Há um ano, 522.210 paulistanos confiavam o voto a Arthur do Val na eleição para prefeito. Chegamos a incríveis 10% na urna, mesmo com pouquíssimo tempo e sem usar um único centavo de dinheiro público.
✍🏻 🚫 Presidenciável Renan Santos reitera que "decisão ilegal [do STF] não se cumpre" após o ministro Alexandre de Moraes determinar busca e apreensão contra a fonte de um jornalista; a declaração foi questionada por Natuza Nery, Andréia Sadi e outros jornalistas da GloboNews.
@b0tk0tic@blackjaguar011@alccantarxffc@Mateusestalouco@cnt_pr Mano eu quero q vc me fale em q clip o Renan deixa a entender que vai deixar de fazer uma coisa pra fazer outra, a asfixia tenq ser feita tanto na favela quanto na faria lima, não é difícil de entender, o policial tenq entrar lá e FICAR e o governo tenq fazer reformas de infra
Pra quem fala que o MBL se apropria de um movimento criado pelo Vem Pra Rua, ai está...
O Vem Pra Rua não defendia o Impeachment da Dilma até março de 2015, quem iniciou o movimento de impeachment da Dilma, foi o MBL.
Coloquei o vídeo errado, no vídeo acima o Renan comenta sobre a agressão sofrida por uma apoiadora da Dilma.
Este é o vídeo em que o Renan Santos comenta a chegada ao acampamento em frente ao Congresso Nacional.
- No dia 20 de Outubro o MBL realiza uma ocupação do gramado do Congresso Nacional que duraria por 30 dias.
- A ocupação tinha como objetivo a mobilização da população pelo IMPEACHMENT DA DILMA.
- Em dado momento, de forma descontraída, Renan Santos veste uma camisa do MST para provocar o esquerdistas que queriam expulsa-los do Congresso Nacional.
- No primeiro vídeo Renan Santos comenta a chegada ao Congresso Nacional e reivindica a queda de Dilma Rousseff.
- No segundo vídeo é possível ver o movimento MTST ameaçando Renan Santos e associados de agressão.
- Durante um período da ocupação do gramado do Congresso Nacional, o PT organizou diversos atentados à ocupação do MBL.
@b0tk0tic@blackjaguar011@alccantarxffc@Mateusestalouco@cnt_pr O que fode o crime é isso e mais o ataque só crime nas favelas, o nosso lado não é contra operações contra o colarinho branco, somos mais a favor do que vocês são, mas a gente não fechar os olhos pro traficante estupradores dominador de território
URGENTE!!! Mais uma mentira bolsonarista desmascarada.
- Em 2014 Renan Santos trabalhou para a campanha de Paulo Batista, um candidato de DIREITA, defensor de pautas LIBERTARIAS como por exemplo, a PRIVATIZAÇÃO.
- Em um dos atos políticos, Renan Santos vai a FFLCH junto de Paulo Batista fantasiado de comunista fazer provocações aos alunos esquerdistas.
- Há também registro de clipes onde Renan Santos utiliza a mesma fantasia enquanto foge do RAIO PRIVATIZADOR, um meme da campanha de Paulo Batista.
CARTA ABERTA AOS LAVAJATISTAS
Eu sou lavajatista.
E digo isso independentemente de hoje apoiar @RenanSantosMBL e o Partido Missão. Porque candidatos passam, eleições passam.
Princípios não deveriam passar.
Durante anos apoiei @SF_Moro e @deltanmd porque enxergava neles a representação de algo maior do que seus próprios nomes: o combate à corrupção, a independência das instituições e a ideia de que ninguém deveria receber proteção simplesmente por ter poder, dinheiro ou sobrenome.
É justamente por continuar acreditando nisso que não consigo acompanhar algumas das escolhas feitas por eles.
Principalmente as de Sergio Moro.
Voltemos a abril de 2020.
Moro não deixou o governo Bolsonaro por causa de uma divergência sobre impostos, educação ou economia.
Moro deixou o Ministério da Justiça denunciando interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.
Foi o próprio Moro quem disse que Bolsonaro queria trocar o comando da PF, queria alguém com quem pudesse obter informações e demonstrava preocupação com determinadas investigações.
E havia um contexto impossível de ignorar: naquele período, investigações atingiam o entorno bolsonarista e Flávio Bolsonaro estava envolvido no caso das rachadinhas.
Sergio Moro rompeu com Jair Bolsonaro afirmando publicamente que estava saindo por causa da interferência política que dizia existir na Polícia Federal.
Agora avancemos para 2026.
Onde está Sergio Moro?
No PL.
O partido presidido por Valdemar Costa Neto, condenado no Mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
E quem Moro apoia para presidente da República?
Flávio Bolsonaro.
Sim. Justamente Flávio Bolsonaro.
O filho de Jair Bolsonaro que estava no centro de investigações que faziam parte daquele ambiente de tensão entre o presidente, a Polícia Federal e o próprio Moro.
É difícil imaginar símbolo maior da transformação política ocorrida nesses seis anos.
E existe outro detalhe importante:
Moro tinha alternativa.
Renan Santos já revelou que conversou com ele sobre a possibilidade de disputar pelo Partido Missão.
Portanto, não é correto apresentar sua ida ao PL como se Moro tivesse sido colocado diante de uma única porta.
Havia outra.
Ele escolheu a sua.
Mas os fatos bastam:
Moro teve opções e escolheu o PL.
Escolheu o partido presidido por Valdemar Costa Neto.
Escolheu compor novamente com o campo político bolsonarista.
E escolheu apoiar Flávio Bolsonaro para presidente.
Agora acrescentemos outra ironia histórica.
Foi o próprio Jair Bolsonaro quem, em 2020, declarou publicamente:
“Eu acabei com a Lava Jato.”
Durante seu governo também ocorreram decisões políticas e legislativas duramente criticadas por integrantes e defensores da operação como retrocessos no combate à corrupção.
Então eu pergunto:
o que aconteceu com o lavajatismo?
Porque eu me lembro de uma época em que não aceitávamos o argumento de que era necessário fechar os olhos para determinadas pessoas porque existia um inimigo pior do outro lado.
Eu me lembro de quando dizíamos:
“Não existe corrupto de estimação.”
Era mentira?
Porque, se corrupção é intolerável quando está no PT, mas vira “aliança necessária” quando está no nosso campo político, isso não é lavajatismo.
É torcida.
E talvez seja justamente por isso que tudo isso me cause uma tristeza tão grande.
Eu defendi muito Sergio Moro. Muito.
Passei horas inimagináveis procurando documentos, entrevistas, decisões judiciais e provas para desmentir mentiras e fake news que circulavam contra ele.
Quando atribuíram a Moro coisas que ele não tinha feito, eu fui atrás dos fatos.
Quando distorceram suas palavras, procurei o contexto.
Quando inventaram histórias para destruí-lo, procurei provas para mostrar que eram falsas.
Não fiz isso porque Moro me devia alguma coisa.
Fiz porque acreditava que defender alguém de uma mentira era também defender a verdade.
Hoje, olhando para algumas das escolhas políticas dele, confesso:
às vezes me sinto um trouxa.
Não porque aquilo que fiz estivesse errado.
Era o certo.
Uma mentira contra alguém continua sendo uma mentira, mesmo quando essa pessoa posteriormente nos decepciona.
Por isso, arrependimento?
Não.
Se voltasse atrás sabendo apenas aquilo que sabia naquele momento, voltaria a combater as mesmas mentiras.
Mas tristeza?
Uma profunda tristeza.
Porque existe algo particularmente doloroso em perceber que alguém que você passou tanto tempo defendendo acabou fazendo escolhas que colocam em dúvida justamente os princípios pelos quais você o defendia.
E digo exatamente a mesma coisa sobre Deltan Dallagnol.
Meu respeito pelo papel histórico de Moro e Deltan na Lava Jato não lhes concede um cheque em branco para o resto da vida.
Não troquei Bolsonaro por Moro.
E não vou trocar Moro por Renan Santos.
Hoje apoio Renan e o Partido Missão.
Mas se amanhã Renan fizer aquilo que estou condenando neste texto, eu estarei aqui criticando Renan.
Sem hesitar.
Porque não tenho político de estimação.
Tenho princípios.
Talvez seja essa a pergunta que todos nós que nos consideramos lavajatistas precisemos responder:
Nós defendíamos a Lava Jato porque acreditávamos numa causa ou porque acreditávamos em algumas pessoas?
Eu sei a minha resposta.
Eu nunca fui lavajatista porque acreditava em Sergio Moro.
Eu acreditava em Sergio Moro porque ele representava aquilo em que eu acreditava.
A ordem é essa.
E jamais será invertida.
Se Moro, Deltan, Renan ou qualquer outro abandonar esses princípios, não serei eu quem abandonará os meus para acompanhá-los.
Eles simplesmente perderão o meu apoio.
E termino lembrando, com uma amarga ironia, palavras que o próprio Sergio Moro tornou famosas:
Queridos e queridas, eu não estou à venda.
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