O plano do Trump nunca foi manter a hegemonia estadunidense. O plano do Trump sempre foi fragilizar os EUA para facilitar a instalação de um regime autoritário
Como perder o século 21 para a China:
1. Desarmar-se unilateralmente na competição de soft power encerrando ajuda econômica e agências internacionais de mídia.
2. Impor tarifas irracionalmente a todo mundo.
3. Invadir a Groenlândia, destruir a OTAN e isolar os Estados Unidos do resto do mundo.
4. Cortar financiamento das universidades.
5. Desencorajar que as mentes mais brilhantes imigrem para os Estados Unidos.
6. Sair de organizações internacionais, entregando seu controle ao Partido Comunista Chinês.
7. Fomentar a polarização entre os americanos.
8. Parar de apoiar a democracia no exterior e falar apenas de poder.
9. Enfraquecer as instituições democráticas americanas internamente.
O mundo é cheio de contradições? Olha só:
A gente vive vendo o povo japonês lembrando das bombas atômicas. Os judeus nunca esquecem o Holocausto. Os europeus têm seus memoriais de guerra. E estão mais do que certo! São histórias que precisam ser contadas, para que nunca se repitam.
Mas quando a gente é preto, a história é outra. Nosso passado vem com um manual de instruções diferente: "Esquece isso aí", "Isso já foi", "Supera". Como se a escravidão fosse só um capítulo fechado nos livros de história, e não uma ferida que ainda sangra hoje.
Nossos ancestrais foram arrancados da África, acorrentados, estuprados, mortos, torturados. Foram tratados como mercadoria por séculos. E aí a gente ouve que tem que virar a página? Como?
A verdade é que o racismo não é coisa do passado. Ele tá no presente, vivo e cruel. Tá no jovem preto sendo abordado de forma violenta pela polícia. Tá na mulher preta humilhada no trabalho. Tá na violência que mata um de nós a cada 23 minutos. Tá no olhar de desconfiança quando entramos num elevador.
Não dá pra simplesmente "esquecer" quando a cada dia o presente nos lembra que nosso sangue ainda vale menos. O racismo é estrutural, tá nas fundações dessa sociedade. E a gente precisa falar sobre isso sem papas na língua, sem medo de ser chamado de "vitimista".
Enquanto a dor dos outros é tratada como história, a nossa dor é tratada como mimimi, frescura. Essa é a real. E enquanto isso não mudar, a gente vai continuar sim com a memória viva, porque o nosso passado ainda é o nosso presente.
A gente não quer pena. Quer respeito. Quer justiça. E pra isso, primeiro precisam parar de nos pedir para esquecer quem somos e de onde viemos.
VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA ✊🏿