Quando criança, minha mãe contava histórias repetidas sobre nós ou sobre outros, pra distrair e fazer parar o choro ou o medo, o susto. Contei uma história pra mim mesma essa semana.
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Que cena boa, bem dirigida e bem escrita! Apesar do sucesso de #PabloELuisao no Globoplay, essa série precisava chegar no canal aberto
A diferença quando tem um humorista de verdade a frente de um projeto de humor.. se fosse nos EUA, ganharia vários Emmys
Imagina viver em um estado com o metrô, trem e barcas urbanas mais caros do Brasil, com traficantes e milicianos controlando territórios, a UERJ em crise, escolas sucateadas, professores precarizados, estradas esburacadas e a saúde pública colapsando…
Mas os deputados estaduais usando a estrutura milionária da ALERJ para votar moção de “persona non grata” contra o humorista @FabioPorchat por fazer piada com um ex presidente preso.
O Rio de Janeiro virou um grande teatro do absurdo.
Se uma obra da Petrobras explodisse um bairro, matasse uma pessoa e ferisse outras três - como fez a Sabesp de Tarcisio em SP - a mídia exigiria renúncia imediata de Lula e o fim das estatais.
Os jornais escalariam 300 repórteres para inundar a internet e as TVs montariam estúdio no local para apresentar telejornais.
Mas a Sabesp é privatizada e o governo, de extrema-direita - o silêncio e o desdém prevalecem.
At the 2011 Emmy Awards, Amy Poehler convinced her fellow nominees to join her onstage and pretend they were in a beauty pageant when their names were called
Deixa eu lembrar uma história que quase ninguém fala.
Em 2015, uma juíza foi fiscalizar o presídio onde PMs acusados de homicídio, formação de milícia e outros crimes estavam presos. Encontrou churrasco, festa, prostituição e celular liberado.
Quando tentou agir, foi agredida pelos próprios presos.
E quem se colocou ao lado dos presidiários?
Foi Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, que justificou que a juíza apanhou porque “os tratava como bandidos”.
É esse o “combate ao crime” que eles vendem.
Lembrar de Cláudia é não aceitar a naturalização da barbárie. 12 anos depois, a execução de uma mulher negra, mãe e trabalhadora segue sem justiça, enquanto os responsáveis seguem suas vidas, muitos ainda protegidos pelo Estado.
Isso tem nome: racismo estrutural. E precisa ter resposta. Claudia Presente!
Vi uma senhora indignada porque esta geração coloca roupas em seus pets...
Diferente da geração dela que só veste o liquidificador, a máquina de lavar, o botijão de gás e o vaso sanitário.
Clarice Lispector, em uma crônica sua, falando de Mineirinho, que era bandido e foi morto com 13 tiros, diz que qualquer que tivesse sido o crime dele, uma bala bastava. O resto era vontade de matar.
"Mas há alguma coisa que, se me faz ouvir o primeiro e o segundo tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina — porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro".
É tão doído tudo isso.