Parem de repetir essa ladainha de que Flávio é o único capaz de derrotar Lula. Está ficando claro que Flávio é, talvez, o único capaz de NÃO derrotar Lula num segundo turno. O PT está adorando isso tudo, e por isso mesmo deve até estar guardando sua munição mais pesada...
QUANDO A CORRUPÇÃO APROXIMA ADVERSÁRIOS
A política brasileira costuma ser apresentada como um campo dividido entre extremos. De um lado, o lulismo, de outro, o bolsonarismo. No discurso, ambos se tratam como inimigos. Entretanto, quando surgem investigações envolvendo relações promíscuas e interesses privados, essa fronteira perde a nitidez.
O caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master tem alimentado essa premissa. As investigações da Polícia Federal, somadas às informações divulgadas pela imprensa, lançaram luz sobre uma rede de relacionamentos que alcança os dois extremos.
Nesse contexto, as ligações atribuídas aos senadores Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner – este último um dos principais aliados de Lula da Silva – alimentam a percepção de que interesses econômicos aproximam grupos que, no plano retórico, se apresentam como adversários inconciliáveis.
Embora o simples fato de que campos políticos distintos tenham relações com o mesmo estelionatário não demonstre a existência de conluio, há uma reflexão que merece ser considerada. Afinal, se um mesmo bandido consegue construir relações privilegiadas com figuras centrais do governo e da oposição, isso atesta que a ganância e a desonestidade não apostam em ideologias, mas em poder de influência.
O objetivo da trama é a preservação do acesso a proteção e benefícios, independentemente de quem ocupe o poder.
Sob essa perspectiva, o escândalo do Banco Master reforça a assertiva de que a corrupção e o clientelismo funcionam como lugar comum entre grupos que publicamente são hostis.
Quando as vantagens políticas e/ou econômicas são compensadoras aos interesses pessoais, a convergência de interesses particulares aproxima as lideranças.
O caso serve para lembrar que a corrupção ignora identidade ideológica e une pessoas de caráter duvidoso que, no discurso, afirmam representar projetos opostos.
Assim, o maior descalabro não é só a existência da corrupção, mas a constatação de que, no Brasil, uma cultura de conveniências se sobrepõe aos princípios, à ética pública e ao interesse nacional.
O Caso Master, assim como foi a Lavajato, deve ser acompanhado com a máxima atenção e rigor, de forma que a responsabilização alcance QUALQUER PESSOA contra quem existam provas, independentemente de posição institucional ou de poder.
Combater a corrupção de forma seletiva é crime de lesa pátria – se não for, está na hora de vir a ser!
VAMOS RESUMIR A BAGAÇA:
1- Bolsinho já era! Não conseguirá 50% dos votos.
2- Lula já era! A crise econômica acabou com seu resto de credibilidade que só idiota tinha.
3- Centrão. Este ganha sempre! Um pouco mais, um pouco menos, depende do acordo.
Vamos de @RomeuZema presidente
"NUNCA TANTOS DEVERAM TANTO A TÃO POUCOS"
Baseado na autocrítica feita pelo então presidente Jair Bolsonaro durante uma reunião ministerial em julho de 2022 – quando afirmou ter sido uma “cagada” (sic) ocupar a cadeira presidencial –, e observando o grau de empoderamento jurídico e político alcançado pela esquerda ao longo de seu mandato, culminando com o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, é inevitável recordar o célebre Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, sintetizado no slogan: “50 anos em 5”.
Ao refletir sobre o fracasso político do governo Bolsonaro, surge uma analogia quase irresistível: o bolsonarismo parece ter executado, involuntariamente ou não, um audacioso plano de metas para a esquerda brasileira – “40 anos em 4”.
Em apenas um mandato, o que se viu foi um expressivo retrocesso nas conquistas políticas da direita brasileira, acompanhado do fortalecimento das narrativas esquerdistas.
Da mesma forma, ao observar a investida bem-sucedida do bolsonarismo contra a imagem, a credibilidade e o prestígio das Forças Armadas Brasileiras, torna-se difícil ignorar a conclusão de que o movimento conseguiu, em pouco mais de três anos, aquilo que os comunistas tupiniquins tentavam há mais de um século: desgastar perante parte significativa da população as instituições historicamente mais respeitadas pelo povo e temidas por eles.
Agora, diante do desgaste produzido pela fraternal troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, seguida da eufórica comemoração do deputado Lindbergh Farias – que apelidou o episódio de “BolsoMaster” –, somos apresentados a mais um capítulo do processo de corrosão moral e política da direita brasileira promovido pela “famíglia” Bolsonaro, em benefício do lulopetismo e de seus satélites ideológicos, como PSOL, Rede Sustentabilidade e companhia.
Diante disso, vem inevitavelmente à memória — adaptada à tragicomédia política nacional — a célebre frase de Winston Churchill:
“Nunca tantos [socialistas] deveram tanto a tão poucos [bolsonaristas].”