Existe a PF que investiga.
Existe a “PF” que troca investigador de filho de presidente e faz pressão contra outros avanços inconvenientes.
E agora existe a “PF” que fornece relatório apócrifo a magistrado irritado com colega.
Todas elas são chamadas de PF na imprensa, mas é preciso saber identificar cada uma conforme o caso.
Já o PGR Paulo Gonet é um só.
Ele pediu nulidade do relatório oficial da PF que - sem diligências específicas contra autoridades do sistema de Justiça - mostrou sua intimidade e de Alexandre de Moraes com o banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, a partir de dados extraídos do celular dele.
Agora esse mesmo PGR vai avalizar o relatório apócrifo usado pelo relator paralelo Moraes para pedir investigação sobre o relator oficial André Mendonça?
O pior caminho para conter alegadas extrapolações de um ministro do STF é usar um documento “sem valor probatório” no âmbito do inquérito das fake news, ele próprio o exemplo maior, há mais de 7 anos, de extrapolações cometidas no Supremo.
Essa utilização para blindagem pessoal é o enésimo motivo dado por Moraes para ser investigado pela verdadeira PF no caso Master. O problema, além do PGR com saudades de Vorcaro, é que a mais alta Corte do país virou o “STF Futebol Clube”, regado a charutos e whisky Macallan.
Critiquei André Mendonça quando avalizou, como AGU, o inquérito das fake news, agora usado por Moraes contra ele próprio.
Comentei que era melhor abrir mão do cargo que compactuar com o passe-livre ao autoritarismo. Em 2019, Jair Bolsonaro saiu em defesa de Mendonça pelo aval.
Desde então, Moraes explora sua relatoria infinita e exorbitante - em nome da “democracia” - contra todos que ousam trazer à tona verdades comprometedoras sobre ele e seus pares do Centrão do STF.
Faz isso há mais de 7 anos com veículos de comunicação, jornalistas, auditores fiscais e, dessa vez, com um colega de Corte que ousou não esconder o nome dele mesmo: o destinatário dos pedidos de blindagem feitos por um banqueiro criminoso que havia contratado sua esposa por R$ 131 milhões.
Neste sentido, talvez seja o ato não só mais bizarro, mas também o de maior hipocrisia da história do Poder Judiciário brasileiro, que esse mesmo Moraes peça, na condição simultânea de juiz e pretensa vítima, investigação de outro relator por abuso de autoridade e crime de responsabilidade, apontando “quebra da imparcialidade judicial” e direcionamento de alvos “por motivos pessoais e políticos”.
Não que Mendonça seja o exemplo máximo de isenção. Anos antes dos casos Master e INSS, ele blindou, com manobras processais, o deputado federal bolsonarista Silas Câmara, que estava prestes a ser preso por “rachadinhas” e que havia apoiado seu nome para o STF, quando Mendonça o chamava de “ombro amigo”.
Mas, a despeito da desconfiança de não dar ao caso “Dark Horse” a mesma celeridade que aos de Lulinha e Moraes, nada há de concreto até o momento que torne sua supervisão judicial mais anômala que as de Moraes ou de Toffoli (sócio-oculto do resort Tayayá), jamais alvos de pedido de investigação apresentado por colegas.
Tanto é assim que, para desqualificar Mendonça, Moraes se baseia em um relatório interno da PF que se define como “sem caráter decisório e sem valor probatório”; que não tem cabeçalho oficial da corporação, nem é assinado por delegado algum; e que apresenta relatos anônimos sem provas documentais, com grau de confiança de “baixa a moderada”.
De sólido, o relatório aponta que as suspeitas apresentadas pela PF contra a relação de Toffoli com Vorcaro eram graves e não foram alvos de apuração no STF.
Toffoli também foi blindado por Gilmar Mendes - em relatoria ainda mais esdrúxula, ressuscitada pelo decano três anos depois do arquivamento do caso original - contra quebra de sigilo da empresa Maridt determinada pela CPI do Crime Organizado. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, virou até alvo de Gilmar em ação na PGR de seu amigo e ex-sócio, Paulo Gonet.
A casta do sistema é assim: permite-se toda sorte de extrapolações, mas retalia desafetos sem qualquer evidência igual ou maior de abuso. O que fica evidente, dessa vez, é o absoluto desespero de Moraes.
🚨Urgent appeal for Lito Sousa @avioesemusicas, fighting Creutzfeldt-Jakob disease.
Please share this reel far and wide. https://t.co/9otgGSQRhQ
Make sure to tag these institutions who could include him in life-saving trials:
📌@ionis_pharma — Ionis Pharmaceuticals — ION717 trial
📌@broadinstitute — PRiSM trial (NCT07444580)
📌@harvard
📌@mayoclinic
Na minha opinião, o STJD comete um absurdo ao denunciar Mauricio pelo lance com Cacá. O Palmeiras está coberto de razão em protestar.
Estão interferindo demais nas decisões de campo. DEMAIS. Assim, fica tudo nebuloso.