Exatamente como eu disse que aconteceria desde o início - contrariando toda velha mídia e os "jornalistas sérios" sem fontes da nova mídia. Está aí, mais uma vez. Carla é inocente e merece a vida em liberdade que terá.
Se fosse para ser uma “prestação de serviço” neutra à sociedade, um áudio sobre o PT/lula teria que ser oferecido também.
Como por exemplo:
“O PT tinha diálogo com nóis cabuloso, mano, porque... situação que nem dá para nóis ficarmos conversando a caminhada aqui pelo telefone.
Mas O PT, ele tinha uma linha de diálogo com nóis cabulosa, mano", diz Elias.”
“O áudio é apresentado depois que o respondente terminou todas as perguntas.
Em uma outra página, em uma outra interface, ele é convidado a escutar o áudio e registrar segundo a segundo a reação dele ao conteúdo do áudio.”
As perguntas que ficam sobre oferecer a escuta do áudio é:
Pra quê?
Por que?
Ninguém faz isso a troco de nada…
Base argumentativa.
Falas do Andrei da AtlasIntel na CNN.
Quando olhado em sequência, percebe-se não apenas a pergunta afirmativa e indutiva, mas que o argumento do Andrei de que “o áudio foi mostrado apenas no fim das perguntas”, como se fosse algo neutro, não se sustenta.
Por que?
A amostra do áudio PODE não ter influenciado o resultado imediato dessa pesquisa, mas atua como parte da mesma construção de perguntas que induziram o entrevistado. O efeito disso reverbera para os próximos levantamentos, moldando a percepção pública, mesmo sem a exibição de nenhum áudio.
Essa é a percepção transmitida nas respostas do próprio Andrei em relação ao Flávio, focadas puramente no desgaste político gerado por uma culpa que a própria pesquisa ajudou a consolidar como verdade.
Sobre a impugnação de pesquisas eleitorais.
“Art. 15. O Ministério Público, as candidatas e os candidatos, os partidos políticos, as coligações e as federações de partidos são partes legítimas para impugnar o registro ou a divulgação de pesquisas eleitorais…”
“§ 1° Demonstrados a plausibilidade do direito e o perigo de dano, pode ser deferida liminar para suspender a divulgação dos resultados da pesquisa impugnada ou para determinar que sejam incluidos esclarecimentos na divulgação de seus resultados…”
(Foi o que Kassio fez: deferiu uma liminar).
“ § 1º-B. Se for alegada deficiência técnica ou indício de manipulação da pesquisa, a petição inicial deverá ser instruída com elementos que demonstrem o fato.”
(Foi o que o PL fez).
O TSE não foi o “baluarte” da democracia durante o governo Bolsonaro?
Então…
Pegando o exemplo do Waack.
Se a pergunta: “Na sua percepção, qual grupo político está mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master?".
Fosse: “Qual desses partidos o senhor acredita que PODEM estar envolvidos no caso do Banco Master?”
Não existiria argumento para contestação de manipulação. O verbo “podem” funcionaria como uma hipótese, não como afirmação sobre um caso que sequer foi julgado.
Já o “mais” na construção da pergunta foi usado como um pressuposto “fantasma” e inquestionável, pois assume que houve envolvimento. Estrategicamente ou não, transformou uma suspeita em certeza.
Restou então ao entrevistado, já induzido à uma mentira e após a construção de perguntas negativas sobre o Flávio, escolher o menos envolvido.
Ou seja, não importa se o áudio foi exibido no fim ou se não houve perguntas diretas sobre ele na pesquisa como o Andrei falou, porque o “cerco” já havia sido montado ao longo do questionário para desgastar o Flávio.
Escute ele.
“Ah Tsuki, mas é o Janones.”
Escute.
O que ele fala no evento de mobilização nacional do pt n tem nada a ver com ideologia, mas com comunicação, e serve para todos nós.
Outro detalhe, ele fala de igual para igual e não menospreza a bolha da internet. Ao contrário, puxa com ele. … isso era o que Bolsonaro fazia.
E, aqui, sem treta nenhuma, o PL poderia fazer o mesmo, ou seja, realizar um evento gratuito para pessoas comuns que quiserem participar e chamar pessoas como o Carlos, Nikolas e qualquer um que domine as redes para compartilharem os seus conhecimentos sobre comunicação.
Percebam que o Janones não solta um manual, não tem dissimulação, não tem vitimismo, não tem salto alto.
Ele desenvolve uma CONVERSA direta com o público.
SE OS MAUS RECLAMAM, ESTE É O CAMINHO
Certamente a Dep. @apropriajulia (PL-SC) está a altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda.
A repórter pergunta: “A senhora pretende ajudar a campanha do Flávio de alguma forma?” Michelle Bolsonaro responde: “No momento certo, com certeza. No momento, agora, quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”. A evasiva não deixa margem a dúvidas: nenhum apoio ao enteado antes do tal “momento certo”. A desculpa é a de sempre, aquela que enternece as plateias mais simples: “meu tchutchuco primeiro”. Resta, porém, a pergunta incômoda, que paira no ar como um mau presságio: quando, afinal, chegará esse momento certo?
Dona Michelle, que não se furta a uma enormidade de aparições públicas, que distribui sorrisos, bênçãos e declarações em todas as direções, não encontra, ao que parece, dois ou três míseros minutos por dia para dedicar ao “filho candidato” do marido. A dedicação exclusiva ao “príncipe”, ao “galego”, ao “amor da minha vida” não lhe consome, afinal, as vinte e quatro horas do dia. O que sobra é silêncio deliberado. E esse silêncio, na nação bolsonarista, soa como traição.
Para os fiéis, Michelle tornou-se a decepção encarnada. É difícil ser bolsonarista hoje e não se sentir, de algum modo, traído por ela. Pois a mesma mulher que expõe, com insistência quase cafona, um amor torrencial com os vocativos “meu príncipe”, “meu galego”, “minha vida”, como se precisasse a cada instante certificar ao mundo a legitimidade de um enlace que já deveria ser evidente, revela, na prática, uma frieza calculada para com o primogênito do esposo. Seria mais digno, e certamente mais coerente, provar esse amor supostamente abrasador apoiando Flávio, ainda que a contragosto, ainda que com os dentes cerrados.
O que se vê, contudo, é o oposto. E o contraste torna tudo hipócrita, quase obsceno. Por trás dos vocativos melosos ao marido, das declarações açucaradas despejadas em praça pública, parece residir uma vaidade mais mundana: a de parecer amável aos de fora e, simultaneamente, hostil ou indiferente aos de dentro. Michelle não se esforça sequer por dissimular que preferiria, na Presidência, alguém que não fosse o filho de Jair. Se assim for, e tudo indica que sim, que ao menos poupe o público desses vocativos melosos e empolados. Eles já não convencem ninguém. A elegância, uma vez dissipada, abre espaço apenas para o ridículo; e o ridículo, nessa altura do campeonato, soa francamente nauseante.
Lula diz que o governo não vai mais esperar o movimento invadir: vai criar ‘prateleira de terras’ para entregar antes. O Estado organizando a invasão em vez de garantir o direito de propriedade. Produtor rural em alerta. Segurança jurídica no campo não pode ser negociada.
Faça de conta que você é de esquerda. Sei que, para muitas almas ainda não de todo mortas, o exercício soa como um desarranjo mentalmente insalubre, quase um banho de ácido no espírito. Mas convenhamos: não é de todo impossível. Houve um tempo em que todos nós, conscientes ou não, fomos de esquerda. Depois que as Senhoras de Santana ergueram seus protestos anticomunistas nos anos 60, depois que a CNBB guinou para o progressismo com a mesma naturalidade com que outrora benzera o conservadorismo, e, por fim, depois que a OAB abandonou o ofício de guardiã do direito para se tornar mais um megafone ideológico, restou à direita brasileira apenas o silêncio e a agonia. A pá de cal definitiva veio, como era previsível, da Globo: suas novelas e seu jornalismo hegemônico nos deixou moles nas poltronas, a mente ocupada com futebol, adultério de luxo e outras alienações de primeira classe. Assim atravessamos os setenta, os oitenta, os noventa, os anos 2000 e alguns quebrados, até que dois personagens, cada um a seu modo improvável, surgiram para sacudir o torpor: Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro.
Até então, é bom que se diga, éramos todos de esquerda, os despertos e os sonâmbulos. Logo, não custa grande esforço mental recolocar-se, por alguns instantes, na pele do comunista. Um exercício salutar, aliás, pois só dentro da experiência petista ou psolista se pode fazer certa reflexão que a direita, em sua ingenuidade crônica, teima em evitar: quem, hoje, representa a maior esperança de uma esquerda envelhecida e exausta senão os Constantinos e os Nikolases da falsa direita?
A esquerda, é claro, não tem orgasmo coletivo com a performance de um Lula octogenário, nem vibra com os velhos ativistas de sempre, um Juca Kfouri, uma Miriam Leitão, figuras demasiado carimbadas, gastas, que já não dão leite aos bezerros famintos do marxismo cultural. Não há novidade, nem ar fresco, nos recintos gestados por Zé Dirceu e sua caterva. Mas quando veem Rodrigo Constantino sugerir, com a solenidade de quem faz uma descoberta filosófica, que prefere Lula no poder a “qualquer coisa” para derrubá-lo, como se Flávio fosse “qualquer coisa”, quando imaginam que, para realizar o sonho presidencial de Nikolas Ferreira, vale a pena mais quatro anos de petismo, então, meus amigos, a esquerda renova suas esperanças. Sorri. Respira aliviada. Quando as forças lhe faltam, eis que surgem, cavalgando em seu socorro, os cavalos brancos do Apocalipse: aquele, precisamente, que triunfa pela força da mentira.
Pronto. Agora que você cumpriu o penoso exercício de pensar como um esquerdista, volte ao normal. E veja se consegue, com os mesmos olhos de antes, olhar para Constantino e Nikolas sem sentir um misto de piedade e náusea. Veja se consegue entender por que eles são a esperança da velha esquerda.