Deveria ser. Mas, infelizmente, há uma interdição no debate econômico brasileiro. O pavor da extrema direita nos paralisou. Não conseguimos ver além do “neoliberalismo progressista” como alternativa à destruição fascista.
Os grandes temas e desafios foram jogados para baixo do tapete. Só se discute qual será a próxima medida de ajuste fiscal, ou quando virá a redução da taxa de juros do Banco Central que fará a economia brasileira encontrar seu rumo. Aliás, é bizarro a esquerda achar que é a redução da Selic que desenvolve um país, em vez de tratar isso como uma condição necessária e absolutamente insuficiente. Mas vamos voltar ao tema.
A questão é que enquanto esses debates de superfície hegemoniza o imaginário da esquerda, as classes dominantes moem o nosso povo.
Somos um país dominado pelo agro, que quer que o mercado doméstico se foda, que o meio ambiente se foda, porque exporta soja para a China fazer ração para porcos. Tudo isso com destruição de territórios, muito dinheiro estatal e concentração brutal de renda. A grana da exploração vai para formar bancadas políticas que defendem a nossa dependência e subordinação com orgulho.
Claro, o setor primário-exportador também tem as mineradoras, que arrancam nossas riquezas e destroem o meio ambiente, deixando a conta da destruição para o povo.
Do outro lado, vistos como mais modernos e elegantes, sediados na potente São Paulo, estão os bancos, tomando o dinheiro da classe trabalhadora com as taxas de juros mais altas do planeta.
Ou seja: de um lado, um setor primário-exportador que aparelha o Estado, concentra riqueza, não gera porra nenhuma de emprego decente e ainda deixa um passivo ambiental brutal para o povo pagar.
De outro, um setor rentista que toma o pouco que os trabalhadores têm por meio de juros criminosos.
Como gerar empregos bons para o nosso povo no meio disso tudo? Não tem como. Com essas duas frações dominantes organizando o país, sobra um bolsão de desesperados. E esse bolsão, em vez de ser tratado como um problema nacional gravíssimo, vira matéria-prima barata para as plataformas, que têm se tornado a terceira força dessa tríade da destruição.
É assim que o Brasil se torna, ao mesmo tempo, paraíso do agro, dos rentistas e das empresas de aplicativo. Um país com gente demais precisando aceitar qualquer coisa para sobreviver.
Não está tudo bem só porque o desemprego vem caindo desde 2021. Os empregos gerados são uma merda. O trabalhador ganha mal. Está endividado até o pescoço. Trabalha muito. Não tem tempo de viver. Não tem tempo de estudar. Aliás, estudar para quê, em um país que não tem muito a oferecer aos pobres além de uma CLT destruída pela já naturalizada contrarreforma de Temer em 2017 e uma vida esmagada pela escala 6x1?
A pergunta correta não é o que essas pessoas fariam sem Uber, iFood ou 99.
A pergunta correta é que tipo de país aceita que milhões de trabalhadores só tenham como horizonte pedalar, dirigir e se arriscar todos os dias sem direitos, sem proteção e sem futuro.
Galera, vamos combinar que já deu de cruzeiros?? Tanta coisa pra fazer nesse mundão e os cara achando uma boa ideia ficar semanas trancafiado com gente estranha disputando quem espalha mais doença
Eu em situação de adolescente de classe média baixa tinha um quarto nesse estilo (tirando a parte das coisas acumuladas no chão, xô porqueira). Só troca a tv por uma de 14 polegadas e o console por um ps1. O telefone tava lá só por aproveitamento do ponto para internet discada
mais um exemplo de nostalgia falsa
isso era normal nos EUA
ninguém no Brasil teve quarto assim a não ser que ela fosse muito fã dessas coisas e tivesse muito dinheiro
@heldermaldonado@julia_joestar Eu em situação de adolescente de classe média baixa tinha um quarto nesse estilo (tirando a parte das coisas acumuladas no chão, xô porqueira). Só troca a tv por uma de 14 polegadas e o console por um ps1. O telefone tava lá só por aproveitamento do ponto para internet discada.
A pessoa que mais insiste no discurso anticorrupção é, via de regra, aquela ressentida por não ter sido convidada ou ter tido a oportunidade de participar de algum esquema. A prova está abaixo. "Ah, só o governo pode ser corrupto, por que eu também não posso?". Muita falta de sacanagem
@maripresidente Aqui tempos atrás uma desquerida tava floodando o grupo tentando vender brinquedos (alguns visivelmente surrados) que o filho não queria mais. Ok né, ninguém é obrigado a doar, mas ficou visível a mesquinharia 😅
Faixas de ingresso do Warung Day:
- Backstage/Camarotes
- Experience/VIP
- Não quis comprar um ingresso mais caro? Se foda aí em filas intermináveis e disputando espaço com outros pobres imundos como você
engraçado pensar que, na vida, de um lado tem a galera com ansiedade social com vergonha de fazer até o básico em público, e do outro tem quem leve o tio morto no banco pra fazer empréstimo