Muita gente amargurada com o sucesso do show da Xuxa, né?! Certamente acreditavam que ela não conseguiria mobilizar esse mundo pra prestigiá-la. Ela é uma das maiores artistas desse país e o que construiu foi absolutamente sólido, existe uma conexão de afeto com o público que será eterna. Resta aceitar! Tem uns aí que deveriam se preocupar é com os lugares asquerosos e fétidos que frequentam regados a todo tipo de porcaria e não com a presença das pessoas num espetáculo de uma das maiores artistas da história desse país. Agora depois que cozinharem, limpem os vidros e o fogão, tá?!
Não é novidade que o jogo mudou de rumo. Neste paredão, somos #ForaSarah, seguindo a coerência de Juliette lá dentro. NÃO DIVIDAM VOTOS. SAIAM DA TIMELINE. NADA ESTÁ GANHO. RESPEITO. FOCO NO GSHOW! #FicaJuliette
Se hoje celebramos o orgulho LGBT+ nas ruas, nas conquistas de direitos e nos espaços que antes nos eram negados, é porque muitas pessoas lutaram para que estivéssemos aqui. São pessoas que desafiaram a moral da época, enfrentaram a violência, perderam amigos para o preconceito, a discriminação e nunca desistiram. Essas pessoas hoje chegaram à velhice e muitas delas, para nossa felicidade, ainda estão vivas para contar essa história e continuam na luta diária contra a LGBTfobia, sendo inspiração para os mais jovens.
Também lembramos daquelas que já partiram, mas cujo legado segue vivo em cada conquista que tivemos, e daquelas que, por diferentes motivos, já não estão mais ativas no movimento, mas deixaram sua contribuição para que hoje possamos ocupar mais espaços com orgulho e resistência.
A longevidade e o envelhecimento das pessoas LGBT+ não podem ser invisibilizados. São corpos que resistiram às ditaduras, desafiaram a epidemia da AIDS enquanto o governo virava as costas, enfrentaram a LGBTfobia quando nem sequer havia um nome para isso. Muitos dos direitos que temos hoje, união estável, adoção, criminalização da LGBTfobia, são frutos de suas lutas incansáveis. Mas o que oferecemos em troca? Um país onde o envelhecimento ainda é cruel, onde o abandono e a solidão atingem de forma brutal as pessoas LGBT+.