Flávio Bolsonaro e Lula se recusaram a comparecer ao debate da Record. A emissora, por sua vez, optou por não realizá-lo.
É um boicote ao processo eleitoral. Ambos querem manter o eleitor em eterno estado de paralisia. Não à toa estamos vivendo a pior eleição da história.
Alexandre de Moraes disse que André Mendonça havia deixado seletivamente 180 documentos sob sigilo; Mendonça mostrou que Moraes não sabe olhar o sistema do STF. Cristiano Zanin disse que Mendonça estava em posse do celular de Vorcaro; Mendonça rebateu dizendo que o celular está com a PF e que o HD com a cópia dos dados extraídos do celular, entregue espontaneamente pela PF ao seu gabinete, permanece lacrado e intocado. A chicana dos caras é amadora.
Os fatos são um bicho teimoso. A divulgação de documentos que comprovam a relação imprópria entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro bandido Daniel Vorcaro reafirma o que falo há tempos: esse escândalo é grande demais para caber debaixo do tapete. Claro que o sistema vai buscar alguma alegação fake de nulidade, para depois fingir que nada aconteceu, mas o cristal quebrou. É papel do Senado instalar o processo de impeachment e se faltar coragem para a atual legislatura a próxima cumprirá a missão.
Escalada do JN ajudando a resumir o dia de hoje:
- Durante 13 dias, Vorcaro pede que Moraes intervenha para impedir o avanço das apurações.
- Vorcaro cita o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.
- Dois dias antes de ser preso, o dono do Master pergunta a Moraes se deveria deixar o Brasil.
- Um dia antes da prisão, Vorcaro propõe um encontro com o ministro.
- As mensagens revelam que Alexandre de Moraes editou o contrato de 130 milhões de reais no escritório da mulher dele com o Master.
Moraes foi tirar satisfação com Mendonça?
É uma várzea ou uma República?
Todos sabem a resposta, claro.
Mendonça, pelo visto, está sendo acusado pelo Centrão do Supremo de trair o “STF Futebol Clube”.
Separem a pipoca.
"Não reconheço Toffoli como Ministro. Ele está ocupando uma oposição ilegítima não só na Suprema Corte, mas também no TSE. Não somente ele, como o Ministro Alexandre de Moraes"
Renan Santos.
Dias Toffoli é o ministro blindado pela família Bolsonaro em 2019 contra CPI.
Ele paralisou investigações sobre rachadinhas de Flávio, senador que se omitiu por mais de 7 anos sobre os escândalos e abusos de poder do aliado.
Agora, Toffoli suspende a campanha do mesmo Renan Santos que ousou criticar suas relações financeiras com o grupo de Daniel Vorcaro e pedir seu impeachment.
Há políticos de rabo preso que se submetem ao sistema porque precisam de blindagem.
E há alguns outros, em menor número, que não se curvam, e que sofrem retaliações, sob pretextos tão ridículos quanto o atraso no registro de endereço de perfis.
🚨 BOMBA: investigação da PF sobre Lulinha avança e começa a revelar pagamentos, dinheiro vivo e negócios milionários dentro do governo Lula
Como eu havia prometido antes, aqui vai dar umas das notícias pra você ficar de olho, a gente ainda não entendeu o tamanho do problema que está começando a aparecer em torno do filho do presidente.
Lulinha já aparece em três inquéritos no STF, todos envolvendo suspeitas de tráfico de influência dentro do governo. Só que agora começaram a surgir detalhes do material apreendido pela Polícia Federal e a história ficou muito mais pesada.
Segundo a PF, Lulinha aparece em conversas como destinatário de pagamentos e benefícios bancados por um empresário que tinha interesses comerciais dentro do governo federal. Esse empresário teria repassado pelo menos R$ 2,5 milhões para a lobista Roberta Luchsinger, amiga e apontada pela investigação como parceira de Lulinha em alguns negócios.
E presta atenção porque daqui pra frente a história começa a ficar realmente estranha.
A PF identificou movimentações relevantes em DINHEIRO VIVO feitas por Roberta. Em uma delas, R$ 300 mil teriam sido sacados por um operador financeiro ligado à lobista. Desse valor, segundo a investigação, R$ 50 mil foram parar numa agência que emitiu passagens para Roberta e Lulinha. A polícia agora quer aprofundar justamente a atuação desse operador e verificar eventual lavagem de dinheiro. Tem mais.
A PF também afirma que Roberta bancava uma residência utilizada por Lulinha em Brasília cujo custo mensal teria chegado a R$ 100 MIL. A investigação tenta descobrir de onde vinha o dinheiro usado para pagar essas despesas e qual era exatamente a relação financeira existente entre eles.
Ao mesmo tempo, outra frente chegou ao Ministério da Saúde.
Mensagens analisadas pela PF mostram Roberta tentando mobilizar Lulinha para ajudar a viabilizar negócios ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Entre as negociações investigadas estavam medicamentos à base de cannabis, testes de dengue e outras operações que poderiam movimentar centenas de milhões de reais.
Só uma das propostas envolvendo medicamentos poderia chegar a aproximadamente R$ 627 MILHÕES.
Porque agora existe uma pergunta inevitável:
por que empresários interessados em negócios com o governo aparecem, segundo a PF, bancando pagamentos e benefícios atribuídos justamente ao filho do presidente?
São três inquéritos. Há mensagens apreendidas, suspeitas de pagamentos e benefícios, dinheiro vivo, despesas pessoais, empresários interessados em contratos públicos e tentativas de negócios milionários com órgãos do próprio governo Lula.
E tudo isso está agora nas mãos de André Mendonça.
Essa investigação ainda está longe do fim. E, dependendo do que a PF conseguir demonstrar sobre a origem desses pagamentos e qual teria sido a contrapartida esperada pelos empresários, o caso Lulinha pode se transformar em uma das maiores bombas da eleição presidencial.