A coisa que primeiro e mais me empurrou a ser um Libertário (ou anarcocapitalista se preferir) foi entender o quão profundamente idiota é uma eleição.
Só olhe o que elas produzem.
"Ah mas democracia é a menos pior coisa que temos" sempre me soou como uma desculpa preguiçosa para não questionar um sistema burro.
A humanidade deu ré em foguete, construiu microchips, descobriu toda a complexidade de astrofísica e física de partículas, escreveu as mais belas m��sicas e livros, e em toda Olimpíada mostra num novo patamar do que nossos corpos podem fazer.
Eu me recuso a aceitar que nós como espécie não conseguimos criar um sistema melhor do que "Um bando de gente idiota pode votar na sua vida, eleger um bandido ou um imbecil completo, e você tem que aceitar isso aí e pagar a conta que enfiaram no teu rabo. Não gostou? Concorre você. Não quer? Então aceite dívidas, impostos, leis ridículas, ser governado por gente bandida, inepta e que odeia cada valor e ideia que você tem, e fique quieto."
Eu me recuso a aceitar que "Bom, se todo mundo resolveu explodir a civilização, você tem que aceitar isso, pagar pela dinamite e entender que é assim que as coisas são." é uma tese de governança.
Simplesmente não é admissível que esse é o ápice da capacidade humana de gestão da complexidade de viver junto. Não é admissível falar que sem isso, a sociedade civilizada colapsaria.
Isso não é uma crítica somente ao sistema brasileiro. Sim, ele é uma desgraça radioativa. Mas não tem como defender o sistema americano, com 40 trilhões de dívida e uma maluquice política constante, ou o sistema europeu e a sua incapacidade de defender a civilização. O resto nem merece ser mencionado.
Olhando o resultado que eles produzem, não tem como seriamente dizer que aquilo é o melhor que aquela sociedade tem a oferecer.
Não tem como você olhar para o resultado das eleições no EUA, Canadá, Europa, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul ou o que seja e me dizer, seriamente, sem dar risadinha, que foram selecionadas as melhores pessoas para liderar a organização da sociedade, proteger a lei e justiça, e encontrar as soluções para os problemas modernos.
Nem tem como dizer que não seríamos civilizados sem aquela gente no poder.
E sim, isso é sobre a civlização. Muita gente incorretamente pensa que estado = governança = ordem = civilização.
Minha jornada como libertário é explicar que é justamente o contrário. Liberdade, propriedade privada, ordem, bons valores e boa economia são o que criam a civilização. O estado só parasita isso.
Não é o crescimento do estado que levou a civilização. Foi o desenvolvimento humano apesar do estado que criou as condições econômicas para que o estado e a política roubem cada vez mais da população, sem colapsar essa população.
Mas voltando.
O que temos agora é, como sempre uau surpresa, a dificuldade de escolher entre 50 tons de porcaria, e tentar convencer pessoas de que os pouquíssimos que prestam merecem atenção.
A dúvida não é se vamos ter um resultado bom. A dúvida é o quão desgraçada será a desgraça que vai resultar disso. O que, novamente, não é algo brasileiro. Todas as eleições em todas as democracias são assim.
O que eu queria como um libertário? Nada de mais.
1) Não ser obrigado a seguir as decisões de gente que eu nunca autorizei a decidir qualquer coisa sobre a minha vida.
2) Não pagar pelas consequências das decisões burras de outras pessoas.
3) Não ser obrigado a financiar valores e visões incompatíveis com o que eu defendo.
4) Poder criar soluções e formas de governança e viver junto entre pessoas de mesmos valores e visões, sem ter que pedir permissão para quem odeia esses valores e visões e quer me obrigar a viver e financiar outros valores e visões.
É muito? Como que isso não é parte de qualquer declaração de direitos humanos básicos?
O que eu quero é que pessoas de valores similares, de interesses alinhados, possam se unir, criar sua forma de governança como quiserem, e que vão viver suas vidas.
Se der errado ou certo é problema delas. Podemos aprender com esses experimentos, sem ter que financiar seus erros. Podemos ter sociedades funcionais, que não precisam lidar com um grupo dentro delas que está ativamente tentando atrapalhar o máximo possível.
Mas não. Ao invés disso, amanhã uma massa de gente burra, ignorante, socialista, degenerada, vendida, parasita, ou qualquer combinação dessas coisas e muito mais, vai votar no que a humanidade tem de pior para oferecer.
Uma minoria de gente moral, instruída, trabalhadora, virtuosa, vai votar também. E serão obrigados a carregar nas costas seja lá que desastre que for conjurado na urna.
No fim, os defensores do estado olharão para isso e, com alegria, proclamarão:
Novamente a civilização foi salva, e o melhor que temos como humanos foi produzido. Temos agora as melhores pessoas possíveis em posições de poder para guiar a sociedade. Que venha o progresso!
Ah vá.
@94tome14 É isso que essa decisão quer fazer, cada um muda de voto de forma descoordenada e no fim vai entrar a Gleise de qualquer jeito. Vou manter o meu voto no Deltan e esperar reverter na justiça, é a única chance.
Dois pontos importantes que não são auditáveis:
1 - Código Fonte do software da urna. Pode auditar antes da compilação (antes de virar o binário executável que vai pra urna) mas não é auditável o processo de compilação e a verificação se o binário realmente veio daquele código fonte. Ou seja, pode ter sido outro código fonte compilado.
2- Boletim de urna auditável. O BU é a soma dos votos da sessão, então você só audita se o número de votantes é o mesmo que está no BU, mas não voto a voto. A urna pode colocar qualquer proporção de votos dentro daquela soma e você não tem como saber se é verdadeiro. Ex: 300 votos na sessão pode ter sido 150/150, 200/100, 1/299, nunca saberemos...
EDITORIAL | STF em permanente estado de exceção – “O cidadão já não responde pelo que faz, mas por quem é e por quem desagrada”. Leia o texto completo em @opiniao_estadao → https://t.co/yGXx3h4ilx
Vocês precisam entender que, se Alexandre de Moraes não tivesse censurado o site O Antagonista em 2019, conduzido um inquérito sem base no sistema acusatório, acumulado as funções de vítima, investigador e juiz, promovido censura prévia à imprensa, cidadãos e humoristas, quebrado sigilos bancários e telemáticos sem autorização colegiada, ignorado o contraditório e a ampla defesa, imposto sanções desproporcionais, determinado buscas e apreensões com base em relatórios não oficiais, bloqueado redes sociais e aplicativos de mensagens sem respaldo legal claro, multado usuários por uso de VPN, nomeado representantes legais para empresas estrangeiras por decisão individual, criminalizado opiniões políticas e manifestações de pensamento, mantido inquéritos abertos por tempo indefinido e sem delimitação objetiva, utilizado medidas cautelares com fins punitivos, desrespeitado a independência entre os Poderes, ampliado indevidamente a competência do STF para alcançar cidadãos sem foro privilegiado, adotado decisões com impacto nacional sem submeter ao plenário da Corte, ordenado prisão de jornalistas sem flagrante ou condenação, solicitado retirada de conteúdo do ar sem ordem judicial formal, negado acesso à defesa sobre os autos de acusação, ameaçado advogados com sanções por declarações públicas, invadido domicílios sem base legal clara, monitorado comunicações de parlamentares sem autorização do Congresso, exigido dados de usuários de plataformas sem respaldo legal, pressionado instituições financeiras a fornecer informações sem ordem judicial, prendido inocentes com base em tuítes e postagens de rede social, censurado documentários e obras audiovisuais, ameaçado canais de comunicação com suspensão de monetização, imposto bloqueios bancários sem trânsito em julgado, utilizado decisões secretas para justificar medidas de exceção, promovido perseguição judicial a críticos do próprio Supremo e utilizado o TSE como instrumento político para perseguir adversários e ampliar o alcance de medidas excepcionais sem base legal, pressionando o presidente do Banco Central pra salvar o Banco Master, ido duas vezes na casa do dono do Master (uma delas para encontrar o antigo CEO do BRB), ajudado sua mulher a assinar um contrato de R$ 129 milhões com o dono do Master, blindado Toffoli junto com Gilmar no caso Master, o Estado Democrático de Direito no Brasil teria acabado.
@oraulsena Qual lógica é essa? Desde quando alguém com algum tipo de dinhero consegue se proteger de 6 pessoas armadas? Só se for pra subornar elas e tentar sair livre.
@AlemaoAratiba@Rconstantino 2015-2018 para 2019-2022:
Mundo 14,8 --> 10,3 (queda de 4,5)
Brasil -3,8 --> +2,3 (alta de 6,1)
Muito bom o gráfico, melhor ainda saber interpretar.
Capitalism doesn’t assume humans aren’t greedy. It assumes they are and refuses to give them power over others.
That’s the point.
Greed under capitalism is constrained by consent. You only get richer by offering something others voluntarily choose to pay for. If you stop providing value, the money stops.
Greed under collectivism is unconstrained. It’s backed by force. You get resources whether you create value or not, so long as you can moralize need or capture political power.
Also, capitalism doesn’t pit competition against cooperation. Competition is how we discover who can cooperate best. Every successful business is a massive act of cooperation with customers, workers, suppliers, and investors. It just isn’t coerced cooperation.
And the claim that capitalists never give back is empirically false. Private charity, philanthropy, reinvestment, and voluntary aid explode under capitalist systems and collapse under socialist ones.
What you’re really saying is this:
You don’t trust individuals to choose generosity. You trust the state to enforce it.
That isn’t moral. It’s just replacing voluntary cooperation with compulsory obedience.
@FelipeTadewald Desemprego foi de 12 para 7%. O valor foi de 4 pra 170 bi. Se realmente houver alguma correlação entre desemprego e valor gasto em bolsa família, é extremamente ineficiente - como tudo que vem do governo.