O amor saudável não exige a extinção da sua essência. Ele não pede que você abandone sua voz, seus gostos, sua identidade. Amar não é virar sombra, é compartilhar a luz. É estar ao lado, e não debaixo. É somar, e não dissolver-se.
O amor que vale a pena não cobra recibo de renúncia. Ele é espaço onde dois “eus” caminham juntos sem deixar de ser inteiros. E se para amar alguém você precisa deixar de existir como pessoa… bem, aí não estamos falando de amor, mas de contrato de invisibilidade afetiva!
Pergunte-se: quando você se olha no espelho dentro de uma relação, ainda se reconhece? Ou só enxerga a versão editada de si mesmo para caber no roteiro do outro?
Tem gente que não quer amor. Quer plateia, quer quem aguente o caos e a carência disfarçados de “jeito intenso”. Amor de verdade não faz drama, faz espaço.