Esse cara é gente boa demais, conheço desde a época do Facebook, e um amigo estudou com ele. Uma figura. Andava com luvas brancas e trajes do seculo XIX bebendo um chá pelos corredores da universidade (acho que em Curitiba). Sensacional. Uma espécie de personagem do Machado ou Lima Barreto, uma coisa lúdica assim, e ridícula também. É como se fosse o próprio espírito carnavalesco em uma pessoa.
Seleção não é o país. É um TIME de futebol.
Cada um torce para o TIME que mais gosta.
Essa fiscalização de patriotismo em Copas é besta.
Torce pro Brasil no Mundial, mas detesta produtos nacionais ou movimentos culturais de uma região, por exemplo.
Sempre que o Brasil é eliminado inventam o projeto (insira aqui nacionalidade bunda que eliminou o Brasil) de futebol
No 7 a 1 inventaram o projeto alemão e a Alemanha sumiu, em 2018 teve reportagem sobre o projeto Belga e a geração minguou, agora surge o projeto Norueguês...
O surgimento de Haaland não é acidente. A Noruega vem tendo um salto esportivo em diversas áreas, com destaques que vão do xadrez ao tênis.
Nas Olimpíadas de Inverno, em que sempre foram dominantes, ampliaram esse domínio e bateram o recorde de ouros em 2026.
Parte desse sucesso esportivo vem do fundo soberano norueguês, o maior do mundo, estimado em US$ 2 trilhões e criado para reinvestir na sociedade norueguesa o lucro da exploração estatal de petróleo do país.
É algo curioso de se pensar porque, se fosse um país árabe se desenvolvendo no esporte com ajuda da exploração de combustíveis fósseis, certamente haveria uma discussão sobre sportswashing. Mas não é assim que se costuma olhar pra Noruega.
Aliás, até 2025, a Equinor, estatal norueguesa de petróleo, era patrocinadora oficial das federações de esqui e de futebol do país. É comum que empresas do ramo invistam em esporte e associem sua marca às boas memórias esportivas, não ao dano ambiental que causam e à crise climática que se acentua a cada ano.
Temos visto, por exemplo, a Aramco, petrolífera estatal saudita, aparecer em todos os jogos desta Copa. É uma patrocinadora oficial da FIFA. É fácil denunciar a Arábia Saudita, mas essas críticas parecem sumir quando se fala da Noruega.
Em conversas sobre a Noruega, temas comuns são seu robusto estado de bem-estar social - e mais recentemente, sua máquina loira de fazer gols. O conceito de sportswashing não é justamente mudar o assunto sobre seu país?
A sociedade norueguesa é admirável em alguns aspectos, mas o mundo é complexo. Em 2018, por exemplo, a Norsk Hydro, empresa de produção de alumínio que pertence em parte ao Estado norueguês, admitiu ter causado danos ambientais ao Brasil no descarte de água em rios do Pará.
A responsabilidade na gestão da crise climática é global. No governo Lula, a Noruega voltou a contribuir com o Fundo Amazônia, uma iniciativa do Brasil pra que países ricos e industrializados ajudem no combate ao desmatamento na região.
Mas é o suficiente, se a produção de barris de petróleo continua crescendo na Noruega?
Poucos assuntos seguros haviam restado, tudo excessivamente politizado, agora politizaram o futebol e, pior ainda, politizaram a figura do Neymar. ACABEM COM A BOSTA DESSE MUNDO!!!