Eu como cético que sou, acho que o desespero dele é porque ele inventou uma fic achando que ia ficar nos 40 mil seguidores que tinha e do nada isso perdeu o controle e agora ele está numa situação que precisa sustentar a história e sabe que será a Grávida de Taubaté da nova geração.
queria que a deolane fosse minha mãe, imagina que cunt seria eu chegar na faculdade e todo mundo com medo de mim porque minha mãe tem laço com a maior facção do país
Vilã de novela precisa entender o próprio tamanho. Arminda sempre entendeu. E talvez por isso o último capítulo de Três Graças tenha escolhido encerrar sua trajetória não pela punição, mas pelo espetáculo. Porque personagens como ela precisam sair de cena ocupando todos os espaços possíveis da dramaturgia.
O que Grazi Massafera faz no desfecho de Arminda impressiona porque existe absoluto domínio de tom. A personagem passa oito anos enganando todos ao redor. A suposta loucura funciona como encenação contínua, construída no detalhe, no olhar vazio, no corpo domesticado. Arminda transforma a própria decadência em teatro íntimo.
Quando sobe lentamente a escadaria da mansão, Grazi entende exatamente o peso da cena que está executando. A direção de Luís Henrique Rios também compreende isso. A câmera respeita o tempo da vilã. Dá espaço para o ritual. Porque Arminda não sobe apenas uma escada. Ela sobe em direção ao próprio mito.
E então vem o mergulho.
A homenagem a Senhora do Destino funciona porque não tenta copiar Nazaré Tedesco. Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva usam a referência como linguagem afetiva de novelão. Quando cai no chão e abre os olhos para dizer “era isso que vocês queriam, né?”, a novela encontra algo raro: uma vilã que transforma a própria morte em última provocação.
Só que o grande golpe ainda estava guardado.
“Mas eu não daria esse gostinho, nem que a vaca tussa”, diz ela no alto da escada. Arminda jamais permitiria que sua imagem final fosse fragilidade. Ela precisava controlar até a própria despedida. E controla.
A quebra da quarta parede então sela tudo. “Pronta pro close, Luís Henrique Rios.” Em segundos, Três Graças abandona qualquer compromisso com realismo para abraçar o delírio melodramático que fez a televisão brasileira se tornar tão apaixonante. A novela olha diretamente para o público e diz que sabe exatamente o tamanho da cena que acabou de entregar.
Viva Grazi.
Foto: Reprodução/ Globo
a gaga confirmou que o mayhem requiem se passa 100 anos após a mayhem ball
como se fosse um estranho descobrindo a historia do mayhem num futuro onde a opera house está destruída e a própria gaga e os monsters não existem mais
Eu tenho muitas críticas ao histórico da Sônia Abrão mas confesso que ultimamente ela tem arrasado nos posicionamentos, e é isso mesmo as pessoas podem evoluir